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Exportações brasileiras de soja e milho aceleram em maio e reforçam protagonismo do agro global
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As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos e biocombustíveis. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam forte crescimento nos embarques de soja, farelo de soja e milho ao longo dos primeiros meses do ano, com destaque para o avanço previsto em maio.
Exportações de soja avançam e podem superar 16 milhões de toneladas em maio
Segundo a ANEC, os embarques de soja do Brasil devem atingir aproximadamente 16,1 milhões de toneladas em maio, volume superior aos 14,18 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
No acumulado do ano até maio, as exportações brasileiras da oleaginosa já somam cerca de 59,2 milhões de toneladas, mantendo o país em posição estratégica no abastecimento global.
A China continua liderando as compras da soja brasileira, respondendo por cerca de 70% das importações entre janeiro e abril de 2026. Espanha, Turquia, Tailândia e Paquistão aparecem na sequência entre os principais destinos do produto brasileiro.
Milho ganha força nas exportações brasileiras
O milho também apresenta crescimento expressivo no mercado externo. A previsão da ANEC indica embarques de aproximadamente 419,6 mil toneladas em maio, número significativamente superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Entre os principais compradores do milho brasileiro em 2026 estão Egito, Vietnã e Irã, que juntos concentram grande parte da demanda internacional pelo cereal nacional.
O movimento reforça a competitividade do milho brasileiro no mercado global, especialmente diante da crescente demanda por ração animal e biocombustíveis em diversos países.
Farelo de soja mantém ritmo forte no comércio internacional
As exportações de farelo de soja também seguem aquecidas. A projeção para maio é de aproximadamente 2,78 milhões de toneladas, acima das 2,12 milhões embarcadas no mesmo período de 2025.
Os principais destinos do farelo brasileiro entre janeiro e abril foram Indonésia, Tailândia, Irã e países europeus, consolidando a presença do produto brasileiro em mercados estratégicos da indústria global de proteína animal.
Portos do Arco Sul e Norte sustentam fluxo recorde
Os dados da ANEC mostram ainda que os portos de Santos, Paranaguá, Barcarena, Itaqui e Rio Grande seguem liderando os embarques brasileiros de grãos.
O Porto de Santos permanece como principal corredor logístico do agronegócio brasileiro, concentrando grande parte dos embarques de soja e milho. Já os terminais do Arco Norte seguem ampliando participação estratégica nas exportações, especialmente para mercados asiáticos e europeus.
Agro brasileiro amplia protagonismo no mercado global
O avanço das exportações ocorre em um cenário de forte demanda mundial por alimentos, proteínas e biocombustíveis. A combinação entre alta produção, capacidade logística e competitividade cambial mantém o Brasil em posição de destaque no comércio agrícola internacional.
Além da soja e do milho, o país também registra movimentação relevante em produtos como DDGS, sorgo e trigo, ampliando a diversificação da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bolsas globais operam sob pressão com tensão no Oriente Médio, juros nos EUA e expectativa por balanço da Nvidia
Os mercados financeiros globais iniciaram a sessão desta quarta-feira em clima de cautela, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio, a pressão dos juros dos títulos públicos norte-americanos e a expectativa pelos resultados da gigante de tecnologia NVIDIA, considerada hoje uma das companhias mais valiosas do mundo.
No Brasil, o Ibovespa abriu o pregão em queda, próximo dos 176.973 pontos, acompanhando o movimento negativo observado nas bolsas internacionais e a preocupação dos investidores com o cenário fiscal doméstico. O mercado também monitora o comportamento do dólar e das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro.
Em Wall Street, os principais índices encerraram a última sessão no vermelho. O Dow Jones caiu 0,65%, enquanto o S&P 500 recuou 0,67% e o Nasdaq perdeu 0,84%, pressionado principalmente pelas ações de tecnologia e semicondutores. A expectativa pelo balanço trimestral da Nvidia elevou a volatilidade no setor de inteligência artificial e tecnologia.
Os rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos também seguem no radar dos investidores globais. O avanço das Treasuries reforça o movimento de migração para ativos considerados mais seguros, limitando o apetite por risco em mercados emergentes.
Europa reage com cautela e acompanha desdobramentos geopolíticos
Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única, mas com leve viés positivo após notícias indicando que os Estados Unidos teriam suspendido um possível ataque ao Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,2%.
Entre os principais mercados da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,38%. Já o CAC 40, da França, registrou leve baixa de 0,07%, enquanto o FTSE 100, de Londres, avançou 0,07%.
O mercado europeu continua sensível às oscilações do petróleo e aos riscos geopolíticos envolvendo o Oriente Médio, fator que influencia diretamente inflação, energia e fluxo de capitais globais.
Ásia sobe puxada por tecnologia e inteligência artificial
Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente positivo, impulsionado pelas ações ligadas à inteligência artificial e ao setor de semicondutores.
O índice de Xangai avançou 0,92%, enquanto o CSI300 subiu 0,40%. Em Hong Kong, o Hang Seng encerrou o dia em alta de 0,48%, sustentado pelo forte desempenho das empresas de tecnologia.
O otimismo do mercado asiático também refletiu a expectativa de novos investimentos globais em infraestrutura de inteligência artificial, além das sinalizações sobre possível redução da escalada militar entre Estados Unidos e Irã.
No Japão, porém, o Nikkei recuou 0,44%, pressionado pela valorização do iene e pela realização de lucros no setor exportador. Já Austrália e Singapura registraram altas expressivas de 1,17% e 1,51%, respectivamente.
Ibovespa segue pressionado por cenário externo e fiscal
Na abertura do pregão brasileiro, o mercado local manteve o tom defensivo. Investidores seguem atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos, ao comportamento das commodities e às discussões fiscais no Brasil.
O pregão regular da B3 funciona das 10h às 16h55 no mercado à vista, enquanto contratos futuros de dólar e Ibovespa operam até o início da noite.
Nos últimos dias, o índice brasileiro vem registrando forte volatilidade, alternando perdas e recuperação conforme o humor externo e os movimentos das blue chips, especialmente bancos, Petrobras e Vale.
O dólar também permanece no radar do mercado financeiro, refletindo a aversão ao risco global e a busca por proteção em meio ao cenário geopolítico e econômico mais instável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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