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Mercados da China e Hong Kong fecham próximos da estabilidade à espera de novas tarifas dos EUA
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Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta quarta-feira praticamente estáveis, enquanto os investidores aguardavam detalhes sobre as novas tarifas que os Estados Unidos devem impor a seus parceiros comerciais. A expectativa gira em torno do anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, previsto para o final do dia.
O índice CSI 300 recuou 0,08%, enquanto o índice SSEC, da Bolsa de Xangai, registrou leve alta de 0,05%. Já o Hang Seng, referência em Hong Kong, teve uma queda marginal de 0,02%.
Na terça-feira, a Casa Branca confirmou que Trump imporá novas tarifas a partir de 2 de abril, sem especificar, no entanto, a abrangência e os detalhes das medidas. O mercado segue atento à possibilidade de uma escalada na guerra comercial global, que tem preocupado investidores e analistas. O anúncio oficial está previsto para esta quarta-feira, às 17h (horário de Brasília).
Desde que assumiu a presidência em janeiro, Trump já impôs tarifas de 20% sobre importações chinesas. Em resposta, a China adotou medidas retaliatórias contra algumas tarifas dos EUA em março.
“O impacto dependerá muito do tom adotado por Trump. Se ele indicar abertura para negociações, o mercado pode reagir positivamente. No entanto, se houver reforço nos confrontos, a aversão ao risco aumentará”, analisou Philip Wee, estrategista sênior de câmbio do DBS.
Segundo ele, caso as tarifas norte-americanas sejam amplas e agressivas, o mercado pode enfrentar uma nova onda de volatilidade, principalmente se China e União Europeia responderem com medidas de retaliação imediatas.
No setor financeiro chinês, houve um avanço de 0,7%, liderando os ganhos do dia. Já as principais empresas de tecnologia negociadas em Hong Kong registraram valorização de 0,4%.
Desempenho dos mercados asiáticos
- Tóquio: o índice Nikkei avançou 0,28%, atingindo 35.725 pontos.
- Hong Kong: o Hang Seng teve leve queda de 0,02%, fechando em 23.202 pontos.
- Xangai: o índice SSEC subiu 0,05%, encerrando a sessão em 3.350 pontos.
- China: o CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,08%, fechando em 3.884 pontos.
- Seul: o índice Kospi registrou desvalorização de 0,62%, encerrando o pregão em 2.505 pontos.
- Taiwan: o Taiex teve leve alta de 0,08%, fechando em 21.298 pontos.
- Cingapura: o Straits Times caiu 0,37%, finalizando o dia em 3.954 pontos.
- Sydney: o S&P/ASX 200 avançou 0,12%, atingindo 7.934 pontos.
O mercado segue atento aos desdobramentos do cenário comercial global, especialmente às medidas que poderão ser adotadas por China e União Europeia em resposta às novas tarifas norte-americanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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