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Exportações de grãos dos EUA crescem com força em 2024-25, mesmo com recuo da China

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Desempenho positivo nas exportações de grãos dos EUA

As exportações americanas de grãos vêm registrando desempenho robusto no ano comercial de 2024-25, conforme aponta o mais recente Grain Transportation Report (GTR) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Apesar da significativa redução nas compras por parte da China, a forte demanda global tem elevado o ritmo dos embarques, gerando também aumento expressivo na procura por transporte, com destaque para o uso de barcaças e trens.

Crescimento nos embarques e vendas pendentes

Até o dia 3 de abril, os embarques acumulados de grãos dos Estados Unidos cresceram 18% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Já as vendas pendentes apresentaram alta de 20%. O milho destacou-se entre os grãos, com um desempenho notável impulsionado por preços mais competitivos frente aos demais grandes exportadores.

Milho: maior volume exportado desde 2021-22

Os compromissos totais de exportação de milho cresceram 25%, alcançando 64,8 milhões de toneladas — o maior volume registrado desde o ciclo 2021-22. Os principais destinos foram México, Japão e Colômbia, que responderam por 34%, 19% e 12% das exportações, respectivamente.

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Soja também apresenta avanço nas exportações

As exportações de soja também mostraram melhora significativa. Os compromissos totais cresceram 14%, enquanto os embarques acumulados registraram aumento de 12%. Em 3 de abril, 84% das exportações previstas já haviam sido efetivadas — três pontos percentuais acima do observado no mesmo período de 2023. As vendas pendentes de soja cresceram 30%, sinalizando uma tendência de continuidade na demanda externa. No entanto, o volume de barcaças de soja que transitou pelas eclusas do rio Mississippi apresentou recuo de 5%.

Trigo mantém trajetória de crescimento, apesar da queda nas compras chinesas

As exportações de trigo também registraram aumento: os compromissos e os embarques acumulados cresceram 13%. O México e a Coreia do Sul foram os principais responsáveis por essa elevação, com altas de 24% e 76% nas compras, respectivamente. As inspeções de trigo aumentaram 19%, e, mesmo diante de uma queda de 94% nas importações chinesas, o volume total exportado manteve-se em alta. O USDA estima que 77% da meta anual de exportações de trigo já tenha sido alcançada, apenas dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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