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Falta de Formação Técnica Eleva Desafio do Crédito no Agronegócio; CONACREDI Lança MBA Especializado
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Um levantamento do Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio (CONACREDI) apontou que 34,1% dos profissionais que atuam na concessão de crédito agro têm apenas graduação em administração ou economia, sem formação técnica específica no setor. Além disso, 62,1% demonstram interesse em cursos especializados para aprimorar a atuação.
A pesquisa destaca que, em um setor que movimenta centenas de bilhões de reais por safra, a qualificação técnica é essencial para gestão de riscos e sustentabilidade do crédito rural.
Cresce a complexidade das operações e o volume de recursos
O contexto macroeconômico reforça o desafio. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Plano Safra 2024/25 disponibiliza R$ 508,59 bilhões em crédito rural, em um setor responsável por mais de 25% do PIB brasileiro.
O aumento do volume de recursos e da complexidade das operações financeiras, aliado à necessidade de eficiência e controle de riscos, intensifica a responsabilidade dos profissionais que decidem sobre concessão de crédito.
CONACREDI e Harven lançam MBA voltado ao crédito agro
Para suprir a lacuna de formação, o CONACREDI, em parceria com a Harven Agribusiness School, criou o MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio. O curso é voltado exclusivamente a profissionais que atuam com crédito no setor e terá início em março de 2026.
O programa tem formato híbrido, duração de 15 meses, reconhecimento pelo MEC e foco prático, alinhado aos desafios enfrentados por instituições financeiras, cooperativas e empresas do agronegócio.
Formação técnica como diferencial competitivo
Mayra Delfino, CEO do CONACREDI e curadora do MBA, ressalta que o programa responde à crescente complexidade do mercado de crédito agro. “O volume de recursos aumentou, mas também cresceram os riscos e a pressão por eficiência. Sem formação técnica, decisões de crédito podem comprometer resultados e impactar toda a cadeia do agronegócio”, afirma.
Segundo Delfino, iniciativas de qualificação contribuem para decisões mais técnicas, reduzem assimetrias de informação e fortalecem a governança financeira, transformando a formação especializada em um diferencial competitivo.
Investimento e diferenciais do MBA
O programa prevê 15 parcelas de R$ 1.380,00 e oferece diferenciais como corpo docente composto por executivos do setor financeiro, tradings e empresas líderes do agro, abordagem 100% prática sem exigência de TCC teórico, além de forte foco em networking.
O MBA busca preparar profissionais para atuar de forma estratégica em um mercado que exige cada vez mais conhecimento técnico, gestão de risco e tomada de decisão eficiente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Promulgação do acordo Mercosul-União Europeia abre novas oportunidades para o agro, afirma ministro André de Paula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que promulga o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou do ato. O tratado encerra mais de duas décadas de negociações entre os blocos e abre novas perspectivas para as exportações do agro brasileiro.
“Esse acordo foi feito a ferro, suor e sangue, porque tem muita coisa que querem evitar que o Brasil cresça, dispute e coloque seus produtos no mercado estrangeiro”, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia de assinatura.
O acordo foi promulgado pelo Congresso Nacional em 17 de março e deve entrar em vigor provisoriamente nesta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia ao longo dos próximos anos.
Durante a cerimônia, o presidente também destacou que o entendimento entre os blocos amplia as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional e ressaltou o acordo como resultado de um longo processo de negociação.
Também foram anunciados procedimentos para eventual aplicação de salvaguardas bilaterais no âmbito de acordos comerciais dos quais o Brasil seja parte, mecanismo que permite a adoção de medidas temporárias para proteger setores produtivos em caso de aumento significativo das importações.
OPORTUNIDADES PARA O AGRO BRASILEIRO
Para o ministro André de Paula, a promulgação do acordo representa um avanço relevante para o setor agropecuário brasileiro. “Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro, esse setor gigante que agora tenho a honra de liderar”, destacou.
Segundo o ministro, reuniões recentes com representantes do setor produtivo indicam ganhos para diferentes cadeias exportadoras. Ele citou exemplos como a citricultura, o café, a fruticultura e a carne bovina.
No caso do suco de laranja, o ministro ressaltou que o Brasil já responde por grande parte do consumo mundial e que o acordo pode ampliar a competitividade do setor no mercado europeu. Também mencionou perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas exportadas ao continente.
Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para produtos brasileiros destinados à União Europeia, medida que tende a ampliar o acesso da carne bovina ao mercado europeu.
Para André de Paula, a promulgação do decreto marca o início de uma nova etapa nas relações comerciais entre os blocos. “A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, concluiu.
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