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Fruticultores Intensificam Manejo do Morango e Monitoram Cultivos de Citros no Rio Grande do Sul

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Manejo Intensificado nos Morangueiros

Os produtores de morango da região administrativa de Ijuí, no Rio Grande do Sul, têm intensificado as atividades de manejo nas lavouras, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. Nos cultivos de segundo ano, são realizadas práticas como a retirada de folhas velhas e brotos. Já nos novos plantios, o transplantio de mudas ocorre gradativamente, conforme a entrega realizada pelos viveiristas.

Monitoramento dos Citros e Outras Frutíferas em Ijuí

Ainda na região de Ijuí, técnicos da Emater/RS-Ascar relatam uma rápida mudança na coloração dos frutos da laranja Bahia. Contudo, a maturação ainda não atingiu o grau Brix ideal para a comercialização. Paralelamente, pessegueiros e videiras começam a entrar em estádio de dormência, embora algumas cultivares precoces de pêssego já tenham apresentado emissão de flores.

Condições Climáticas Favorecem Atividades em Santa Rosa

Na região de Santa Rosa, as condições climáticas seguem favoráveis tanto para o desenvolvimento das frutíferas quanto para a realização dos tratos culturais. Apesar disso, a produção de citros enfrenta dificuldades: a carga de frutos é reduzida devido à estiagem, e são observados distúrbios fisiológicos, como rachaduras nos frutos, que causam perdas. Além disso, há registros de incidência de pragas, como ácaros e pulgões.

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O cultivo de abacate está em fase de maturação e, predominantemente, voltado para o autoconsumo.

Entressafra e Adubação em Frutíferas

Muitas frutíferas da região de Santa Rosa, como pessegueiros, ameixeiras, macieiras e videiras, encontram-se em fase de senescência das folhas, marcando o período de entressafra. Os produtores aproveitam o momento para realizar a adubação de reposição, fundamental para a restituição dos nutrientes extraídos durante a produção. As chuvas recentes, aliadas à queda de temperatura, favoreceram a retomada dos tratamentos fitossanitários nas culturas. Roçadas também estão sendo efetuadas nos pomares.

Situação da Colheita e Produção de Outras Frutíferas

O figo encontra-se na fase final de colheita, mas com frutos de tamanho reduzido devido à restrição hídrica enfrentada na região. Nos cultivos de banana, observa-se baixa produção, embora as plantas estejam emitindo novos clones. Na cultura do melão, a colheita ainda prossegue entre produtores comerciais que utilizam o sistema mulching com irrigação por gotejamento, destacando-se as variedades Pampa, Hy-Mark, Rangers e Sunrise.

Semeadura de Plantas de Cobertura em Soledade

Na região de Soledade, a Emater/RS-Ascar informa que está em andamento a semeadura de plantas de cobertura em pomares, como aveia-preta e nabo forrageiro. Em áreas destinadas à implantação de novos pomares, estão sendo realizadas atividades como preparo do solo, incorporação de calcário e corretivos, sistematização do terreno e semeadura de plantas de cobertura, fundamentais para garantir a sustentabilidade e a produtividade futura das áreas frutíferas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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