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Exportações sustentam alta nos preços do arroz no Sul, mesmo com baixa liquidez
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Os preços do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, sustentados pela combinação de oferta restrita, demanda firme e a postura cautelosa dos produtores. Mesmo com a liquidez ainda limitada, o mercado continua estável, já que muitos agricultores optam por segurar o produto à espera de valores mais vantajosos.
Compradores elevam ofertas, mas negócios seguem com volumes reduzidos
De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), houve um movimento de alta nas ofertas por parte dos compradores, numa tentativa de atrair novos vendedores. No entanto, a maioria das negociações fechadas na última semana envolveu pequenos lotes, refletindo a resistência dos produtores em liberar grandes volumes.
Exportações ganham protagonismo e ajudam a manter os preços em alta
Um dos principais fatores que têm dado suporte às cotações é o desempenho positivo das exportações. O volume embarcado em junho foi considerado expressivo pelo Cepea, contribuindo para um clima de otimismo no setor.
Além disso, a demanda internacional aquecida tem se mostrado mais eficiente na redução dos estoques internos do que as medidas adotadas pelo governo federal.
Confiança do produtor cresce com perspectiva de novos embarques
A boa performance no mercado externo fortalece a confiança dos vendedores, que veem nas exportações uma alternativa viável de escoamento da produção. Caso o interesse internacional se mantenha elevado, há expectativa de que os preços internos sigam em trajetória de valorização nas próximas semanas.
Cenário externo influencia diretamente a formação de preços
Apesar de o consumo interno permanecer estável, o mercado externo tem sido o principal fator de influência nos preços atuais. Com isso, estratégias de comercialização bem estruturadas tornam-se ainda mais importantes para os produtores que buscam maximizar os ganhos diante de um cenário de oferta ajustada e demanda seletiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional
Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil
A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.
As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.
Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda
O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).
De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.
“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.
Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.
Óleo de soja segue como principal matéria-prima
O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.
O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.
Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária
Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.
Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta
A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.
Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.
Milho tem produtividade revisada para cima
No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.
A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.
Boi gordo sobe com oferta restrita
No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.
O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.
Suínos recuam com menor demanda interna
Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.
Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.
Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense
Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.
Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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