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Governo anuncia Plano Safra da Agricultura Familiar com R$ 89 bilhões em recursos para 2025/26

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O governo federal lançou nesta segunda-feira (30/06) o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26, com um volume recorde de R$ 89 bilhões destinados a fortalecer a produção rural. O pacote contempla crédito rural, compras públicas, seguro agrícola, assistência técnica, garantia de preços mínimos e ações voltadas à sustentabilidade e segurança alimentar.

Pronaf recebe maior parte dos recursos

Do total anunciado, R$ 78,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 3% em relação ao ciclo anterior. Essa é a maior quantia já disponibilizada na história do programa, que tem como objetivo apoiar financeiramente os pequenos produtores.

Juros baixos e incentivo à produção sustentável

O Plano Safra mantém a taxa de juros de 3% ao ano para o financiamento de alimentos essenciais, como arroz, feijão, mandioca, leite, hortaliças e ovos. Já para cultivos orgânicos, agroecológicos ou produtos da sociobiodiversidade, a taxa é ainda menor: 2% ao ano. As linhas de investimento específicas do Pronaf, como Agroecologia, Floresta e Jovem, também contarão com essa taxa reduzida. Outras modalidades de crédito terão juros que variam entre 0,5% e 8% ao ano, conforme o perfil do produtor e a finalidade do recurso.

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Seguro agrícola e proteção ao produtor

Para proteger os agricultores contra perdas causadas por eventos climáticos, pragas ou doenças, o governo destinou R$ 5,7 bilhões ao seguro agrícola Proagro Mais. Além disso, o Garantia-Safra receberá R$ 1,1 bilhão para atender famílias em regiões vulneráveis a secas e enchentes.

Fortalecimento das compras públicas e assistência técnica

O plano também reserva R$ 3,7 bilhões para a compra de alimentos da agricultura familiar por meio de programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), garantindo mercado para os pequenos produtores e promovendo segurança alimentar.

Na área de assistência técnica e extensão rural (ATER), serão investidos R$ 240 milhões. O objetivo é capacitar e orientar os agricultores para melhorar a produtividade e adotar práticas mais sustentáveis.

Apoio à sociobiodiversidade

Outra frente do plano é o estímulo à produção extrativista e à preservação da sociobiodiversidade. Nesse sentido, R$ 42,2 milhões serão aplicados no Programa de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), beneficiando comunidades que trabalham com produtos como borracha, babaçu e pirarucu.

Resultados positivos da safra anterior

Na safra 2024/25, houve um aumento de 26,6% no número de contratos firmados, totalizando 1,7 milhão. O volume de crédito cresceu 20%, com destaque para produtos como arroz (+14,7%), feijão (+8,6%), mandioca (+21,8%), leite (+44%) e hortaliças (+44%). O Programa Mais Alimentos, voltado à aquisição de máquinas e equipamentos, também registrou alta expressiva, com crescimento de 76% e movimentação de R$ 12 bilhões.

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Declaração do ministro Paulo Teixeira

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou que o novo plano representa um marco importante para o setor:

“Além do valor recorde, conseguimos manter taxas de juros acessíveis, especialmente para a produção de alimentos essenciais, mesmo em um cenário econômico desafiador, garantindo que o agricultor familiar tenha condições justas de financiamento.”

Medidas adicionais e inclusão social

O Plano Safra 2025/26 também contempla ações para fortalecer a participação de mulheres rurais, jovens e povos e comunidades tradicionais. Além disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) seguirá com a formação de estoques públicos de arroz, assegurando abastecimento e estabilidade de preços.

Com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável do campo, o governo reafirma o compromisso com a produção de alimentos e a geração de renda para milhões de brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento

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O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.

A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.

Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.

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O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.

A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.

O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate

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Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.

Fonte: Pensar Agro

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