AGRONEGOCIOS
Especialistas debatem cenário da safra de maçã e desafios futuros em encontro no RS
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O grupo técnico Eloos Maçã, criado pela Sipcam Nichino Brasil para desenvolver soluções frente aos desafios econômicos e fitossanitários da pomicultura, realizou sua reunião anual nos dias 28 e 29 de maio, em Gramado (RS). O evento reuniu especialistas da cadeia produtiva da maçã para discutir o cenário da safra recém-encerrada e os principais desafios futuros da cultura.
Objetivo do Eloos Maçã
Segundo José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino, o grupo tem como foco conectar os diferentes segmentos da cadeia produtiva da maçã para fomentar avanços no manejo fitossanitário e fisiológico da cultura.
Balanço da safra e desafios agronômicos
Durante o encontro, os participantes fizeram uma avaliação detalhada da safra, considerando as condições específicas de cada região produtora. Também foram discutidos os impactos das mudanças climáticas, bem como os principais problemas fitossanitários enfrentados, como a mancha da gala e a sarna da macieira.
Especialistas presentes
Entre os convidados, destacaram-se os consultores André Werner, da região de Vacaria (RS), e Evandro Melo, de São Joaquim (SC). Participaram também pesquisadores renomados, como Felipe A. M. Ferreira Pinto (Epagri), José I. Boneti (consultoria Fito), José Luiz Petri e Everlan Fagundes (Scienfruti). Representantes da Sipcam Nichino das áreas técnica, comercial e de marketing também marcaram presença, incluindo os engenheiros agrônomos Celso Albino Andriolo, Marcel Seiti Furihata, Marcelo Palazim, Luan Salgado Leopoldino e Gabriel Ramos Villela.
Bioestímulo e proteção da macieira
Um dos destaques da programação foram as apresentações de pesquisas e casos de sucesso com a bioestimulação dos pomares de maçã. A Sipcam Nichino é pioneira na criação da primeira Plataforma de Bioestimulantes para a pomicultura, que reúne soluções como Abyss®, Blackjak®, Nutex® Premium e Stilo® Verde.
Essas tecnologias têm mostrado ganhos significativos na produtividade e qualidade das macieiras. Conforme explica José de Freitas, os bioestimulantes promovem um desenvolvimento vegetativo superior, maior padronização das plantas em formação, aumento da capacidade fotossintética e melhor fixação dos frutos.
Marcelo Palazim complementa que a plataforma combina nutrientes como leonardita, fosfito de potássio, aminoácidos e extratos de algas marinhas, atuando positivamente nos processos bioquímicos e fisiológicos durante todo o ciclo da cultura.
Investimentos da Sipcam Nichino na pomicultura
Os executivos ressaltam que a pomicultura é estratégica para a Sipcam Nichino no Brasil, que mantém investimentos contínuos em tecnologias para a macieira. A empresa oferece um portfólio robusto de fungicidas e inseticidas, destacando produtos como Dodex® 450 SC, Echo® 720 SC, Metiltiofan® e o inseticida Trebon® 100 SC, amplamente utilizados para proteger a cultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Boi gordo dispara frente à vaca em 2026 e amplia diferença de preços no mercado paulista
O mercado pecuário brasileiro registra uma ampliação significativa na diferença de preços entre o boi gordo e a vaca em 2026. Dados recentes do Cepea mostram que, em abril (parcial até o dia 28), o spread entre as categorias no estado de São Paulo chegou a R$ 33,69 por arroba, com vantagem expressiva para os machos.
Diferença atinge maior nível dos últimos anos
Historicamente, o boi gordo já é negociado acima da vaca gorda, devido a fatores como melhor rendimento de carcaça, maior acabamento e maior valor agregado da carne. No entanto, o atual patamar representa um avanço relevante frente aos anos anteriores.
Em abril de 2024, a diferença era de R$ 17,70/@, enquanto em 2025 ficou em R$ 26,30/@ — números significativamente inferiores ao observado neste ano.
Oferta restrita de machos sustenta alta
Segundo os pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a oferta reduzida de bois ao longo de 2026. A menor disponibilidade tem sustentado a valorização mais intensa da arroba dos machos, especialmente diante de uma demanda internacional aquecida pela carne bovina brasileira.
Esse cenário tem favorecido os produtores que trabalham com animais terminados, pressionando os frigoríficos a pagarem mais para garantir escalas de abate.
Maior oferta de fêmeas limita preços
Por outro lado, o mercado de vacas apresenta dinâmica distinta. A maior disponibilidade de fêmeas — especialmente em ciclos de descarte de matrizes — aumenta a oferta e reduz o poder de barganha dos vendedores.
Além disso, a carne de vaca é mais direcionada ao mercado interno, que apresenta ritmo de consumo mais moderado, o que também contribui para limitar a valorização dos preços.
Arroba do boi sobe mais que a da vaca em 2026
No acumulado desde dezembro de 2025 até abril de 2026, a arroba do boi gordo no mercado paulista registra valorização nominal de 12,65%. Já a vaca gorda apresenta alta mais contida, de 7,5% no mesmo período.
Tendência segue atrelada à oferta e à exportação
A perspectiva para o curto prazo indica manutenção desse diferencial elevado, sustentado pela restrição de oferta de machos e pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. Enquanto isso, a maior presença de fêmeas no mercado tende a continuar pressionando os preços dessa categoria.
O comportamento das escalas de abate e o ritmo da demanda doméstica serão determinantes para os próximos movimentos do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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