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Estão disponíveis as agromensais de julho/2022

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Cepea, 09/08/2022 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje as hoje as agromensais de julho de 2022.

Confira aqui!

Abaixo, alguns trechos das análises mensais:

AÇÚCAR: Em julho, agentes de usinas estiveram firmes nos valores ofertados para o cristal no mercado spot do estado de São Paulo, sobretudo para o Icumsa 150, que tem seguido com disponibilidade restrita nesta temporada 2022/23. Esse cenário deve permanecer no correr desta safra, uma vez que a maior parte da produção está comprometida com contratos internos e externos. As estimativas para a atual temporada são de queda de produção devido à seca que tem afetado as lavouras de cana-de-açúcar no estado de São Paulo nos dois últimos anos.
 
ALGODÃO: Depois da baixa expressiva de 22% em junho/22, a cotação do algodão em pluma recuou com menor intensidade em julho. Quanto às negociações, se mantiveram em ritmo lento. Com o avanço da colheita, do beneficiamento e da classificação dos lotes, produtores seguiram priorizando o cumprimento dos contratos a termo em detrimento dos negócios no spot, influenciados por incertezas quanto à produtividade da safra 2021/22 em algumas regiões.
 
ARROZ: Os preços do arroz em casca avançaram em julho, como reflexo das demandas interna e externa aquecida, além da restrição de oferta. De modo geral, houve dificuldade de compradores e vendedores em acordar o preço de negociação no Rio Grande de Sul.
 
BOI: Os fundamentos de mercado da pecuária nacional verificados ao longo dos últimos anos – oferta restrita no campo e exportações registrando bom desempenho – chegaram a levar os preços da arroba do boi gordo a operarem acima dos R$ 350 (em março deste ano) no estado de São Paulo. Ainda que os valores sigam elevados – na casa dos R$ 320,00 no mercado paulista –, tais fatores já não têm sido suficientes para sustentar os preços acima dos R$ 330.

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CAFÉ: As cotações domésticas do café arábica terminaram julho em queda. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 1.300,89/sc de 60 kg no dia 29, recuo de 60,31 Reais/sc (ou de 4,4%) em relação a 30 de junho. A pressão veio tanto da queda dos valores externos do grão como do avanço da colheita da safra 2022/23 no Brasil.

 
ETANOL: Os preços dos etanóis hidratado e anidro recuaram no mercado paulista em julho, em função dos movimentos pontuais de agentes do mercado e ainda de algumas incertezas quanto à questão tributária que foram definidas ao longo do período. 

 
FRANGO: Os preços da carne de frango subiram em julho, com recuperação frente ao movimento de queda verificado em maio e em junho. O aumento nos preços é pautado principalmente pela baixa disponibilidade interna de carne de frango devido aos embarques elevados e ao maior consumo da população, que procura proteínas mais baratas por conta da forte inflação. 

 
MILHO: Os preços do milho recuaram na maior parte do mês de julho. Com o avanço da colheita na maioria dos estados e estimativas oficiais indicando oferta recorde na temporada 2021/22, os valores cederam, registrando, em algumas praças, os menores patamares desde o início do ano passado. Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa chegou a registrar R$ 80,06/sc de 60 kg no dia 22, o menor valor nominal desde 30 de dezembro de 2020. 

 
OVINOS: O mês de julho foi marcado por movimentos distintos dos preços do cordeiro vivo entre os estados acompanhados pelo Cepea. Enquanto no Paraná e no Rio Grande do Sul a oferta restrita de animais (devido ao período de entressafra) ajudou a impulsionar os valores, em São Paulo e Mato Grosso, a baixa liquidez nas negociações e a demanda desaquecida pressionaram as cotações. Já em Mato Grosso do Sul, o preço ficou estável. Segundo colaboradores do Cepea, mesmo nas regiões onde houve valorização, as vendas estiveram abaixo do esperado.

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SOJA: Os preços do farelo de soja subiram no Brasil e nos Estados Unidos em julho. Essa alta esteve atrelada à crise econômica na Argentina, que gerou especulações de menor oferta do derivado para exportação – vale lembrar que a Argentina é a principal exportadora mundial de farelo e óleo de soja. Esse cenário elevou a expectativa de aumento das exportações de farelo de soja do Brasil e dos Estados Unidos. Inclusive, o Brasil esteve em negociações com a China em julho, a fim de abrir o mercado daquele país ao produto nacional, o que, se acontecer, deve elevar a disputa chinesa com a União Europeia, que, atualmente, é a principal consumidora do derivado brasileiro.

 
TRIGO: Os agentes do setor tritícola se mantiveram focados nas atividades de campo em julho, tanto na colheita e no clima no Hemisfério Norte quanto nas projeções de safra e plantio para o Hemisfério Sul. Para o Brasil, a Conab reajustou positivamente as estimativas de área, produtividade e produção na temporada deste ano (2022/23), que deve começar oficialmente neste mês de agosto. A colheita está prevista em 9,03 milhões de toneladas, um recorde e 17,6% superior à da temporada anterior (2021/22)..

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações: [email protected] e (19) 3429 8836.

Fonte: CEPEA

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Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes

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O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.

Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.

O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.

Participação global cresce de 48% para quase 69%

Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.

Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.

Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.

Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos

A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.

Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.

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A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.

Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.

África do Sul amplia produção e conquista novos mercados

A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.

Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.

As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.

Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.

Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional

O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.

A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.

Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.

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Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja

Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.

Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.

“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.

Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia

As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.

Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.

O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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