CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Exportações de milho do Brasil têm queda de 99% no início de junho em comparação a 2024

Publicados

AGRONEGOCIOS

As exportações brasileiras de milho começaram o mês de junho de 2025 em ritmo significativamente mais lento do que o registrado em junho de 2024. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou apenas 1.384,8 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) nos cinco primeiros dias úteis deste mês — volume que representa apenas 0,16% do total exportado no mesmo período do ano passado, quando o país enviou 850.892,8 toneladas ao exterior.

Média diária de embarques desaba 99,3%

A média diária de exportações também apresentou forte retração. Nos primeiros dias úteis de junho deste ano, foram embarcadas apenas 277 toneladas por dia, o que representa uma queda de 99,3% em relação às 42.544,6 toneladas/dia registradas em junho de 2024.

Venda dos produtores segue lenta, aponta Agrinvest

De acordo com a consultoria Agrinvest, o ritmo lento de vendas por parte dos produtores brasileiros tem contribuído para a baixa nos volumes embarcados. Esse comportamento mais cauteloso limita a disponibilidade de milho para exportação neste início de mês.

Leia Também:  Confinamento de bovinos cresce em Mato Grosso, mas metade dos pecuaristas migra para outros sistemas
StoneX prevê recuperação no segundo semestre

Para a analista de mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi, embora as exportações estejam, de fato, lentas neste início de junho, a tendência é de aceleração nos próximos meses. Ela destaca que a necessidade de escoar a produção da segunda safra deve impulsionar os embarques no segundo semestre do ano.

Faturamento também apresenta forte retração

No acumulado do mês até agora, a receita com as exportações de milho foi de US$ 5,67 milhões. O valor é muito inferior ao arrecadado em todo o mês de junho de 2024, quando o faturamento chegou a US$ 170,7 milhões. A média diária caiu de US$ 8,53 milhões para apenas US$ 1,13 milhão — uma retração de 86,7%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

Publicados

em

O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

Leia Também:  Confinamento de bovinos cresce em Mato Grosso, mas metade dos pecuaristas migra para outros sistemas

A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

Leia Também:  Congresso Mundial Brangus começa no RS com visitas técnicas a fazendas de referência

No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA