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ETANOL/CEPEA: Hidratado tem nova desvalorização; anidro se estabiliza
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Cepea, 16/8/2022 – O preço do etanol hidratado caiu no estado de São Paulo pela segunda semana consecutiva. Segundo pesquisadores do Cepea, a queda esteve atrelada ao interesse pontual de boa parte das distribuidoras, que ainda adquire de maneira cautelosa o biocombustível. Além disso, a flexibilidade de algumas usinas em certas regiões do estado também resultou em negócios a preços mais baixos que os registrados no período anterior. No geral, agentes de mercado estavam na expectativa de redução no preço da gasolina nas refinarias, o que deixou o ritmo de negócios mais lento. E embora a safra tenha começado atrasada em relação aos anos anteriores, o clima permitiu um avanço na moagem de cana na segunda quinzena de julho, de acordo com informações da Unica. Com isso, em alguns casos, os estoques cresceram, pressionando algumas unidades produtoras a vender. Entre 8 e 12 de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do hidratado foi de R$ 2,8049/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins – alíquota zerada), recuo de 2,05% frente ao do período anterior. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa diário do hidratado teve média de R$ 2.898,00/m³, queda de 2,71% frente à da semana anterior. Já para o anidro, o cenário foi de estabilidade, visto que o volume de oferta deste tipo de biocombustível foi pequeno na última semana. O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol anidro foi de R$ 3,3786/litro (líquido de impostos e PIS/Cofins – alíquota zerada), leve alta de 0,07% em relação ao anterior. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: CEPEA
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Como os municípios podem se preparar para os impactos do El Niño na pesca e aquicultura
El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. Podem provocar mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. Confirmado em junho deste ano, o El Niño tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com impactos que podem variar de acordo com o território.
Para a pesca e a aquicultura, essas alterações podem representar desafios diferentes. Em áreas do Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

- Prefeitura de São Lourenço do Sul – Agência Brasil
Como os municípios podem se preparar?
As informações meteorológicas e hidrológicas oficiais podem ser acompanhadas por meio do portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na plataforma, é possível observar os dados das condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo. São esses dados que ajudam a identificar mudanças que possam interferir na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.
Também é importante manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem contribuir para a disseminação de alerta, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.
Outro ponto de atenção é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados. O acompanhamento dessas condições permite identificar situações de risco com maior antecedência.
Informação e planejamento fazem a diferença
A resposta aos impactos climáticos não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.
O registro de situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou ocorrências de mortalidade de peixes também é importante. Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.
Os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país. Por isso, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas importantes para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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