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Expodireto Cotrijal deve ser termômetro do investimento rural em 2026
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A cidade de Não-Me-Toque, (280 km da capital, Porto Alegre), no Rio Grande do Sul, recebe a partir desta terça-feira (09.03) a Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina. O evento, que segue até sexta-feira (13), volta a funcionar como um indicador importante do humor de investimento no campo em 2026, reunindo fabricantes de máquinas, bancos, cooperativas e empresas de insumos em um momento de maior cautela entre produtores.
Realizada desde 2000, a feira ocorre após duas safras marcadas por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas nas principais culturas. Nesse cenário, a expectativa é observar como o produtor rural deve reagir diante de preços internacionais mais acomodados para grãos como soja e milho e de um ambiente financeiro ainda marcado por juros elevados.
Na edição de 2025, a feira movimentou cerca de R$ 7,9 bilhões em negócios, com a maior parte das operações ligada ao financiamento de máquinas agrícolas, sistemas de armazenagem e equipamentos voltados à agricultura de precisão. O resultado representou uma leve recuperação em relação ao ano anterior e indicou que, mesmo com crédito mais caro, o produtor continuou investindo, embora com maior seletividade.
Com cerca de 600 expositores distribuídos em uma área de 131 hectares, o evento funciona na prática como um grande mercado do agronegócio a céu aberto. Bancos públicos e privados montam estruturas próprias dentro do parque para liberar crédito rural durante os cinco dias de feira, e muitas negociações de máquinas e equipamentos são concluídas diretamente no local, vinculadas a linhas de financiamento.
Para 2026, fabricantes avaliam que a demanda deve se concentrar em tecnologias capazes de melhorar a eficiência produtiva. Equipamentos ligados à aplicação localizada de insumos, conectividade no campo e soluções digitais de monitoramento de lavouras tendem a ganhar espaço, enquanto investimentos de maior porte podem ser adiados diante da redução recente nas cotações internacionais de grãos.
Além do volume de negócios, a feira costuma antecipar tendências do setor. Nos últimos anos, ganharam destaque tecnologias de agricultura de precisão, integração lavoura-pecuária e plataformas digitais de gestão agrícola. O movimento reflete uma mudança gradual no perfil do investimento rural: menos expansão de área e maior foco em produtividade e redução de custos operacionais.
Com a presença de visitantes estrangeiros, tradings e cooperativas exportadoras, a Expodireto também cumpre papel relevante nas negociações do agronegócio. Durante o evento, são comuns reuniões envolvendo compra futura de grãos, operações de barter e contratos de fornecimento. Por isso, a feira se consolidou como um dos principais pontos de encontro do calendário agrícola brasileiro e costuma marcar o início das decisões de investimento para a próxima safra.
Fonte: Pensar Agro
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Consulta pública para revisão das regras da pesca amadora ou esportiva até 18/11
Até 18 de novembro de 2026 está disponível a Consulta Pública para revisão da Instrução Normativa MPA nº 5 de 13 de junho de 2012, que estabelece as normas, os critérios e os procedimentos administrativos para o monitoramento e a inscrição de pessoa física no Registro Geral da Atividade Pesqueira, para concessão da Licença de Pescador Amador ou Esportivo; e de pessoa jurídica para obtenção da Autorização de Competição de Pesca Amadora ou Esportiva.
A consulta visa colher contribuições e manifestações da sociedade civil. Acesse aqui para enviar as sugestões.
PESCA AMADORA OU ESPORTIVA
Atividade de pesca praticada por brasileiro ou estrangeiro, com equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica, tendo por finalidade o lazer ou esporte, considerada uma atividade de natureza não comercial, no que se refere ao produto de sua captura, sendo vedada a comercialização do recurso pesqueiro por ela capturado.
PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO
Pessoa física, brasileira ou estrangeira, licenciada ou dispensada da licença pela autoridade competente, que pratica a pesca, de forma embarcada ou desembarcada, com equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica, tendo por finalidade o lazer ou esporte e sem fins comerciais.
PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO EMBARCADO
É aquele que faz uso de embarcação de esporte e ou recreio para a pesca, podendo também atuar na forma desembarcada.
PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO DESEMBARCADO
É aquele que não faz uso de embarcação para pesca, atuando exclusivamente sem apoio de embarcação.
PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO SUBAQUÁTICO
É aquele que pratica a pesca por meio de técnicas de mergulho livre, sem aparelhos de respiração artificial, utilizando equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica.
COMPETIÇÃO DE PESCA AMADORA OU ESPORTIVA
Torneio, gincana, festival, campeonato e demais eventos organizados segundo as normas gerais das práticas desportivas, devidamente autorizados pela autoridade competente.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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