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Exportações do setor agropecuário crescem 2,1% em janeiro de 2026 e saldo da balança é positivo

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Balança comercial brasileira fecha janeiro com superávit de US$ 4,3 bilhões

A balança comercial de janeiro de 2026, divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), registrou exportações de US$ 25,2 bilhões e importações de US$ 20,81 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 4,34 bilhões.

No comparativo anual, as exportações tiveram leve retração de 1% em relação a janeiro de 2025 (US$ 25,4 bilhões), enquanto as importações caíram 9,8% (US$ 23,06 bilhões), contribuindo para redução de 5,1% na corrente total de comércio, que somou US$ 45,96 bilhões no início de 2026.

Agropecuária lidera crescimento entre os setores exportadores

Entre os principais setores exportadores, o agropecuário foi o destaque, com alta de 2,1% em relação a janeiro de 2025, equivalente a US$ 0,08 bilhão a mais.

Outros setores apresentaram desempenho negativo:

  • Indústria Extrativa: queda de 3,4% (US$ 0,25 bilhão);
  • Indústria de Transformação: recuo de 0,5% (US$ 0,07 bilhão).

O crescimento do setor agropecuário reforça a importância do agronegócio no superávit comercial brasileiro, que segue sendo sustentado principalmente pelas vendas externas de commodities e produtos processados.

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Importações registram retração em todos os setores

No lado das importações, todos os segmentos apresentaram queda em janeiro de 2026 na comparação anual:

  • Agropecuária: recuo de 28,7% (US$ 0,18 bilhão);
  • Indústria Extrativa: redução de 30,2% (US$ 0,33 bilhão);
  • Indústria de Transformação: queda de 8,2% (US$ 1,74 bilhão).

A retração das importações contribuiu para o fortalecimento do superávit comercial, compensando a leve queda nas exportações totais.

Perspectivas para o comércio exterior

O início de 2026 mostra que o Brasil mantém equilíbrio comercial, com o agropecuário impulsionando o saldo positivo, mesmo diante de retração nas importações. Analistas apontam que exportações de commodities agrícolas e alimentos processados devem seguir como principal motor do superávit nos próximos meses.

Balança Comercial Mensal Janeiro/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

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A colheita da segunda safra de milho 2026 segue avançando no Centro-Sul do Brasil e alcançou 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço significativo em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e supera o percentual de 1,9% observado no mesmo período da safra passada.

O desempenho dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, onde as condições de campo têm favorecido o avanço das colheitadeiras. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso do Sul começam a ganhar participação na colheita, embora em ritmos distintos.

Mato Grosso lidera colheita da safrinha

O estado de Mato Grosso continua puxando o ritmo da colheita nacional. Beneficiado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas mais favoráveis, o estado apresenta perspectivas de produtividade acima da média e deve novamente responder por uma parcela importante da produção brasileira de milho.

No Paraná, segundo maior produtor da safrinha, os trabalhos ainda avançam lentamente devido aos elevados níveis de umidade nas áreas produtoras, o que dificulta a entrada das máquinas no campo.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, marcando o início dos trabalhos no estado e ampliando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional do cereal.

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Estiagem reduz potencial em alguns estados

Apesar do bom desempenho observado em Mato Grosso, a revisão mais recente da AgRural trouxe ajustes negativos para algumas regiões produtoras.

A consultoria reduziu suas estimativas para Goiás, Minas Gerais e São Paulo em razão da estiagem registrada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. A falta de chuvas comprometeu parte do potencial produtivo nesses estados, limitando os ganhos esperados para a temporada.

Mesmo assim, as perdas foram parcialmente compensadas pelos excelentes resultados projetados para outras áreas do Centro-Sul, especialmente em Mato Grosso, onde as produtividades seguem surpreendendo positivamente.

Produção da safrinha permanece acima de 108 milhões de toneladas

Após a revisão de maio, a estimativa da AgRural para a produção da safrinha 2026 passou para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em comparação com a projeção anterior.

O ajuste é considerado relativamente pequeno diante das dificuldades climáticas enfrentadas em algumas regiões e reforça o cenário de ampla oferta para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Brasil caminha para uma safra recorde de milho

Somando os volumes previstos para a primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 deverá atingir 139,9 milhões de toneladas.

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O número representa crescimento em relação à estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, e um salto expressivo frente às 113,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.

Caso o potencial produtivo seja confirmado, o país consolidará uma das maiores colheitas de milho de sua história, fortalecendo sua posição entre os principais exportadores globais do cereal.

Mercado acompanha avanço da oferta

Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a monitorar o impacto do aumento da oferta sobre os preços internos. Além disso, o comportamento das exportações, a demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre.

A expectativa do setor é de que a entrada gradual da nova safra amplie a disponibilidade do cereal no mercado brasileiro, mantendo o país em posição estratégica para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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