CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Fazenda Vale do Rio Verde adota agricultura regenerativa e se torna modelo de sustentabilidade no agro brasileiro

Publicados

AGRONEGOCIOS

A Fazenda Vale do Rio Verde, em Mato Grosso, do grupo Bom Futuro Agrícola, está avançando na implementação da agricultura regenerativa, mostrando que práticas sustentáveis podem ser integradas com sucesso em operações comerciais de grande escala. A iniciativa faz parte do projeto-piloto da Mesa Redonda Global da Soja Responsável (RTRS), que visa transformar práticas consolidadas em indicadores concretos e escaláveis para o setor.

Agricultura regenerativa como estratégia de negócio

Práticas como rotação de culturas, plantio direto e manutenção da cobertura do solo, já comuns em parte do campo brasileiro, estão ganhando protagonismo como parte do conceito de agricultura regenerativa. A Fazenda Vale do Rio Verde aplica essas técnicas em soja, milho e algodão, buscando produtividade alinhada ou acima da média regional, enquanto preserva a saúde do solo.

Segundo a gerente ambiental da Bom Futuro Agrícola, Elaine Lourenço, “estamos falando de uma fazenda produtiva, que valida práticas diretamente no campo, ajustando o que é necessário para garantir viabilidade técnica e econômica”.

Boas práticas se transformam em indicadores concretos

A participação no projeto-piloto da RTRS permite que conceitos de sustentabilidade sejam medidos e monitorados. Entre as estratégias aplicadas estão:

  • Rotação estruturada de culturas
  • Manutenção da cobertura do solo
  • Uso mais eficiente de insumos
  • Monitoramento contínuo das condições físicas e biológicas do solo
Leia Também:  Conab divulga lista mensal do PGPAF com descontos em parcelas do Pronaf para setembro

O objetivo é reduzir riscos produtivos, aumentar a resiliência do sistema e promover solos mais equilibrados, com maior estabilidade de produtividade e menor dependência de correções emergenciais.

Certificação RTRS como ferramenta de gestão

Certificada pelo padrão RTRS desde 2021, a fazenda utiliza a certificação como ferramenta estratégica de gestão. Segundo Elaine Lourenço, a certificação não é apenas um selo, mas uma forma de estruturar processos, aumentar a rastreabilidade e fortalecer a credibilidade da produção.

O grupo Bom Futuro Agrícola alcançou, em sua última auditoria de 2025, mais de 612 mil toneladas de soja certificada em 145 mil hectares distribuídos por 15 propriedades. Desde a primeira certificação em 2022, foram certificadas mais de 58 mil toneladas em 13 mil hectares.

Experiência do campo influencia protocolo de agricultura regenerativa

A vivência da Fazenda Vale do Rio Verde tem sido fundamental para a construção do protocolo de agricultura regenerativa da RTRS. O projeto passou a valorizar tanto novas práticas quanto ações já implementadas pelos produtores ao longo dos anos, reforçando o reconhecimento de avanços concretos em sustentabilidade.

Leia Também:  Tratoraço do “Movimento SOS Agro RS” vai a Brasília nesta terça

Ana Laura Andreani, gerente global de Padrões e Assurance da RTRS, destaca que “dar visibilidade a essas iniciativas é essencial para fortalecer a credibilidade do protocolo e ampliar a adesão no setor”.

Helen Estima Lazzari, consultora externa da RTRS, reforça que a experiência da fazenda ajudou a criar indicadores mais aderentes à realidade produtiva, capazes de reconhecer tanto os primeiros passos quanto os avanços já consolidados, incentivando a transição dos produtores para sistemas agrícolas mais regenerativos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Publicados

em

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia Também:  Última usina em operação deve encerrar moagem da safra 24/25 em Alagoas
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia Também:  Atrasos portuários travam exportações de café e expõem gargalos logísticos do Brasil

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA