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Espírito Santo aposta em sustentabilidade, inovação e logística para fortalecer a cafeicultura
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Espírito Santo mostra força da cafeicultura no Coffee Dinner & Summit
O Espírito Santo irá apresentar sua transformação na cafeicultura durante o 10º Coffee Dinner & Summit, promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entre os dias 2 e 4 de julho, em Campinas (SP). O Estado tem se consolidado como referência global ao integrar toda a cadeia produtiva por meio do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura.
Destaque na produção de arábica e conilon
Com produção estimada em 21 milhões de sacas de 60 kg nesta safra, o Espírito Santo é uma das poucas regiões do mundo a produzir, em escala e com qualidade, as duas principais espécies de café: arábica e canéfora (conilon e robusta). Essa diversidade fortalece a competitividade capixaba no cenário internacional.
Investimentos em ciência, tecnologia e sustentabilidade
A modernização da cafeicultura capixaba vem sendo impulsionada por investimentos em pesquisa, tecnologia e capacitação. Esses avanços têm elevado a produtividade e a qualidade do café, além de ampliar a rentabilidade das propriedades. A sustentabilidade também é um pilar essencial: a meta até 2030 é implementar currículos de sustentabilidade em 35 mil propriedades, preparando-as para atender aos mercados mais exigentes do mundo.
Essas ações estão alinhadas ao Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag 4), que propõe diretrizes ousadas e inovadoras para o setor agropecuário do Estado. A atuação conjunta de instituições públicas, privadas e centros de pesquisa tem feito do Espírito Santo um modelo internacional de cafeicultura sustentável.
Cafés capixabas ganham o mundo, mas logística ainda é desafio
Atualmente, o café produzido no Espírito Santo está presente em cerca de 90 países. No entanto, a logística ainda representa um obstáculo à expansão das exportações. Para enfrentar esse desafio, o Estado lançou o programa ParklogBR — uma iniciativa público-privada voltada ao desenvolvimento de infraestrutura logística, com foco em portos, rodovias, ferrovias, aeródromos e zonas empresariais.
Nos próximos meses, estão previstas a inauguração de um novo porto e a ampliação de dois já existentes. Essas obras são estratégicas para posicionar o Espírito Santo como um hub logístico do agronegócio nacional, conectando sua produção aos mercados globais com mais eficiência.
Estande capixaba: vitrine de inovação no Coffee Dinner & Summit
Durante o evento, o estande do Espírito Santo será um espaço dedicado ao compartilhamento de experiências, networking e à degustação dos cafés que representam essa transformação do setor. O objetivo é reforçar a imagem do Estado como protagonista da cafeicultura brasileira e mundial.
Evento carbono zero reforça compromisso com o meio ambiente
A 10ª edição do Coffee Dinner & Summit será um evento carbono zero. O Cecafé obteve o Selo Verde da startup Ecooar Biodiversidade, compensando as emissões de gases de efeito estufa (GEE) com o plantio de 69 árvores nativas. As mudas foram destinadas à Fazenda do Lobo, produtora de cafés especiais em Três Corações (MG), contribuindo para o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente (APP).
Sobre o Coffee Dinner & Summit
Considerado um dos principais fóruns do setor cafeeiro, o Coffee Dinner & Summit reúne, a cada dois anos, mais de mil participantes, incluindo representantes de toda a cadeia do café, autoridades governamentais e especialistas. O evento promove debates, prospecção de negócios e troca de experiências entre os diversos atores do mercado.
A edição de 2024 tem como tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil” e abordará questões econômicas, climáticas, regulatórias e logísticas, com foco em iniciativas sustentáveis e práticas baseadas em critérios ESG. As inscrições e mais informações estão disponíveis no site oficial: https://coffeedinner.com.br.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Porto de Paranaguá amplia exportação de frango com energia renovável e investimentos bilionários em infraestrutura
O Porto de Paranaguá reforçou sua posição como principal porta de saída do frango congelado brasileiro para o mercado internacional ao registrar forte movimentação da proteína nos cinco primeiros meses de 2026. O desempenho consolida o complexo portuário paranaense como um dos principais pilares da logística do agronegócio nacional e evidencia os investimentos realizados para ampliar capacidade operacional, eficiência e sustentabilidade.
O crescimento das exportações é sustentado por uma das maiores infraestruturas de armazenagem refrigerada do país. O terminal conta atualmente com um pátio equipado com 5.280 tomadas elétricas destinadas ao abastecimento de contêineres refrigerados (reefers), utilizados no transporte de carnes, pescados e outros produtos perecíveis destinados ao mercado externo.
Energia 100% renovável fortalece competitividade das exportações
Toda a operação de refrigeração do terminal é abastecida por energia elétrica proveniente de fontes renováveis, certificada internacionalmente pelo sistema I-REC (International Renewable Energy Certificate). A iniciativa reduz significativamente as emissões de carbono associadas às operações portuárias e fortalece a estratégia de sustentabilidade adotada pela Portos do Paraná.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, a expansão da estrutura reafirma o compromisso da autoridade portuária em acompanhar o crescimento das exportações brasileiras.
“A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Aliar eficiência logística ao uso de energia 100% renovável aumenta a competitividade do Paraná e garante uma cadeia de exportação mais limpa, segura e preparada para os desafios globais”, afirma.
Porto acelera transição energética com eletrificação de equipamentos
Além da ampliação da estrutura frigorificada, o complexo portuário iniciou um importante projeto de transição energética.
Três RTGs (Rubber Tyred Gantry), guindastes utilizados na movimentação de contêineres, passaram a operar com energia elétrica em substituição ao diesel. O projeto-piloto representa a primeira etapa da eletrificação dos equipamentos do terminal, que atualmente possui 40 máquinas desse tipo em operação.
A iniciativa busca reduzir emissões de gases de efeito estufa, diminuir o consumo de combustíveis fósseis e elevar a eficiência operacional das atividades portuárias.
Nova subestação amplia capacidade energética
Os avanços também incluem a implantação de uma moderna subestação elétrica do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade que melhora a distribuição de energia e oferece maior segurança operacional para atender à crescente demanda logística do terminal.
Nos últimos anos, o grupo CMPort, responsável pela administração do terminal, investiu aproximadamente R$ 500 milhões na modernização da infraestrutura portuária.
Um novo ciclo de investimentos, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ampliar ainda mais a capacidade operacional do complexo nos próximos anos.
Para Luiz Fernando Garcia da Silva, esses aportes consolidam o planejamento estratégico voltado à modernização do Porto de Paranaguá.
“A modernização energética e os investimentos estruturantes demonstram que Paranaguá está preparado para atender às novas demandas do comércio internacional. Nosso compromisso é garantir que essa expansão ocorra com elevada eficiência operacional, responsabilidade ambiental e maior competitividade para o agronegócio brasileiro”, destaca.
Certificação internacional reforça compromisso ambiental
O terminal também possui certificação ISO 50001, norma internacional voltada à gestão eficiente de energia, e mantém metas permanentes para redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da eficiência operacional.
As ações estão alinhadas aos padrões internacionais de sustentabilidade exigidos pelos principais mercados consumidores e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos produzidos dentro de critérios ambientais cada vez mais rigorosos.
Logística fortalece exportações do agronegócio
Com estrutura moderna e investimentos contínuos, o Porto de Paranaguá desempenha papel estratégico na logística das exportações brasileiras de proteínas animais, atendendo mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte.
A combinação entre expansão da capacidade operacional, adoção de energia renovável, modernização tecnológica e novos investimentos posiciona o complexo portuário como uma das principais referências em infraestrutura logística sustentável da América Latina, contribuindo para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


