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Forseed aposta no FS695 para liderar a safrinha em Mato Grosso
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Safra de Milho 2024/25 projeta recordes de produção
O milho voltou a ocupar papel estratégico no agronegócio brasileiro no calendário 2024/25. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção de grãos deve alcançar 350,2 milhões de toneladas, com destaque para a recuperação do milho e recomposição dos estoques.
A previsão aponta que o milho pode atingir 139,47 milhões de toneladas, garantindo soberania alimentar para o Brasil e países importadores, além de reforçar a produção de etanol de milho e outros biocombustíveis sustentáveis.
Mato Grosso: epicentro da segunda safra
O Centro-Oeste, especialmente Mato Grosso, se mantém como principal polo do milho nacional. O estado projeta colher 55,1 milhões de toneladas em 2024/25, um crescimento de 12,9% em relação à safra anterior.
O cenário favorece a exportação pelo Arco Norte e sustenta a demanda interna com a expansão do etanol de milho e dos coprodutos DDG e WDG para ração animal. A UNEM (União Nacional do Etanol de Milho) estima que a produção do biocombustível alcance 10 bilhões de litros em 2025, equivalente a mais de um quarto do etanol nacional.
FS695: foco da Forseed na safrinha
A Forseed concentra esforços na safrinha com o híbrido FS695, lançado em 2024. O material é precoce, apresenta alto potencial produtivo e já se consolida em Mato Grosso — o maior mercado da marca — além de expandir presença no Centro-Oeste, Sul e Norte, incluindo Maranhão, Tocantins e Piauí.
Desempenho técnico do FS695
O FS695 se destaca por resultados consistentes em diferentes avaliações:
- Ensaios Dakar Pesquisa Agrícola + Agro Star (ESALQ Lab, Alfenas-MG): 168 sacas/ha;
- Grupo Prediger (BR-163, MT): 3º lugar entre 60 híbridos, com 224,24 sacas/ha, avançando do 15º para o 3º lugar;
- PA Consultoria: 1º lugar entre 50 híbridos no plantio de terceira época.
De acordo com Élcio Marques, Gerente Nacional de Marketing da Forseed, o FS695 apresenta:
- Elevada tolerância a Bipolaris maydis, CMV e estresse hídrico;
- Baixo fator de reprodução para nematoides (Pratylenchus brachyurus, Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica), contribuindo para manejo de doenças;
- Excelente sanidade mesmo em condições de déficit hídrico, característica valorizada pelos produtores do Cerrado.
Aplicação ampla em todo o Brasil
O FS695 pode ser cultivado tanto no verão quanto na safrinha, com destaque para:
- Verão: Minas Gerais, Goiás, Bahia, Piauí e São Paulo;
- Safrinha: Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão, Tocantins e Pará.
Essa adaptabilidade amplia a competitividade do híbrido, reforçando sua presença em diferentes regiões e condições de cultivo.
Cenário promissor para o milho e a safrinha
A Conab projeta crescimento anual de 11% na produção de milho em 2024/25, com a segunda safra representando a maior parte do volume. O IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) aponta oferta e demanda recordes em Mato Grosso: 55,1 milhões de toneladas disponíveis e 53,7 milhões de toneladas de uso total.
A expansão do etanol de milho e dos coprodutos, como o DDG, mantém a demanda crescente, enquanto o custo operacional projetado pelo IMEA para 2025/26 (COE: R$ 4.782,75/ha; COT: R$ 5.372,17/ha) reforça a busca do produtor por híbridos estáveis e de alto desempenho.
FS695: estratégia para liderança de mercado
Com suporte técnico próximo ao produtor, a Forseed busca transformar o FS695 em um “blockbuster” de vendas. Élcio Marques ressalta que o híbrido combina alta produtividade com sanidade, demonstrando diferenciais em condições de estresse e doenças, tanto no verão quanto na safrinha.
“O FS695 nasceu em 2024 já testado em ambientes desafiadores e tem mostrado performance consistente, ampliando sua utilização em todo o país”, conclui o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica
Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.
Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional
O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.
Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.
Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.
Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor
Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.
Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.
Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.
“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.
Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira
Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.
O avanço é explicado por fatores como:
- Alta produtividade por hectare
- Maior resistência ao calor e à seca
- Menor custo de produção
- Crescente demanda industrial
“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.
Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica
Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.
- Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
- Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)
Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.
Nova configuração da cafeicultura brasileira
Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.
Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.
“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.
Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas
O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.
O arábica se concentra principalmente em:
- Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
- São Paulo
- Paraná
- Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
- Já o robusta tem forte presença em:
- Espírito Santo (maior produtor nacional)
- Rondônia
- Expansão na Bahia e Mato Grosso
Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.
Café robusta atende demanda crescente da indústria global
O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:
- Café solúvel
- Cápsulas
- Blends comerciais
Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.
Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade
No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.
Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:
- 75% a 80% foram de arábica
- 20% a 25% foram de robusta
Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.
Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro
Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.
Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.
“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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