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Exportação de carne bovina chega a 173,8 mil toneladas até a quarta semana de maio de 2025
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Volume exportado em maio mantém ritmo positivo
Os embarques de carne bovina no Brasil continuam em ritmo firme, alcançando 173,8 mil toneladas até a quarta semana de maio de 2025. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em maio do ano passado o volume exportado foi maior, com 211,9 mil toneladas ao longo de 21 dias úteis.
Média diária de exportação cresce em relação a 2024
A média diária de carne bovina exportada até a quarta semana de maio de 2025 foi de 10,8 mil toneladas, alta de 7,6% em comparação à média diária de maio de 2024, que ficou em 10 mil toneladas. Apesar disso, houve uma leve queda no ritmo semanal: o mês começou com média diária de 11,1 mil toneladas e caiu para 10,8 mil toneladas na última semana.
Análise semanal das médias diárias de embarque
O levantamento do Notícias Agrícolas mostra que, no mesmo período de 2024, as médias diárias começaram em 10,7 mil toneladas na segunda semana, caíram para 10,6 mil na terceira e finalizaram em 10,5 mil toneladas na quarta semana, indicando uma leve desaceleração no ano anterior. Em 2025, apesar da manutenção da média diária geral, observa-se a pequena queda mencionada no comparativo semanal.
Exportações impulsionam preços apesar da oferta forte
Segundo o Itaú BBA, o ritmo forte das exportações tem sido fundamental para sustentar os preços da carne bovina, mesmo com a oferta de gado terminado ainda robusta neste ano. Em abril, as exportações atingiram 242 mil toneladas in natura, um recorde para o mês, 16% superior ao mesmo período do ano anterior, mesmo com cinco dias úteis a menos.
Crescimento acumulado e preços em alta
No acumulado de janeiro a abril de 2025, o crescimento das exportações foi de 13% em relação ao mesmo período de 2024. Além disso, o preço médio do embarque in natura subiu 3% em relação a março de 2025, retornando a aproximadamente US$ 5 mil por tonelada.
Perspectivas para os próximos meses
A consultoria prevê que as exportações devem continuar firmes nos próximos dois meses, ajudando a absorver a oferta de gado terminado. O fluxo de embarques para a China, principal mercado, está 8% acima do ano anterior, e para os Estados Unidos, as exportações cresceram 130% no mesmo comparativo anual. No entanto, o Itaú BBA ressalta que, devido ao período de safra, os preços do boi podem se manter mais estáveis.
Valores médios e faturamento das exportações
Na quarta semana de maio de 2025, o preço médio pago pela carne bovina exportada foi de US$ 5.177 por tonelada, representando um aumento anual de 15% em relação a maio de 2024, quando o valor era de US$ 4.503,20 por tonelada.
Até essa mesma semana, o valor total negociado atingiu US$ 899,9 milhões, abaixo do registrado em maio de 2024, que foi de US$ 954,5 milhões. Porém, a média diária do faturamento em maio de 2025 ficou em US$ 56,24 milhões, apresentando crescimento de 23,7% na comparação com os US$ 45,45 milhões do mesmo mês do ano anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.
As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.
Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões
Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.
No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).
Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana
A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.
Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.
Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.
Entre os benefícios esperados estão:
- Redução da compactação do solo
- Menor consumo de combustíveis e insumos
- Diminuição do uso de água no plantio
- Eliminação de viveiros de colmos
- Maior rapidez na renovação dos canaviais
- Aumento da produtividade agrícola
As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.
Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)
Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).
A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.
Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.
“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.
Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia
Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.
A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.
Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil
O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.
A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.
CTC reforça papel estratégico na inovação do agro
Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.
Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.
A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).
Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia
Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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