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Falta de diesel atinge mais de 140 municípios no RS e compromete serviços públicos

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A falta de óleo diesel já afeta pelo menos 142 municípios no Rio Grande do Sul, provocando restrições em serviços públicos e obrigando gestores a priorizar áreas essenciais, como a saúde. O cenário, segundo autoridades municipais, pode se agravar nos próximos dias diante das dificuldades de abastecimento.

Escassez de diesel já impacta centenas de municípios

Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul aponta que, até a última quinta-feira (19), 315 prefeituras responderam à consulta, sendo que 142 já enfrentam falta de diesel.

A situação tem levado administrações municipais a reorganizarem suas operações, priorizando serviços considerados indispensáveis para a população.

Prefeituras priorizam saúde e suspendem serviços

Diante da escassez, os gestores passaram a direcionar o combustível disponível para atividades essenciais, especialmente no transporte de pacientes.

Segundo a entidade, serviços como obras públicas e operações que dependem de maquinário pesado já começam a ser suspensos em diversas cidades.

A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul alertou que a continuidade desse cenário pode comprometer ainda mais áreas sensíveis da administração pública nos próximos dias.

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Conflito internacional pressiona preços do diesel

A escassez ocorre em um contexto de alta nos preços globais de energia, influenciada por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito, que já entra na quarta semana, tem elevado os preços do petróleo no mercado internacional, impactando diretamente o custo do diesel e pressionando a oferta no Brasil.

Governo e Petrobras adotam medidas para conter impactos

Diante do cenário, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir os efeitos da alta dos combustíveis.

A Petrobras reajustou o preço do diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro, elevando o valor médio para R$ 3,65 por litro.

Por outro lado, o governo também anunciou a redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, com o objetivo de evitar repasses imediatos ao consumidor final e conter pressões inflacionárias.

Risco de agravamento mantém gestores em alerta

Com a oferta ainda limitada e o cenário internacional instável, a tendência é de manutenção da pressão sobre o abastecimento no curto prazo.

Prefeituras seguem em alerta e monitorando a situação, enquanto tentam garantir a continuidade dos serviços essenciais à população, principalmente nas áreas de saúde e mobilidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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