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Evento técnico no RS reforça integração entre formulação e manejo para enfrentar desafios da soja no Sul do Brasil

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Consultores, pesquisadores e profissionais do setor agrícola se reuniram no Rio Grande do Sul para discutir os principais desafios no manejo da soja, com foco em doenças, resistência de plantas daninhas e pragas. O encontro, promovido pela ADAMA, teve como objetivo aprofundar discussões técnicas e compartilhar estratégias eficazes para o controle e prevenção desses problemas, que exigem atenção redobrada na atual safra no Sul do país.

Segundo Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, a proposta foi estreitar o relacionamento com as consultorias agrícolas do estado e estimular a troca de experiências.

“Queremos estar próximos de quem toma decisões estratégicas no campo. Essa integração entre consultores, pesquisa e indústria é essencial para orientar o produtor em um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Mancini.

Pesquisadores e consultores trazem soluções técnicas para o campo

Entre os destaques da programação estiveram Caio Carbonari, pesquisador e professor da UNESP, referência nacional em tecnologia de aplicação e eficiência no uso de defensivos, e os especialistas Glauber Stürmer e Carlos Pizolotto, da CCGL (Cooperativa Central Gaúcha Ltda.), reconhecida pelo suporte técnico e validação de tecnologias junto a produtores.

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Durante sua palestra, Carlos Pizolotto abordou o tema “Alta Performance no Controle de Doenças da Soja”, enfatizando a importância do momento correto de aplicação dos fungicidas, o uso de produtos multissítios e a adoção de boas práticas de manejo para o controle de doenças como a ferrugem asiática.

Gestão e sucessão familiar rural também foram tema de debate

O evento contou ainda com uma palestra do engenheiro agrônomo e sócio-fundador da Safras & Cifras, Cilotér Iribarrem, que apresentou o tema “Gestão da Continuidade: Gerações que se Sucedem, Sucessão e Governança”.

A discussão trouxe reflexões sobre a organização familiar nas propriedades rurais, a preparação de sucessores e a criação de modelos de governança que garantam a sustentabilidade e longevidade dos negócios agrícolas — um tema cada vez mais presente no agronegócio brasileiro.

Tecnologias em destaque reforçam eficiência no manejo

As apresentações também destacaram tecnologias e formulações que vêm se destacando no campo, principalmente em condições de alta umidade e pressão de doenças. Entre as soluções mencionadas estão Apresa®, Araddo®, Across®, Armero®, Almada®, Blindado T.O.V.®, Plethora® e Galil®, produtos voltados ao controle de plantas daninhas, doenças e pragas, além de ajudar na prevenção da resistência.

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As discussões reforçaram três pilares fundamentais para o sucesso da sojicultura no Sul:

  • Uso de fungicidas de alta performance adaptados às doenças da região;
  • Manejo de resistência com rotação de ativos e uso de multissítios;
  • Preservação do potencial produtivo das lavouras com práticas integradas.

Mancini ressaltou que o conceito de “Inovação de Valor” tem guiado o trabalho da ADAMA, buscando soluções que tragam resultados reais ao produtor.

“Nosso foco é oferecer tecnologias com formulações eficientes e desempenho consistente, alinhadas à rotina de quem produz”, destacou.

Integração e manejo antecipado garantem previsibilidade na safra

No encerramento, Mancini reforçou que a integração entre tecnologia, manejo antecipado e leitura precisa das condições de campo é o caminho para reduzir riscos e aumentar a previsibilidade da safra.

“Os desafios desta temporada deixam claro que decisões bem embasadas, adaptadas à realidade regional e sustentadas por informação técnica, são determinantes para o sucesso. A troca que tivemos aqui reforça esse caminho de segurança e eficiência”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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