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Gene de amendoim silvestre ativa defesa de plantas contra seca, pragas e fungos, abrindo caminho para agricultura mais resiliente

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Descoberta inédita une biodiversidade e biotecnologia

Pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), em parceria com instituições nacionais e internacionais, identificaram que genes de parceiros silvestres do amendoim podem aumentar a resistência de plantas cultivadas a múltiplos estresses, como seca, fungos e nematoides.

Um exemplo é o gene AdEXLB8, isolado de Arachis duranensis, espécie ancestral do amendoim cultivado. Diferente de resistências diretas, ele ativa o “priming de defesa”, um mecanismo que coloca a planta em estado de alerta constante, pronta para reagir rapidamente a estresses sem comprometer crescimento ou produtividade.

Priming de defesa: “memória de alerta” das plantas

O priming de defesa funciona como um sistema de vigilância: a planta interpreta a produção contínua da proteína do gene AdEXLB8 como um aviso de ameaça, ativando três linhas principais de defesa:

  • Reorganização da parede celular – tornando-a mais flexível e resistente a danos.
  • Pré-ativação de vias hormonais – hormônios como ácido jasmônico, ácido abscísico, etileno e auxina ficam prontos para disparar respostas rápidas.
  • Fortalecimento antioxidativo – aumento da produção de enzimas como catalase e ascorbato peroxidase, além de prolina, para combater radicais livres gerados por estresses.
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Plantas transgênicas com AdEXLB8 mostraram redução de até 60% na infecção por nematoides e maior tolerância à seca e doenças fúngicas, sem prejuízo de produtividade.

Pesquisa combina conservação genética e inovação tecnológica

A origem do gene AdEXLB8 remonta a programas de coleta e conservação de germoplasma da Embrapa, que preserva cerca de 1.500 acessos de Arachis silvestres, incluindo a A. duranensis.

Segundo o pesquisador José Valls, essa conservação permite explorar a biodiversidade para soluções agrícolas, garantindo que genes estratégicos possam ser aplicados via biotecnologia, sem transmitir características selvagens indesejadas.

O projeto também se apoia em ferramentas genômicas avançadas, como análise de transcriptoma, mapas genéticos e marcadores moleculares, permitindo identificar genes promissores e acelerar seu uso em culturas comerciais.

Aplicações em diversas culturas e sustentabilidade

Além do amendoim, o gene AdEXLB8 está sendo testado em tabaco, soja, algodão e tomate, com potencial para reduzir o uso de nematicidas e fungicidas, promovendo uma agricultura mais sustentável e resiliente.

A tecnologia está sendo patenteada para expansinas silvestres de Arachis com aplicação em resistência biótica e abiótica.

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Biodiversidade sul-americana como recurso estratégico

O estudo reforça o valor da biodiversidade da América do Sul para a agricultura moderna. Espécies silvestres de Arachis desenvolveram resistência natural a diversos estresses ao longo de milhares de anos de evolução, tornando-se fonte estratégica de genes para melhoramento genético.

Além disso, povos indígenas tiveram papel central na domesticação e manutenção da diversidade do amendoim, cultivando variedades com diferentes ciclos, cores e formas, o que contribuiu para o patrimônio genético explorado atualmente.

Inovação abre caminho para a “redomesticação”

Pesquisadores destacam que a combinação de biotecnologia e germoplasma possibilita a “redomesticação”: a edição de genes estratégicos em espécies silvestres para torná-las aptas ao cultivo em poucas gerações.

Segundo a pesquisadora Patricia Messemberg, esse modelo já inspira centros internacionais e representa uma nova fronteira para agricultura resiliente, baseada em genes ancestrais, preservação da biodiversidade e tecnologias de ponta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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