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Gestão de Roberto Levrero fortalece diálogo e políticas públicas no setor de insumos agropecuários
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CTIA se consolida como fórum estratégico do agronegócio
Entre 2024 e 2025, a Câmara Temática de Insumos Agropecuários (CTIA), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), destacou-se como um dos principais espaços de articulação técnica e institucional do setor. Sob a presidência de Roberto Levrero, também à frente da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), a CTIA fortaleceu o diálogo entre governo, entidades setoriais e representantes da cadeia de insumos agropecuários.
Com uma gestão voltada à representatividade e à construção coletiva, Levrero consolidou a CTIA como referência na formulação de políticas públicas e no aprimoramento da governança do setor.
Avanços em regulação e sustentabilidade marcam a gestão
A liderança de Roberto Levrero foi marcada por avanços significativos em temas regulatórios e estratégicos. A CTIA promoveu discussões sobre reformas legislativas e tributárias, autocontrole, bioinsumos, e políticas de inovação e sustentabilidade, com destaque para o Balanço de Carbono na Cafeicultura, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) e debates sobre recuperações judiciais, logística e o Observatório do Gás.
Essas pautas contribuíram para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio, reforçando o papel da CTIA como espaço de construção de soluções conjuntas entre o setor público e a iniciativa privada.
Espaço para apresentação de iniciativas estruturantes
Durante o período, a CTIA também se consolidou como palco de lançamento e discussão de programas estratégicos para o país. Entre as iniciativas apresentadas estiveram o Centro de Excelência em Fertilizantes, o Programa Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos (PRONARA) e cenários agrícolas elaborados por entidades como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Essas apresentações reforçaram o papel da Câmara como ambiente de integração técnica e cooperação institucional, fomentando debates qualificados sobre inovação, produtividade e sustentabilidade.
Compromisso com reconstrução e desenvolvimento setorial
Além de temas regulatórios e ambientais, a CTIA abordou ações de apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul, após eventos climáticos extremos, e avançou em discussões sobre seguro rural e observatórios de mercado. Essas iniciativas evidenciaram o compromisso da entidade com o fortalecimento da resiliência do setor agropecuário e a cooperação entre instituições públicas e privadas.
Gestão participativa e engajamento recorde
A gestão de Levrero destacou-se também pelo alto nível de engajamento. Entre 2024 e 2025, as reuniões da CTIA reuniram, em média, 58 entidades participantes, nas 10 reuniões ordinárias e três extraordinárias realizadas no período.
As pautas foram estruturadas com base em temas técnicos e estratégicos, sempre com foco em competitividade, sustentabilidade e inovação. Esse formato participativo consolidou a CTIA como um dos principais fóruns de planejamento colaborativo e formulação de políticas públicas voltadas aos insumos agropecuários.
Síntese de uma gestão voltada ao futuro
Com uma condução pautada em técnica, integração e visão estratégica, Roberto Levrero reforçou o papel da CTIA como referência em governança participativa. Sua atuação contribuiu para aproximar o setor produtivo das instâncias decisórias, fortalecendo a formulação de políticas que impulsionam a modernização e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Do campo às vitrines: tecnologia agrícola garante qualidade do algodão e impacto direto na indústria da moda
A qualidade das roupas de algodão que chegam às vitrines no Brasil e no mundo começa muito antes da indústria têxtil. Ela é definida ainda no campo, onde tecnologia, precisão e manejo agrícola determinam características essenciais da fibra, como maciez, resistência e durabilidade.
O algodão, fibra vegetal mais comercializada do mundo, tem no Brasil um dos seus principais polos de produção. O país é hoje o terceiro maior produtor global da cultura, com exportações para mais de 150 países e forte presença em mercados como China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.
Segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), a cotonicultura já ocupa posição de destaque na economia agrícola brasileira, movimentando cerca de R$ 33 bilhões e consolidando-se como a quarta maior cultura temporária do país.
Tecnologia no campo define qualidade da fibra e competitividade do setor
Especialistas destacam que a excelência da fibra de algodão começa na etapa de plantio, com impacto direto na uniformidade da lavoura e no desenvolvimento das plantas. A precisão na semeadura é considerada um dos fatores determinantes para a produtividade e para a qualidade final da pluma.
Nesse contexto, o uso de máquinas agrícolas de alta tecnologia tem sido decisivo para o avanço da cotonicultura, especialmente em regiões produtoras como o oeste da Bahia, segundo maior estado produtor do país.
De acordo com Leonardo Casali, coordenador de Marketing de Produto da Fendt, a eficiência no campo é resultado direto da integração entre tecnologia e gestão de custos.
“O algodão é um cultivo muito caro, seu custo inicial de plantio é muito alto e, por isso, é necessário ter o máximo de produtividade e o menor desperdício possível. Quando falamos em tecnologia, toda operação é baseada em três pilares: eficiência, produtividade e custo-benefício”, afirma.
Plantio de precisão melhora germinação e uniformidade das lavouras
A tecnologia aplicada ao plantio tem papel fundamental na formação de lavouras mais uniformes e produtivas. O uso de sistemas que evitam sobreposição de sementes e garantem profundidade e espaçamento adequados contribui para uma germinação mais consistente.
Esse processo reduz a competição entre plantas por luz, água e nutrientes, resultando em lavouras mais vigorosas e fibras com maior qualidade industrial.
Entre as soluções utilizadas no campo estão plantadeiras de alta precisão, como equipamentos que distribuem melhor o peso e acompanham a variação do terreno, garantindo maior estabilidade operacional.
Segundo especialistas, tecnologias de controle de profundidade e pressão no sulco de plantio contribuem para um ambiente mais adequado ao desenvolvimento inicial da cultura, refletindo diretamente na produtividade final.
Pulverização no algodão exige alta eficiência e tecnologia avançada
Outra etapa decisiva na cotonicultura é a pulverização, que exige alto nível de controle devido à sensibilidade da cultura e à intensidade de manejo. Diferentemente de outras culturas, o algodão pode demandar mais de 20 aplicações de defensivos ao longo do ciclo produtivo.
O controle eficiente de pragas e o manejo adequado da planta são fundamentais para manter a altura ideal da lavoura e facilitar a colheita mecanizada.
Nesse cenário, pulverizadores autopropelidos de alta performance têm ganhado espaço no campo brasileiro, permitindo maior cobertura operacional e redução de perdas.
Automação e precisão aumentam eficiência e produtividade no campo
Tecnologias embarcadas em pulverizadores modernos contribuem para maior precisão na aplicação de insumos e otimização do tempo de operação. Sistemas de controle de vazão, recirculação de calda e sensores de altura ajudam a garantir uniformidade na aplicação e reduzir desperdícios.
Segundo especialistas, a eficiência na pulverização pode elevar a produtividade em até 10%, principalmente pelo melhor controle de pragas e plantas daninhas.
Além disso, a automação permite ganhos operacionais relevantes, com maior velocidade de aplicação e melhor aproveitamento da janela agrícola.
Tecnologia no campo agrega valor à indústria têxtil global
De acordo com o especialista, a adoção de tecnologias agrícolas no plantio e na proteção da lavoura não impacta apenas a produtividade do produtor, mas também toda a cadeia da moda e do consumo final.
“Quando o produtor brasileiro investe em tecnologias para o plantio e pulverização, ele não está apenas otimizando sua produtividade, mas também determinando o alto valor agregado da roupa que vestirá consumidores em dezenas de países”, destaca Casali.
A cadeia do algodão evidencia, assim, a conexão direta entre inovação no campo e qualidade do produto final, reforçando o papel estratégico do agronegócio brasileiro no mercado global da moda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


