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Exportações de tabaco crescem quase 18% e alcançam melhor resultado do setor em uma década
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As exportações brasileiras de tabaco registraram forte crescimento no primeiro quadrimestre de 2025, alcançando o melhor desempenho dos últimos dez anos. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), os embarques do produto entre janeiro e abril somaram US$ 907,6 milhões, um aumento de 17,87% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportados US$ 776,6 milhões.
Em volume, o país exportou 133.484 toneladas de tabaco nos quatro primeiros meses deste ano, número 4% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.
Desempenho histórico reforça papel do setor na economia nacional
Nos últimos dez anos, os resultados acumulados no primeiro quadrimestre mostram uma trajetória consistente de crescimento na geração de divisas. Em 2016, os embarques totalizaram US$ 507,3 milhões, valor que caiu para US$ 318,9 milhões em 2017. A partir daí, o setor retomou a trajetória de alta:
- 2018: US$ 597,9 milhões
- 2019: US$ 675,9 milhões
- 2020 (com o impacto da pandemia): US$ 434,7 milhões
- 2021: US$ 500,4 milhões
- 2022: US$ 692,6 milhões
- 2023: US$ 767,5 milhões
- 2024: US$ 776,6 milhões
- 2025: US$ 907,6 milhões
Rio Grande do Sul lidera as exportações nacionais
Principal produtor e exportador de tabaco do Brasil, o Rio Grande do Sul respondeu por US$ 739,7 milhões das exportações entre janeiro e abril deste ano. O produto liderou o ranking das exportações do estado no período, superando suínos, aves e outros pequenos animais (US$ 691,1 milhões) e cereais (US$ 585,2 milhões).
O resultado representa um crescimento de 12,1% em relação aos valores exportados no primeiro quadrimestre de 2024.
Exportações mensais reforçam desempenho expressivo do setor
De acordo com os relatórios mensais da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), o tabaco foi destaque nas exportações do estado ao longo dos primeiros meses de 2025:
- Janeiro: US$ 405,1 milhões (produto mais exportado)
- Fevereiro: US$ 131,7 milhões (segundo item mais exportado)
- Março: US$ 122,4 milhões
- Abril: US$ 143,2 milhões
Geração de empregos e arrecadação reforçam importância da cadeia produtiva
Segundo Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o setor é vital para a economia dos três estados da Região Sul. A cadeia produtiva do tabaco é responsável por mais de 40 mil empregos diretos e gera cerca de R$ 17 bilhões em tributos por ano ao governo brasileiro.
A projeção do setor é encerrar 2025 com US$ 3 bilhões em exportações, com crescimento estimado entre 10,1% e 15% em comparação com o ano anterior. A estimativa é baseada em estudo realizado pela consultoria Deloitte.
Produção integrada e agricultura familiar impulsionam desenvolvimento regional
Além dos resultados econômicos, o setor se destaca pelo modelo de produção integrada e pelo incentivo à sustentabilidade. Atualmente, cerca de 133 mil produtores rurais participam da cadeia do tabaco, movimentando aproximadamente R$ 12 bilhões em renda no campo.
A produção está presente em mais de 500 municípios brasileiros, com destaque para pequenas propriedades familiares — que possuem, em média, 14,5 hectares e contam com atividades diversificadas. Com apoio das indústrias e do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), essas propriedades adotam boas práticas agrícolas e também cultivam alimentos, promovendo segurança econômica e qualidade de vida no meio rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Arroz no RS registra produtividade acima do esperado e colheita atinge mais de 98% da área
A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul avança para a etapa final e já atinge mais de 98% da área cultivada, segundo o mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Restam apenas cerca de 2% das lavouras em fase de maturação, com previsão de conclusão nos próximos dias.
O desempenho da safra tem sido considerado positivo em diversas regiões produtoras, com produtividade acima do esperado em parte do estado e boa qualidade dos grãos colhidos, mesmo diante de desafios financeiros enfrentados por produtores ao longo do ciclo.
Condições climáticas favorecem avanço da colheita e manutenção da produtividade
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas ao longo da safra foram, de modo geral, favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de arroz irrigado, contribuindo para bons resultados produtivos.
Apesar de interrupções pontuais causadas por chuvas registradas em maio, o ritmo de colheita se manteve acelerado na maior parte das regiões produtoras. A boa disponibilidade hídrica e o manejo adequado das áreas irrigadas foram fatores determinantes para o desempenho positivo da cultura.
Mesmo com a redução no uso de insumos em função de limitações financeiras, as lavouras apresentaram produtividade próxima ou superior às projeções iniciais, além de bom rendimento industrial dos grãos.
Produtividade média supera projeções em diversas regiões do estado
A área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul nesta safra é de 891.908 hectares, segundo o IRGA. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg por hectare.
Na regional de Bagé, o avanço da colheita foi favorecido pelo clima, apesar de registros de ventos fortes que causaram acamamento em parte das lavouras. A produtividade média da região ficou próxima de 9.000 kg/ha, acima da estimativa inicial de 8.400 kg/ha.
Em Caçapava do Sul, o rendimento atingiu 8.500 kg/ha, superando a projeção inicial de 7.620 kg/ha. Segundo técnicos regionais, o desempenho foi favorecido pelas condições climáticas e pela rotação de culturas com soja em áreas de várzea.
Região Sul lidera desempenho com produtividade acima de 9,6 toneladas por hectare
Na regional de Pelotas, a colheita alcançou 99% da área cultivada, restando apenas pequenas áreas em municípios como Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares.
A produtividade média regional chegou a 9.647 kg/ha, um dos melhores resultados da safra. Além da colheita, produtores avançam no preparo antecipado das áreas, com sistematização, nivelamento, construção de taipas e implantação de plantas de cobertura.
A estratégia tem como objetivo antecipar a semeadura da próxima safra dentro da janela ideal e reduzir riscos associados a possíveis impactos climáticos, como a influência do fenômeno El Niño.
Manejo pós-colheita ganha força para próxima safra de arroz
Em diversas regiões do estado, os produtores já intensificam o manejo pós-colheita, com foco na organização das áreas para o próximo ciclo produtivo.
Na regional de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, com produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Na 4ª Colônia, agricultores realizam gradagens em áreas sem cultivo para reduzir o banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas invasoras, além da incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.
Em Soledade, a colheita também alcançou 98% da área, com lavouras apresentando bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos, além de bom rendimento industrial.
Já na regional de Santa Rosa, a elevada umidade do solo e as chuvas frequentes dificultaram a implantação de pastagens e operações de nivelamento em áreas de integração lavoura-pecuária, impactando o planejamento de manejo para o próximo ciclo.
Safra de arroz confirma eficiência produtiva no Rio Grande do Sul
Com a colheita praticamente finalizada e produtividades acima do esperado em diversas regiões, a safra de arroz no Rio Grande do Sul reforça o papel do estado como principal polo produtor da cultura no Brasil.
Os resultados positivos são atribuídos à combinação de manejo técnico, condições climáticas favoráveis em boa parte do ciclo e uso eficiente dos sistemas de irrigação, consolidando um cenário de boa produtividade e qualidade dos grãos nesta temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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