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Focus eleva projeções da Selic para 2026 e 2027 e reforça cenário de juros altos no Brasil

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O mercado financeiro voltou a elevar as projeções para a taxa básica de juros (Selic) em 2026 e 2027, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Relatório Focus, levantamento semanal realizado pelo Banco Central junto a instituições financeiras.

As novas estimativas refletem a percepção de que o processo de redução dos juros poderá ocorrer de forma mais lenta do que o esperado anteriormente, diante das preocupações persistentes com a inflação e do cenário econômico doméstico e internacional.

Selic deve encerrar 2026 em 13,50%

Para 2026, a projeção para a taxa Selic ao final do ano subiu de 13,25% para 13,50%. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,50%, indicando que o mercado ainda espera uma redução acumulada de 1 ponto percentual até dezembro do próximo ano.

Há quatro semanas, a expectativa era de que a Selic encerrasse 2026 em 13,00%, evidenciando uma revisão gradual para cima nas apostas dos analistas.

Já para 2027, a previsão também foi ajustada, passando de 11,25% para 11,50%, reforçando a expectativa de que os juros permaneçam em patamares elevados por um período mais prolongado.

Inflação segue acima da meta

As projeções para a inflação oficial também apresentaram alta.

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A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 avançou de 5,09% para 5,11%, permanecendo acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central.

No mesmo período, a previsão para os preços administrados — aqueles regulados por contratos ou pelo setor público — permaneceu estável em 4,98%.

Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), importante referência para contratos de aluguel e reajustes diversos, teve sua projeção elevada de 6,00% para 6,10%.

Para 2027, o mercado revisou o IPCA de 4,02% para 4,03%, enquanto a estimativa para os preços administrados avançou de 3,81% para 3,84%. A projeção para o IGP-M permaneceu em 4,00%.

Câmbio apresenta leve melhora nas projeções

As expectativas para o dólar registraram pequeno ajuste para baixo.

A previsão para a taxa de câmbio em 2026 passou de R$ 5,16 para R$ 5,15 por dólar. Para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,25 para R$ 5,20.

O movimento sugere uma percepção de maior estabilidade para o mercado cambial nos próximos anos, apesar das incertezas relacionadas ao cenário global e à política monetária das principais economias.

PIB tem leve revisão positiva

As perspectivas para o crescimento da economia brasileira também apresentaram melhora marginal.

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A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi elevada de 1,90% para 1,91%. Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 1,70%.

Mesmo com a pequena revisão positiva, o ritmo de expansão econômica continua moderado. O próprio Banco Central projeta crescimento de 1,6% para a economia brasileira em 2026, conforme divulgado na edição mais recente do Relatório de Política Monetária.

Cenário exige atenção do agronegócio

Para o agronegócio, a manutenção de juros elevados continua sendo um fator relevante para o custo do crédito rural, investimentos em tecnologia, armazenagem e expansão produtiva.

Ao mesmo tempo, um câmbio mais estável pode contribuir para reduzir parte da volatilidade nos custos de insumos importados, enquanto as expectativas de inflação seguem no radar dos produtores, cooperativas e empresas ligadas à cadeia agroindustrial.

O conjunto das projeções do Focus reforça que o mercado ainda trabalha com um cenário de desaceleração gradual da inflação, crescimento econômico moderado e redução cautelosa dos juros nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CAR Online ganha nova ferramenta para mapear danos ambientais e reforçar segurança jurídica no campo

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou uma importante atualização no sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR Online). A partir de agora, produtores rurais contam com a nova camada temática denominada “Fatores de Perturbação”, ferramenta criada para registrar e mapear danos ocorridos em áreas de vegetação nativa dentro das propriedades rurais.

A novidade tem como objetivo tornar mais precisa a análise ambiental realizada pelo Estado, permitindo que situações registradas em campo sejam compatibilizadas com imagens de satélite utilizadas nos processos de fiscalização e regularização ambiental.

Ferramenta permite identificar danos ambientais em áreas protegidas

A nova funcionalidade foi desenvolvida para ser aplicada exclusivamente sobre áreas de vegetação nativa já cadastradas no sistema, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e Áreas de Uso Restrito.

Por meio da ferramenta, o produtor pode delimitar regiões que sofreram impactos ambientais após 22 de julho de 2008 e que ainda necessitam de regularização ambiental.

Para garantir a integridade das informações, o sistema possui mecanismos de segurança que impedem a sobreposição das marcações sobre rios, estruturas de infraestrutura ou outras coberturas do solo já registradas na base de dados oficial.

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Principais fatores de perturbação que podem ser declarados

Entre as ocorrências que podem ser registradas diretamente no CAR Online estão:

  • Incêndios;
  • Presença de gado e outros animais herbívoros;
  • Ataques de formigas cortadeiras;
  • Invasão por espécies exóticas com potencial invasor;
  • Eventos climáticos extremos;
  • Contaminação por resíduos ou deriva de defensivos agrícolas;
  • Outros fatores que comprometam a integridade da vegetação nativa.

A medida amplia a capacidade dos produtores de documentar situações que fogem ao seu controle e que podem impactar áreas ambientalmente protegidas.

Incêndios de 2024 impulsionaram demanda por maior segurança jurídica

A criação da nova camada também responde a uma demanda crescente do setor agropecuário. Em 2024, o Estado de São Paulo registrou um aumento expressivo de incêndios em áreas rurais, muitos deles provocados por condições climáticas severas e sem ação direta dos proprietários.

Os focos atingiram tanto áreas produtivas quanto remanescentes de vegetação nativa, gerando preocupação entre produtores sobre possíveis implicações em processos de fiscalização ambiental.

Segundo Everton Aparecido da Silva Ferreira, chefe da Divisão de Adequação Ambiental da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural, a ferramenta foi desenvolvida justamente para atender situações como essas.

De acordo com o especialista, o sistema permite que áreas afetadas por incêndios não voluntários sejam vetorizadas e registradas, possibilitando ao produtor elaborar projetos de recomposição ambiental dentro dos prazos e condições previstos pelo Programa de Regularização Ambiental (PRA), culminando posteriormente na assinatura do Termo de Compromisso.

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Mais transparência e eficiência na recuperação ambiental

Além de proporcionar maior segurança jurídica aos produtores rurais, a nova funcionalidade aumenta a transparência dos processos de regularização ambiental.

O registro detalhado dos danos facilita a elaboração de projetos de recuperação compatíveis com a realidade de cada propriedade, evitando interpretações equivocadas durante análises técnicas e fiscalizações futuras.

Para o poder público, a ferramenta também representa um avanço estratégico ao criar uma base de dados mais robusta sobre os impactos ambientais registrados no território paulista, permitindo acompanhar a evolução dos processos de regeneração da vegetação nativa e aprimorar políticas de conservação ambiental.

Com a implementação da camada “Fatores de Perturbação”, o CAR Online passa a oferecer uma ferramenta mais alinhada à realidade do campo, fortalecendo a gestão ambiental das propriedades rurais e contribuindo para uma regularização mais justa, eficiente e tecnicamente fundamentada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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