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Falta de planejamento jurídico pode comprometer fazendas brasileiras, alertam especialistas

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O agronegócio brasileiro é reconhecido mundialmente pela sua produtividade e liderança na produção de carnes, grãos, fibras, frutas e verduras. No entanto, enquanto o manejo das lavouras avança, a gestão jurídica das propriedades rurais ainda apresenta falhas que podem causar prejuízos significativos e até ameaçar a continuidade das atividades.

Importância da assessoria jurídica especializada

Segundo Álvaro Santos, advogado tributário e agrarista, questões como contratos agrários, meio ambiente, tributação rural, ações trabalhistas e processos de sucessão familiar demandam atenção constante. “A legislação está sempre mudando e muitos produtores desconhecem essas alterações, o que pode colocar os negócios em risco diante da fiscalização”, explica Santos, que atua em consultoria especializada para o setor agro.

Riscos fiscais e impactos financeiros

Um dos problemas mais comuns nas fazendas é o recolhimento incorreto de impostos, que pode gerar multas e juros elevados. O escritório Álvaro Santos realiza um trabalho que vai além do planejamento tributário tradicional, oferecendo consultoria para identificar impostos pagos a mais ou devidos, além de levantar possíveis valores a serem ressarcidos. “Nosso objetivo é garantir que a fazenda esteja regularizada, evitando surpresas financeiras”, detalha o especialista.

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Experiência e atuação regional

Com sede em Jataí (GO), o escritório atua há mais de dez anos exclusivamente no agronegócio, atendendo produtores do Centro-Oeste e de outras regiões do Brasil. “O agro é o motor da nossa economia local e nacional. Por isso, valorizamos o trabalho no campo e estamos comprometidos em apoiar os produtores”, afirma Álvaro Santos.

Sucessão familiar: um desafio frequente

Outro ponto crítico identificado pelo escritório é a sucessão familiar, que muitas vezes não é planejada adequadamente e pode comprometer o futuro dos negócios rurais. “Muitos empreendimentos familiares acabam fracassando por falta de uma estratégia clara para a troca de comando”, alerta o advogado.

Estratégias para uma sucessão tranquila

Para auxiliar nessa transição, a equipe jurídica começa identificando os principais conflitos e dificuldades dos gestores, trabalhando para administrar essas questões familiares. “Nossa experiência no setor agro é essencial para entender os desafios e garantir que a sucessão ocorra de forma organizada, preservando a propriedade e permitindo que o produtor se dedique ao que faz de melhor: o manejo das lavouras”, finaliza Santos.

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O planejamento jurídico adequado é indispensável para garantir a segurança e o crescimento das fazendas brasileiras. Com o suporte de profissionais especializados, produtores podem evitar riscos legais, reduzir custos e assegurar a continuidade dos negócios para as próximas gerações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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