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Feicorte 2024 terá área demonstrativa do sistema ILPF para mostrar integração na pecuária

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A Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que acontece de 17 a 21 de junho no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP), contará com uma área demonstrativa dedicada ao sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta). Em um espaço de dois mil metros quadrados, o público poderá conhecer tecnologias e soluções que envolvem essa estratégia produtiva sustentável.

O que é o sistema ILPF?

O ILPF é uma técnica que integra diferentes atividades produtivas — agrícolas, pecuárias e florestais — dentro de uma mesma área. A integração pode ocorrer em cultivos consorciados, em sucessão ou rotação, buscando benefícios mútuos entre as atividades.

O objetivo do sistema é otimizar o uso da terra, aumentar a produtividade, diversificar a produção e gerar produtos de qualidade, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de abrir novas áreas para cultivo.

Parceria e demonstrações práticas

A área demonstrativa é fruto de uma parceria entre a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e a Rede ILPF, uma iniciativa público-privada. No local, serão apresentados:

  • Plantio de eucalipto;
  • Pastagens;
  • Cultivo de milho consorciado com gramíneas adaptadas à região;
  • Área com mix de adubação verde desenvolvida pelo Departamento de Sementes e Mudas da CATI.
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Programação especial para produtores

No dia 18 de junho, das 8h às 10h, a Rede ILPF promove o Encontro com Produtores Rurais no Tatersal, com a presença de 120 convidados. O evento terá palestras sobre:

  • Cooperativismo agropecuário e sucessão familiar, com o professor Marcos Zanin (ISAE/FGV–PR);
  • Técnicas de ILPF, com o professor Edemar Moro (Unoeste).

Após as palestras, os participantes farão uma visita guiada à área demonstrativa. Às 10h40, no Palco Feicorte, o diretor-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, ministrará a palestra “No Brasil, produzir e preservar é possível”.

Visão dos especialistas sobre a Feicorte e o ILPF

Francisco Matturro destaca que a Feicorte é uma feira consolidada e, com sua retomada em 2024 na importante região da bovinocultura de corte em Presidente Prudente, tem um papel essencial em levar tecnologias e informações atualizadas ao setor.

Segundo ele, o evento também conecta o agronegócio a segmentos urbanos da sociedade, funcionando como um espaço de visibilidade para os benefícios socioeconômicos e ambientais da integração lavoura-pecuária-floresta.

ILPF como próxima revolução verde

O engenheiro agrônomo Júlio Romeiro, diretor-técnico da CATI Regional Presidente Prudente, ressalta que o sistema ILPF será a “próxima revolução verde” para o agronegócio brasileiro. Ele explica que a técnica permite colher mais safras no mesmo ano agrícola, recuperar áreas degradadas, aumentar a produção de carne e conservar o meio ambiente.

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Compromisso com soluções sustentáveis

Para Carla Tuccilio, CEO da Verum Eventos, organizadora da Feicorte, a área demonstrativa do ILPF representa o compromisso da feira em oferecer soluções práticas e sustentáveis para a pecuária. Segundo ela, é uma oportunidade para mostrar como a integração pode ser aplicada no campo, promovendo ganhos em produtividade com respeito ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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