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Goiás Intensifica Fiscalização para Prevenir a Entrada da Mosca-da-Carambola

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O estado de Goiás mantém seu status como área livre da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), uma praga de caráter quarentenário que ameaça a fruticultura e pode gerar restrições comerciais em nível internacional. Esse status fitossanitário é preservado por meio de um trabalho contínuo de inspeção e vigilância conduzido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e os produtores rurais.

Com o objetivo de evitar a introdução da praga no estado, a Agrodefesa realiza monitoramentos regulares, utilizando 40 armadilhas estrategicamente posicionadas em locais de grande movimentação, como pontos de trânsito de cargas e áreas de circulação de pessoas vindas de regiões afetadas pela praga. A cada quinze dias, fiscais estaduais agropecuários acompanham 38 dessas armadilhas, distribuídas em 34 municípios, incluindo cidades como Anápolis, Goiânia, Rio Verde e Jataí. Outras duas armadilhas estão localizadas no Aeroporto de Goiânia e na Rodoviária da capital, sendo supervisionadas por auditores federais do Mapa. Até o momento, não foram registradas ocorrências da Bactrocera carambolae em Goiás, o que corrobora a eficácia das ações de vigilância e prevenção.

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Embora a mosca-da-carambola ainda não tenha sido detectada em Goiás, ela está presente nos estados do Amapá, Pará e Roraima, onde afeta diversas frutas, como carambola, citros (como a laranja), goiaba, manga e mamão. A introdução da praga em Goiás poderia prejudicar a exportação de frutas, resultando em embargo de cargas e aumento das exigências fitossanitárias no comércio internacional. José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, destaca a importância da manutenção do status fitossanitário do estado, afirmando que ele fortalece a fruticultura local e assegura que os produtos goianos atendam aos padrões exigidos para o mercado nacional e internacional.

Consequências Econômicas e Fitossanitárias

Os danos causados pela mosca-da-carambola vão além da destruição das frutas, que apodrecem e caem prematuramente. O impacto econômico é significativo, pois eleva os custos de produção devido às medidas de controle necessárias, além de restringir o comércio interestadual e internacional. A erradicação da praga em áreas infestadas envolve ações rigorosas, como o controle químico, destruição dos frutos hospedeiros e restrições no transporte de produtos agrícolas.

Leonardo Macedo, assessor técnico da Diretoria de Defesa Agropecuária, ressalta a importância do monitoramento contínuo para garantir a competitividade da fruticultura estadual no cenário global. “A presença dessa praga no estado causaria grandes prejuízos a toda a cadeia produtiva”, alerta Macedo.

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Identificação da Mosca-da-Carambola

A Bactrocera carambolae é uma mosca-das-frutas da família Tephritidae e é classificada como uma praga quarentenária no Brasil. Os adultos medem entre 7 e 8 mm, com tórax negro e abdome amarelado, com listras negras em formato de “T”. As fêmeas depositam ovos sob a casca dos frutos, e as larvas se alimentam da polpa, resultando em perdas na produção.

Mariza Mendanha, coordenadora do Programa de Prevenção e Controle de Pragas em Citros da Agrodefesa, explica que a presença da praga pode ser identificada por sinais como perfurações na casca dos frutos e áreas de apodrecimento. Ela destaca que a colaboração de produtores e da população é essencial para o sucesso do trabalho preventivo. “Em caso de qualquer suspeita, é fundamental que a Agrodefesa seja comunicada imediatamente pelo telefone 0800 646 1122. Trabalhando juntos, podemos garantir a sanidade vegetal do nosso estado”, conclui Mariza.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Voto deste domingo pesa no custo e no futuro do agronegócio brasileiro

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Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (04.10) para escolher os representantes que participarão das decisões sobre crédito, impostos, infraestrutura e condições de produção no País. Para o agronegócio, a eleição coincide com o avanço do plantio da safra de verão e coloca em discussão políticas que interferem diretamente no custo de produzir, na proteção contra perdas e no acesso aos mercados.

A ligação entre a urna e a propriedade rural aparece em decisões concretas. O dinheiro disponível para financiar uma lavoura depende das regras do crédito e das condições oferecidas pelas instituições financeiras. A contratação de seguro pode depender da ajuda pública para pagar a apólice. O escoamento exige estradas conservadas, armazenagem e portos eficientes. A exportação precisa de negociação comercial, defesa sanitária e comprovação de origem.

Essas relações orientam a reportagem de capa da edição de setembro da Revista Pensar Agro. A publicação examina como as escolhas políticas chegam à rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores. Às vésperas da votação, a análise ajuda a avaliar propostas pelo efeito que poderão produzir sobre a atividade econômica.

O financiamento mostra a dimensão dos interesses envolvidos. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização. São recursos programados para sustentar despesas que começam meses antes da receita da colheita. Para quem planta, tão importante quanto o montante anunciado é conseguir contratar a tempo, com juros e exigências compatíveis com sua capacidade de pagamento.

Nos dois primeiros meses do ciclo, entre julho e agosto, as contratações somaram R$ 65,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por 49,2% desse total. A participação desses instrumentos evidencia a importância do financiamento privado e amplia o peso das decisões sobre garantias, contratos e segurança jurídica.

O resultado da eleição também terá consequências para os investimentos que ajudam a preservar a margem do produtor. Um armazém permite organizar estoques e escolher melhor o momento da venda. Uma estrada em boas condições reduz dificuldades de transporte. Pesquisa e assistência técnica contribuem para enfrentar pragas, doenças e limitações do solo. São benefícios que exigem continuidade, orçamento e capacidade de execução.

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Por isso, a avaliação do eleitor precisa alcançar todos os cargos em disputa. O presidente conduz a administração federal, propõe o Orçamento e define prioridades para a política agrícola e as negociações internacionais. Deputados e senadores votam leis, analisam os recursos e fiscalizam o Executivo. Governadores e assembleias estaduais participam de decisões sobre rodovias, segurança rural, defesa sanitária, tributação e serviços ambientais.

A disputa presidencial concentra atenção, mas o Congresso eleito terá influência sobre regras que podem atravessar várias safras. Toda a Câmara dos Deputados será renovada, assim como dois terços do Senado. Cada eleitor poderá escolher dois senadores, além dos representantes para os demais cargos. A composição dessas bancadas será relevante para transformar compromissos de campanha em medidas efetivas.

Na leitura das propostas, importa identificar como serão executadas. Ampliar crédito exige indicar recursos e condições de acesso. Prometer obras pressupõe planejamento, financiamento e fiscalização. Simplificar procedimentos requer preservar critérios técnicos e oferecer prazos claros. Abrir mercados depende de trabalho diplomático, qualidade dos produtos e confiança nos controles brasileiros.

A reportagem da revista acompanha essas escolhas sem reduzir o agronegócio a uma única demanda. O setor reúne atividades, regiões e produtores com necessidades diferentes. Uma medida que favoreça a indústria pode pressionar o preço da matéria-prima; outra que estimule exportações precisa considerar logística e abastecimento. Avaliar esses efeitos ajuda a separar propostas consistentes de soluções que transferem o problema de um elo para outro.

O PODER DO VOTO

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT) , o produtor conhece o peso de uma decisão porque trabalha com dinheiro comprometido muito antes de receber pela produção. Quando vai às urnas, precisa levar essa mesma responsabilidade.

“As decisões do poder público entram na conta da propriedade: no custo do financiamento, na disponibilidade do seguro, na estrada por onde passa a colheita e nas condições de acesso aos mercados. A importância desta eleição está também na escolha de quem terá a responsabilidade de administrar recursos, estabelecer regras e acompanhar sua execução. Tudo isso afeta a capacidade de produzir, investir e manter empregos”, explica Isan

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“O agronegócio precisa de planejamento que dure mais do que uma safra. Pesquisa, armazenagem, irrigação, defesa sanitária e infraestrutura exigem investimentos contínuos, com objetivos claros e resultados acompanhados. Não adianta anunciar crédito se o recurso não chega durante a janela de plantio, nem aprovar uma obra que permanece anos sem conclusão”.

“Precisamos de instituições capazes de transformar orçamento em serviço e de regras que permitam ao produtor cumprir suas obrigações sem ficar preso à demora e à insegurança. Essa qualidade da gestão pública interessa tanto a quem produz quanto a quem depende do abastecimento”, diz o presidente do IA.

“A responsabilidade com o voto deve continuar depois da eleição. Cabe ao setor acompanhar os orçamentos, cobrar a execução das políticas e apresentar suas necessidades com dados e propostas consistentes. Uma dificuldade na propriedade pode repercutir na cooperativa, na indústria, no transporte e no comércio. Da mesma forma, uma política bem executada pode ampliar oportunidades em toda essa cadeia. O compromisso que esperamos do poder público é criar condições para que o trabalho no campo tenha continuidade, que os investimentos sejam viáveis e que o crescimento da produção gere renda e benefícios para a sociedade”, completa Tezende.

Neste domingo, a votação ocorrerá das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. A ordem na urna será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. São escolhas feitas em poucos minutos, com consequências que acompanharão a produção por anos.

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Fonte: Pensar Agro

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