AGRONEGOCIOS
Exportações de carne suína superam setembro do ano passado com aumento de preços e volume
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Volume exportado avança e média diária cresce 24,2%
Até a quarta semana de setembro/25, o Brasil exportou 127,3 mil toneladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, superando as 107,6 mil toneladas embarcadas no mesmo período de setembro/24.
A média diária de exportações atingiu 6,3 mil toneladas, alta de 24,2% em comparação à média diária de 5,1 mil toneladas registrada no ano passado. O desempenho reflete maior ritmo de embarques e a sólida demanda internacional pelo produto brasileiro.
Receita com exportações aumenta 28,2%
O faturamento acumulado até a quarta semana de setembro chegou a US$ 328,6 milhões, frente aos US$ 269,1 milhões registrados no mesmo período de 2024. A média diária de receita subiu para US$ 16,43 milhões, crescimento de 28,2% em relação à média diária de setembro do ano passado, que foi de US$ 12,81 milhões.
Preço por tonelada registra leve alta
O preço médio da tonelada exportada até a quarta semana de setembro/25 foi de US$ 2.580,7, aumento de 3,3% em comparação ao valor observado em setembro de 2024, que estava em US$ 2.499,3. O avanço de preços reforça a valorização do produto brasileiro no mercado externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE
O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.
A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.
Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.
O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.
Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.
Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.
O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.
Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.
Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.
Fonte: Pensar Agro
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