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Exportações de café não torrado registram alta de mais de 80% no preço na quarta semana de maio
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Preço do café não torrado dispara em maio de 2025
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o preço médio do café não torrado exportado pelo Brasil nos primeiros 16 dias úteis de maio de 2025 foi de US$ 7.079,50 por tonelada. O valor representa um aumento de 85,7% em relação ao preço médio registrado durante todo o mês de maio de 2024, que foi de US$ 3.811,90 por tonelada.
Faturamento com exportações do grão também avança
No mesmo período, o faturamento total com as exportações do café não torrado somou US$ 992,158 milhões, superando os US$ 929,041 milhões registrados ao longo dos 21 dias úteis de maio do ano passado.
A média diária de receita com as exportações também cresceu significativamente, subindo 40,2%: passou de US$ 44,240 milhões em maio/24 para US$ 62,009 milhões em maio/25.
Volume exportado apresenta queda
Apesar da valorização do produto, o volume exportado de café não torrado apresentou queda. A média diária embarcada foi de 8,759 toneladas nos primeiros 16 dias úteis de maio/25, o que representa uma redução de 24,5% em relação à média de 11,605 toneladas registrada durante todo o mês de maio do ano anterior.
No total, foram exportadas 140,145 mil toneladas até a quarta semana de maio/25, frente às 243,720 mil toneladas embarcadas no mês completo de maio/24.
Exportações de café torrado e derivados
As exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados também apresentaram variações no volume e na receita.
Volume exportado:
Foram embarcadas 7,473 toneladas desses produtos nos 16 dias úteis de maio/25, abaixo das 10,021 toneladas registradas em maio/24.
A média diária foi de 467 toneladas, recuo de 2,1% frente à média de 477 toneladas do ano anterior.
Faturamento:
As exportações geraram US$ 96,190 milhões até a quarta semana de maio/25, acima dos US$ 89,656 milhões obtidos em maio/24.
A média diária de faturamento foi de US$ 6,011 milhões, crescimento de 40,8% em relação aos US$ 4,269 milhões registrados em maio do ano passado.
Preço médio:
O café torrado e seus derivados foram negociados, em média, por US$ 12.871,20 por tonelada nos primeiros 16 dias úteis de maio/25, uma alta de 43,9% em comparação com os US$ 8.946,70 de maio/24.
Enquanto os volumes exportados de café, tanto não torrado quanto torrado e derivados, caíram no comparativo anual, os preços médios praticados no mercado internacional tiveram forte valorização. Como resultado, o setor registrou aumento expressivo no faturamento com as exportações brasileiras em maio de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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