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Estudo com 5 mil fazendas revela diferença milionária na soja: lucro pode mais que dobrar com gestão eficiente
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Estudo inédito revela disparidade na lucratividade da soja
Um levantamento inédito realizado pela Aegro, com base em mais de 5.000 fazendas brasileiras, revelou uma diferença expressiva na rentabilidade entre produtores. Enquanto as propriedades mais eficientes alcançam lucro de até R$ 5.131 por hectare, a média nacional não ultrapassa R$ 2.448.
O estudo analisou dados reais de sete safras consecutivas, entre 2018/19 e 2025/26, trazendo uma visão aprofundada sobre o que diferencia produtores altamente lucrativos daqueles que apenas cobrem custos.
Custos da soja disparam e pressionam margens no campo
Nos últimos anos, o aumento dos custos de produção impactou diretamente a rentabilidade da cultura da soja no Brasil. Entre as safras 2018/19 e 2022/23, o custo operacional saltou de R$ 2.729 para R$ 6.486 por hectare — uma alta de 138%.
No mesmo período, o preço da saca subiu 96%, o que não foi suficiente para compensar a elevação dos custos. Esse cenário apertou as margens e dificultou o equilíbrio financeiro para muitos produtores.
Fazendas mais eficientes conseguem mais que o dobro de lucro
Apesar do cenário desafiador, o estudo aponta que algumas propriedades conseguiram se destacar significativamente. As chamadas “Top Fazendas” registraram lucratividade de 52,8%, praticamente o dobro da média nacional, que ficou em 27%.
Na prática, essa diferença representa um impacto financeiro expressivo. Em uma fazenda de 500 hectares, por exemplo, o ganho adicional pode chegar a R$ 1,34 milhão em uma única safra.
Produtividade maior e custos menores fazem a diferença
Entre os fatores que explicam o melhor desempenho das fazendas mais lucrativas estão a maior produtividade e o controle mais eficiente dos custos.
- Produtividade média: 76,6 sacas por hectare nas Top Fazendas, contra 63,8 da média
- Receita adicional: cerca de R$ 1.631 por hectare
- Custo operacional: 12% menor nas propriedades mais eficientes (R$ 4.590/ha contra R$ 5.233/ha)
Os dados mostram que a combinação entre eficiência produtiva e gestão de custos é determinante para o resultado final.
Fertilizantes lideram alta de custos no Brasil
O estudo também detalha a evolução dos custos ao longo das últimas safras e aponta os fertilizantes como os principais responsáveis pela pressão financeira.
Entre 2019/20 e 2022/23, os gastos com fertilizantes subiram 156%, chegando a R$ 2.200 por hectare e representando quase metade do custo total com insumos.
Outros fatores, como mão de obra e relação de troca — indicador que mede quantas sacas são necessárias para pagar os insumos — também influenciam diretamente a rentabilidade.
Gestão é o principal diferencial entre lucro e empate
Segundo a análise dos dados, o fator decisivo para o sucesso financeiro não está apenas no clima ou no tamanho da área, mas nas decisões de gestão dentro da propriedade.
Escolhas como o momento de compra de insumos, planejamento de plantio e controle de custos por talhão têm impacto direto nos resultados, separando produtores lucrativos daqueles que operam no limite.
Evento online vai apresentar dados completos ao público
Os resultados completos do levantamento serão apresentados no Aegro Day Online, evento nacional que acontece no dia 31 de março de 2026, às 8h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo.
O encontro terá duração de 1h30 e trará:
- Evolução dos custos da soja em sete safras
- Comparativo entre fazendas mais lucrativas e média nacional
- Detalhamento dos custos com insumos
- Análise da relação de troca e ponto de equilíbrio
Projeções para a safra 2025/26 em três cenários:
- Otimista: margem de 43,2%
- Realista: 23,4%
- Pessimista: 4,5%
Evento busca democratizar acesso a dados do agronegócio
O evento é aberto ao público e voltado a produtores, consultores, agrônomos e profissionais do setor agro. O ingresso custa R$ 35 e inclui acesso à transmissão ao vivo, além de um relatório em PDF com todos os dados apresentados.
A iniciativa marca o primeiro evento online nacional da empresa e faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso a informações reais e auditadas do agronegócio brasileiro, contribuindo para decisões mais assertivas no campo.
Inteligência de dados ganha espaço no agro brasileiro
Com base em informações coletadas ao longo de sete safras, a Aegro consolida uma das maiores bases de dados operacionais do agronegócio no país. Diferente de projeções ou estimativas, o estudo é baseado em dados reais, o que amplia sua relevância para o setor.
A tendência é que o uso de inteligência de dados se torne cada vez mais essencial para melhorar a eficiência, reduzir custos e aumentar a rentabilidade nas propriedades rurais brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra de algodão em Mato Grosso pode atingir 6,27 milhões de toneladas após revisão positiva da produtividade
A produção de algodão em Mato Grosso deverá ser maior do que o previsto inicialmente na safra 2025/26. A nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta crescimento no potencial produtivo das lavouras, impulsionado pelas condições favoráveis registradas nos primeiros meses de desenvolvimento da cultura.
Apesar da redução na área cultivada, a revisão para cima da produtividade elevou a projeção da safra estadual para 6,27 milhões de toneladas de algodão em caroço, reforçando a posição de Mato Grosso como principal produtor da fibra no Brasil.
Área plantada recua diante de preços menos atrativos
De acordo com o levantamento de junho de 2026, a área destinada ao cultivo de algodão permanece estimada em 1,38 milhão de hectares. O número representa uma retração de 11,11% em relação ao ciclo anterior.
Segundo o Imea, a redução está diretamente relacionada ao cenário de mercado enfrentado pelos cotonicultores. Os preços da fibra considerados menos atrativos e os elevados custos de produção influenciaram a decisão dos produtores, resultando em menor expansão da cultura nesta temporada.
Produtividade surpreende e impulsiona projeção da safra
Mesmo com a diminuição da área cultivada, as perspectivas de rendimento melhoraram significativamente. O instituto revisou a produtividade média do algodão em caroço para 304,02 arrobas por hectare, aumento de 6,32 arrobas por hectare em comparação com a estimativa divulgada em maio.
O avanço reflete o bom desempenho das lavouras durante os primeiros estágios de desenvolvimento, favorecido por condições climáticas adequadas e bom estabelecimento das plantas no campo.
Segundo a análise do Imea, o cenário observado até o momento contribuiu para elevar o potencial produtivo das áreas cultivadas e compensar parte da redução na superfície plantada.
Produção é revisada para 6,27 milhões de toneladas
Com o ajuste na produtividade, a estimativa para a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi elevada para 6,27 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 2,12% em relação à projeção anterior divulgada pelo instituto.
A nova previsão reforça a expectativa de uma safra robusta, mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo setor ao longo do planejamento da temporada.
Clima seguirá determinando o resultado final da safra
Embora os números atuais sejam positivos, o Imea destaca que a consolidação do potencial produtivo ainda dependerá das condições climáticas ao longo dos próximos meses.
Fatores como regime de chuvas, temperatura e sanidade das lavouras continuarão sendo determinantes para confirmar o rendimento projetado e garantir o alcance da produção estimada.
Com uma das maiores áreas de algodão do mundo concentradas no estado, Mato Grosso segue como protagonista da cotonicultura nacional, setor que desempenha papel estratégico nas exportações brasileiras e no abastecimento da indústria têxtil global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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