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Governo do Brasil lança sala de monitoramento em tempo real das vidas humanas no mar

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Ao inaugurar nesta segunda-feira (29) a Sala de Monitoramento Fábio Hissa Vieira Hazin, localizada no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília, o ministro Edipo Araujo ressaltou: “Há cerca de 25 mil embarcações registradas e o governo precisa ampliar cada vez mais as ferramentas de monitoramento. São sistemas que contribuem para a salvaguarda da vida humana que trabalha em embarcações e para a preservação sustentável dos recursos pesqueiros”. A iniciativa integra uma das ações do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS). 

A entrega faz parte das comemorações da Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, evidenciando o compromisso do MPA com o fortalecimento da pesca artesanal brasileira, por meio de políticas públicas voltadas à gestão, ao monitoramento, à sustentabilidade e à valorização das comunidades pesqueiras. 

Para a Capitã de Mar e Guerra da Marinha do Brasil, Ana Cláudia de Paula, ao longo dos anos, o PREPS tem se tornado uma ferramenta estratégica para construção de uma pesca mais segura, ordenada e sustentável. “É uma etapa importante no processo de revitalização do programa. Uma modernização da sua infraestrutura tecnológica, resultando em mais segurança e disponibilidade ao sistema”, destacou.  

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O diretor de gestão compartilhada de recursos pesqueiros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIo), Gilberto Sales, pontuou que o espaço inaugura um momento fundamental para todos que estão envolvidos na gestão pesqueira brasileira. “Ele vai contribuir com o monitoramento a longo prazo. Agora, a gente tem a oportunidade e o PREPS é um exemplo de gestão estratégica de país”, relatou.  

Rastreamento de Embarcações
Rastreamento de Embarcações

Homenagem

Fábio Hissa Vieira Hazi foi um renomado pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que exerceu um importantes funções de gestão, como o cargo de secretário nacional de pesca e, interinamente, de Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura, além de ter sido presidente da Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca.  

Também atuou em discussões internacionais referentes à gestão pesqueira, coordenando o processo de negociação na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto, aprovado em 2009, e sendo o representante científico do Brasil na Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico por 17 anos. 

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Em 2021, eles faleceu, vítima de Covid-19, aos 57 anos de idade, no Recife. Este ato simboliza o compromisso permanente com o fortalecimento do monitoramento pesqueiro, da gestão pública e da valorização do conhecimento técnico e científico. 

 

ASCOM 

Ministério da Pesca e Aquicultura 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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