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Exportações de ovos batem recorde histórico em 2025 e crescem mais de 120% no Brasil

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O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de ovos em 2025, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No total, foram embarcadas 40.894 toneladas de ovos — entre produtos in natura e processados — ao longo dos 12 meses do ano, um aumento expressivo de 121,4% em relação a 2024, quando o país exportou 18.469 toneladas.

Receita dispara e cresce 147,5%

O desempenho também foi positivo em termos de receita. As exportações renderam US$ 97,24 milhões em 2025, valor 147,5% maior do que o registrado no ano anterior, que foi de US$ 39,28 milhões.

Em dezembro, os embarques somaram 2.257 toneladas, alta de 9,9% na comparação anual. A receita mensal também subiu 18,4%, totalizando US$ 5,11 milhões, frente aos US$ 4,32 milhões de dezembro de 2024.

Estados Unidos lideram importações de ovos brasileiros

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de ovos em 2025, os Estados Unidos se destacaram, com 19.597 toneladas, representando um crescimento expressivo de 826,7% em relação a 2024.

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Na sequência, aparecem Japão (5.375 toneladas; +229,1%), Chile (4.124 toneladas; -40%), México (3.195 toneladas; +495,6%) e Emirados Árabes Unidos (3.097 toneladas; +31,5%).

Mercado internacional e reorganização do setor

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o ano foi marcado por uma forte expansão das exportações para os Estados Unidos, que posteriormente desacelerou após a aplicação de tarifas. “Com isso, o setor se reorganizou e fortaleceu sua presença em novos mercados, como o Japão, que se tornou um importante destino para produtos de maior valor agregado”, destacou.

Ainda segundo Santin, o resultado de 2025 representa um marco na internacionalização da cadeia produtiva de ovos, já que as exportações corresponderam a 1% da produção nacional, sem comprometer o abastecimento interno — que absorve cerca de 99% do total produzido no país.

Perspectivas para 2026

A ABPA projeta manutenção do ritmo positivo nas exportações para os próximos meses, impulsionado pela consolidação da cultura exportadora e pela demanda sazonal. “O cenário climático do início do ano, com temperaturas elevadas, somado ao aumento do consumo durante a Quaresma, deve contribuir para o equilíbrio da oferta no mercado interno”, completou Santin.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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