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Exportações de açúcar avançam no line up, enquanto receita recua em março
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Line up indica aumento nos embarques de açúcar
O volume de açúcar programado para exportação pelos portos brasileiros alcança 1,253 milhão de toneladas na semana encerrada em 8 de abril, segundo levantamento da Williams Brasil. O número representa avanço em relação à semana anterior, quando estavam previstas 1,063 milhão de toneladas.
O total de navios aguardando para embarque também aumentou, passando de 31 para 35 embarcações no período, considerando navios já ancorados, em espera ao largo e aqueles com chegada prevista até 16 de junho.
Porto de Santos lidera movimentação de açúcar
O Porto de Santos concentra a maior parte dos embarques programados, com 584.090 toneladas. Na sequência, aparecem:
- Paranaguá (PR): 321.145 toneladas
- São Sebastião (SP): 136.000 toneladas
- Maceió (AL): 165.803 toneladas
- Recife (PE): 13.405 toneladas
- Suape (PE): 33.000 toneladas
A distribuição reforça a concentração logística nos principais corredores de exportação do país.
Açúcar VHP domina pauta de exportação
A maior parte do volume a ser exportado corresponde ao açúcar do tipo VHP, com 1.172.944 toneladas programadas.
Outros tipos também aparecem no line up:
- Cristal B150: 24,5 mil toneladas
- TBC: 41 mil toneladas
- Refinado A45: 15 mil toneladas
O predomínio do VHP reflete a forte demanda internacional por esse tipo de produto, voltado principalmente à exportação.
Exportações somam 1,8 milhão de toneladas em março
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil exportou 1.808.215 toneladas de açúcar e melaços em março de 2026.
A receita total no período foi de US$ 657,580 milhões, com preço médio de US$ 363,70 por tonelada.
A média diária embarcada foi de 82,192 mil toneladas, considerando 22 dias úteis no mês.
Receita e preços registram queda na comparação anual
Apesar do volume expressivo, os indicadores financeiros apresentaram retração em relação a março de 2025.
A receita média diária ficou em US$ 29,890 milhões, queda de 24,7% frente aos US$ 45,965 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
No volume diário, houve recuo de 1,4% em comparação às 96,548 mil toneladas embarcadas por dia em março de 2025.
Já o preço médio apresentou queda mais acentuada, de 23,6%, ante os US$ 476,10 por tonelada observados no ano passado.
Cenário reflete pressão sobre preços internacionais
A combinação de maior volume programado para embarque e queda nos preços médios indica um cenário de pressão no mercado internacional de açúcar.
Mesmo com o avanço logístico e aumento na movimentação portuária, a redução nos preços impacta diretamente a receita das exportações brasileiras, mantendo o setor atento à dinâmica global de oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon
O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.
Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).
A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.
Secagem do café entra em nova fase tecnológica
Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.
A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.
Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.
De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.
Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba
A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.
Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.
O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.
Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real
Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:
- Técnico-operacional
- Econômico-financeiro
- Socioambiental
- Regulatório
- Qualidade final do café
Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.
Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia
Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.
O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.
Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.
Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural
Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.
A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.
Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.
Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento
Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.
A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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