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EUA devem reduzir área de milho e aumentar plantio de soja em 2026, aponta Bolsa de Londres
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Mudança na Estratégia de Plantio dos EUA
Os produtores rurais dos Estados Unidos devem alterar a composição de suas lavouras na safra 2026/2027, priorizando o cultivo de soja em detrimento do milho, segundo projeções divulgadas pela Bolsa de Londres (LSEG).
De acordo com a análise, a área plantada com milho no país deve recuar para um intervalo entre 93,9 milhões e 95 milhões de hectares, enquanto a soja tende a avançar, alcançando 85,1 milhões a 86,1 milhões de hectares.
Preços Internacionais e Acordo com a China Influenciam Decisão
O movimento de transição está diretamente ligado ao cenário internacional de preços e à recente política comercial entre Estados Unidos e China.
Conforme explica Libin Zhou, gerente de pesquisa agrícola da LSEG, a cotação global do milho permanece pressionada, tornando o cultivo menos atrativo para os agricultores norte-americanos.
Além disso, o acordo firmado entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, garantindo a compra anual de 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, reforça o incentivo à ampliação das áreas destinadas à oleaginosa.
“A diferença de preços entre soja e milho se afastou dos níveis mínimos registrados no ano passado, o que indica que os produtores podem buscar maior rentabilidade ao ampliar o plantio de soja”, afirmou Zhou durante um webinar da Argus nesta quinta-feira, 22.
Projeções Dependem do Clima e do Ritmo de Plantio
Apesar das previsões positivas para a soja, a LSEG ressalta que os números ainda podem variar conforme o andamento da semeadura, que começa em meados de abril nos EUA.
Zhou destacou que fatores como condições climáticas e logística agrícola poderão alterar o cenário inicial à medida que o ciclo da safra avança.
“Essas estimativas estão sujeitas a revisões à medida que o plantio progride e novas variáveis, como o clima, passam a influenciar as decisões dos agricultores”, completou o pesquisador.
Mercado Acompanha Expectativas do USDA
O setor agrícola global aguarda agora a primeira projeção oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/2027.
Os dados devem ser apresentados durante o Agricultural Outlook Forum, que ocorrerá nos dias 19 e 20 de fevereiro deste ano. O evento é considerado referência para o mercado internacional de grãos, servindo de base para decisões comerciais e de investimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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