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Estados Unidos Reformulam Pirâmide Alimentar e Adotam Modelo Mais Próximo ao Guia Alimentar Brasileiro

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EUA atualizam recomendações nutricionais e priorizam alimentação natural

Os Estados Unidos divulgaram uma nova versão de suas Diretrizes Dietéticas Federais, documento que orienta políticas públicas de nutrição e recomendações alimentares no país. A reformulação representa uma mudança de foco na pirâmide alimentar: agora, há maior valorização das proteínas e dos alimentos in natura, com redução no consumo de ultraprocessados e açúcares adicionados.

Na prática, o novo guia dá ênfase ao consumo de carnes, peixes, ovos, laticínios, leguminosas, frutas, vegetais e grãos integrais, enquanto restringe doces, bebidas açucaradas e produtos industrializados.

Tendência global: retorno à “comida de verdade”

De acordo com a professora de Nutrologia da Afya Goiânia, Marcela Reges, a atualização segue uma tendência mundial de valorização da alimentação natural como base da dieta.

“As novas diretrizes reforçam o consumo de alimentos pouco industrializados e proteínas de boa qualidade, distribuídas ao longo do dia. Essa combinação ajuda na saciedade, preserva a massa muscular e melhora o metabolismo, facilitando o controle do peso e promovendo saúde”, explica.

Segundo ela, o novo enfoque reflete desafios contemporâneos, como o aumento das doenças crônicas e do sedentarismo.

Maior presença de proteínas na dieta americana

A principal mudança no novo guia está na ampliação da recomendação diária de proteínas, que agora varia entre 1,2 e 1,6 gramas por quilo de peso corporal, de acordo com idade, nível de atividade física e condições de saúde.

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O professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, Diego Righi, destaca que a mudança não exclui outros grupos alimentares. “A nova pirâmide não propõe uma dieta centrada apenas em carne. Ela reforça o papel das proteínas dentro de um padrão equilibrado, que inclui frutas, legumes, grãos e gorduras saudáveis”, afirma.

Fontes de proteína e qualidade da alimentação

Righi alerta que o foco deve estar na qualidade das fontes proteicas. “Proteína não é sinônimo de carne vermelha. É possível incluir leguminosas, ovos, peixes, laticínios adequados e cortes com melhor perfil de gordura, evitando excesso de gordura saturada e priorizando alimentos ricos em fibras”, explica.

O especialista reforça que ultraprocessados e embutidos não devem ser utilizados como principais fontes proteicas. “A meta é alcançar a quantidade ideal de proteína, mas com fontes saudáveis. Essa lógica segue o princípio central do Guia Alimentar Brasileiro, que privilegia alimentos naturais e minimamente processados”, pontua.

Redução do açúcar e dos produtos ultraprocessados

A nova diretriz norte-americana também reduz o espaço destinado a alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e produtos com alto teor de açúcar adicionado.

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Segundo a Dra. Marcela Reges, o consumo elevado desses produtos está fortemente associado ao aumento de doenças crônicas. “O excesso de açúcar e ultraprocessados eleva o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Ao desestimular esse consumo, os EUA reforçam o papel da alimentação como estratégia de prevenção em saúde”, destaca.

Righi complementa que o objetivo não é a proibição, mas a conscientização. “Esses produtos podem ser consumidos ocasionalmente, mas devem ocupar um espaço mínimo na rotina alimentar”, diz.

Convergência com o modelo brasileiro

Embora as novas diretrizes sejam voltadas aos Estados Unidos, especialistas afirmam que elas refletem uma tendência internacional de equilíbrio e qualidade alimentar, alinhando-se ao Guia Alimentar para a População Brasileira, criado em 2004 e atualizado em 2014.

“O foco deve ser sempre o equilíbrio, respeitando a cultura alimentar, a individualidade e o contexto social de cada pessoa”, destaca Righi.

Assim como no modelo brasileiro, o guia norte-americano valoriza a personalização das escolhas alimentares, considerando preferências culturais, hábitos e até a realidade econômica das famílias. “No Brasil, esse olhar é ainda mais amplo, incluindo aspectos como comensalidade e práticas culinárias como parte essencial do cuidado em saúde”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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