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Goiás encerra colheita com alta produtividade e amplia exportações de óleo de soja

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A colheita da soja foi finalizada em grande parte do país no mês de abril, e os resultados confirmam a força do Brasil como principal produtor global da oleaginosa. Em Goiás, os números reforçam o protagonismo do estado tanto em produtividade no campo quanto no desempenho das exportações de óleo de soja.

Safra recorde consolida Goiás como destaque nacional

De acordo com o boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), a colheita da soja no estado foi encerrada em 19 de abril, com desempenho superior ao registrado no mesmo período de 2024. A produção goiana alcançou 20,4 milhões de toneladas — alta que representou um avanço de oito pontos percentuais em relação ao ciclo anterior.

O rendimento médio das lavouras em Goiás foi o maior do país, atingindo 68,7 sacas por hectare. Com esse desempenho, o estado conquistou a terceira colocação no ranking nacional de produção da oleaginosa.

Brasil mantém liderança global na produção de soja

No cenário internacional, o Brasil segue como o maior produtor de soja do mundo, sendo responsável por 40% da produção global. Apesar desse protagonismo na produção do grão, o país ainda possui potencial de crescimento na cadeia de derivados, especialmente no segmento do óleo de soja — setor historicamente liderado por China e Estados Unidos, que juntos concentram 48% da produção mundial. Atualmente, o Brasil responde por 17%.

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Exportações de óleo de soja avançam no Brasil e em Goiás

A produção brasileira de óleo de soja cresceu 4,5% em 2024, totalizando 11,6 milhões de toneladas. Esse aumento refletiu diretamente nas exportações. Somente no primeiro trimestre de 2025, o país exportou 402,7 mil toneladas do produto, um salto de 73,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Goiás teve um desempenho ainda mais expressivo: o estado exportou 51,7 mil toneladas de óleo de soja no mesmo intervalo, registrando um crescimento de 130,9% nas transações internacionais.

Índia lidera compras e reforça potencial do mercado

A Índia consolidou-se como o principal destino do óleo de soja brasileiro, tanto nas exportações nacionais quanto nas estaduais. O volume importado pelo país asiático aumentou 62,8% no total embarcado pelo Brasil e 89,6% nas aquisições provenientes de Goiás. Esses números reforçam o potencial de expansão do óleo de soja no mercado internacional e o papel crescente do estado de Goiás nessa cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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