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Fundos ampliam liquidação de milho em Chicago enquanto prazo para tarifas se aproxima
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Após um período de apostas altamente otimistas, os especuladores estão rapidamente se afastando do mercado de milho da Bolsa de Chicago. Os riscos geopolíticos, que permanecem um fator de destaque, impulsionaram essa mudança de postura.
Em 2 de abril, os Estados Unidos planejam impor tarifas recíprocas abrangentes sobre diversos parceiros comerciais, o que tem gerado um clima de incerteza nos mercados. Além disso, a pesquisa de plantio nos Estados Unidos, cujo resultado crucial será divulgado em 31 de março, adiciona um elemento imprevisível à situação, levando os investidores a adotar uma postura mais cautelosa e avessa ao risco.
Na semana encerrada em 18 de março, os gestores de fundos reduziram sua posição líquida longa em futuros e opções de milho da CBOT para 107.270 contratos, a menor marca em 15 semanas, comparada a 146.541 contratos na semana anterior. Nos últimos três dias úteis, mais de 230.000 contratos de milho foram vendidos, marcando uma liquidação recorde para fundos que começavam com uma posição tão otimista, pois tais liquidações geralmente ocorrem de forma mais gradual.
Essa saída de contratos longos representou três quartos do movimento de liquidação, sugerindo que a diminuição das posições não é completamente pessimista. No entanto, o aumento nos contratos curtos no mercado de milho superou ligeiramente a saída das posições longas na última semana, o que indica uma mudança no perfil do mercado.
O mercado de milho também está atento a possíveis plantações recordes nos Estados Unidos, além dos conflitos comerciais com parceiros importantes, como o México, que é o principal destino do milho norte-americano. As tarifas já aumentaram significativamente entre os Estados Unidos e a China, maior comprador de soja do país, o que também impacta o mercado agrícola.
No mercado de soja, os gestores de fundos aumentaram sua posição líquida vendida em futuros e opções da CBOT para 22.005 contratos, em comparação a 15.544 na semana anterior. Embora essa posição seja menos pessimista do que no ano passado, reflete a cautela dos investidores, em grande parte devido ao ritmo acelerado da colheita no Brasil, o maior exportador de soja, e à melhora nas expectativas para a colheita da Argentina, apesar das condições climáticas desafiadoras.
Além disso, os fundos têm mantido uma postura negativa em relação ao óleo de soja, com uma posição vendida líquida de 27.609 contratos, após quatro semanas consecutivas de vendas. A liquidação massiva no milho tem levado os fundos a reavaliar suas previsões para o trigo, com o número de contratos curtos no mercado de trigo da CBOT alcançando 80.668 contratos na semana de 18 de março.
A atenção dos mercados agora se volta para as negociações sobre o trigo do Mar Negro, com autoridades russas e americanas discutindo maneiras de garantir a segurança do transporte agrícola na região, no contexto da guerra na Ucrânia. Enquanto isso, a expectativa para as tarifas que entram em vigor em abril e os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em 31 de março seguem como pontos de atenção para os investidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Santa Catarina consolida 5º maior agronegócio do Brasil e lidera agroindustrialização nacional, aponta estudo da FACISC
Santa Catarina reforçou sua posição entre os principais protagonistas do agronegócio brasileiro. Dados inéditos do Mapa do Agro Catarinense 2026, divulgado pela FACISC, mostram que o estado ocupa atualmente a quinta colocação entre os maiores agronegócios do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
O levantamento foi apresentado nesta quinta-feira (28), em Florianópolis, e aponta que o agronegócio catarinense movimenta cerca de R$ 144 bilhões, equivalente a 6% de toda a produção agropecuária nacional. O setor responde por 35% da economia estadual, reúne aproximadamente 470 mil empresas, gera 1,6 milhão de empregos e contribui com R$ 12 bilhões em arrecadação.
Segundo o presidente da FACISC, Elson Otto, o desempenho catarinense ganha ainda mais relevância diante da comparação com estados de maior extensão territorial e agrícola.
“O estado disputa espaço com gigantes do agronegócio brasileiro e se destaca pela força da agroindústria, pela produtividade e pela capacidade empreendedora do produtor rural catarinense”, afirmou.
Santa Catarina lidera agroindustrialização no Brasil
Um dos principais diferenciais apontados pelo estudo é o elevado nível de industrialização do agro catarinense. Santa Catarina possui hoje a maior participação da agroindústria entre os principais estados produtores do país.
Enquanto outras regiões concentram grande parte da força econômica na produção primária, Santa Catarina tem 40% do agronegócio diretamente ligado à indústria de transformação, agregando valor à produção rural.
De acordo com o diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, o modelo catarinense fortalece a competitividade do setor.
“O estado construiu uma cadeia baseada em industrialização, exportação, tecnologia e geração de empregos. Isso torna o agronegócio mais diversificado e resiliente frente às oscilações do mercado”, destacou.
O estudo também revela que Santa Catarina possui a sexta maior força de trabalho do agronegócio brasileiro, com 1,6 milhão de pessoas ocupadas no setor. Na última década, o número de empregos cresceu 19%, terceiro maior avanço do país.
Quando o indicador é proporcional à população, o estado lidera o ranking nacional, com 195 trabalhadores do agro para cada mil habitantes.
Estado lidera produção nacional em 12 segmentos
O Mapa do Agro Catarinense 2026 evidencia a liderança do estado em diferentes cadeias produtivas estratégicas. Santa Catarina responde atualmente por:
- 50% da produção brasileira de maçã;
- 23% da produção nacional de carne suína;
- 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões;
- 44% das conservas de peixe;
- 64% do alvejamento e tingimento de fios e tecidos.
Além das cadeias tradicionais, o estado também amplia participação em segmentos de maior valor agregado, como maracujá, pêssego, ovos de codorna, alevinos, máquinas para alimentos, papel, confecção e indústria têxtil.
Exportações do agro catarinense batem recorde
O comércio exterior também aparece como um dos pilares da expansão do setor. Santa Catarina encerrou 2025 com recorde histórico de US$ 8,4 bilhões em exportações do agronegócio.
O estado ocupa a oitava posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro e figura entre os cinco maiores exportadores nacionais quando considerada apenas a agroindústria.
Mesmo diante de desafios internacionais, como tarifas impostas pelos Estados Unidos e embargos chineses sobre proteínas animais, o agronegócio catarinense ampliou presença em mercados estratégicos da América do Sul, Oriente Médio, Europa, África e Oceania.
Santa Catarina também se destaca como um dos principais polos importadores do setor, com US$ 7,3 bilhões em compras internacionais, principalmente de fertilizantes e insumos industriais. O estado responde por cerca de 13% das importações nacionais desses produtos.
Para a economista da FACISC, Mariana Guedes, a diversidade produtiva explica parte da competitividade catarinense.
“O diferencial está na capacidade de industrialização e na variedade de cadeias produtivas presentes em todas as regiões do estado, permitindo atender mercados exigentes e diferentes ciclos econômicos simultaneamente”, avaliou.
Tecnologia fortalece competitividade no campo
O avanço tecnológico também ganha espaço no estudo. Santa Catarina possui atualmente 85 startups agtechs e ocupa a sétima posição nacional no segmento.
No recorte específico de empresas desenvolvedoras de softwares voltados ao agronegócio, o estado sobe para a quarta posição no país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.
O ecossistema de inovação está distribuído em diferentes regiões catarinenses, com destaque para Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Lages e Joinville.
Segundo a FACISC, o crescimento das agtechs está diretamente ligado à capacidade de desenvolver soluções práticas para aumentar produtividade, eficiência e sustentabilidade no campo.
Logística e clima seguem como desafios
Apesar do desempenho recorde, o estudo alerta para gargalos estruturais que ainda limitam o crescimento do agronegócio catarinense.
Eventos climáticos extremos, custos elevados de produção e dificuldades logísticas provocaram perda de competitividade em algumas culturas, como cebola, alho, milho, tomate, uva e pêssego.
A entidade também defende maior investimento em infraestrutura, inovação logística, acessibilidade a insumos biotecnológicos e políticas de apoio ao pequeno produtor rural.
Mesmo diante desses desafios, o estudo aponta que Santa Catarina mantém potencial de crescimento acima da média nacional, sustentado pela diversidade produtiva e pela forte presença da agroindústria.
“Mesmo com limitações estruturais e climáticas, Santa Catarina segue ampliando produção, empregos e exportações. O estado ainda possui amplo espaço para crescer com investimentos em logística, infraestrutura e inovação”, concluiu Lenoir Broch.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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