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Governo lança programa para recuperar pastagens degradadas
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O governo federal pretende recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas nos próximos dez anos. A meta representa quase metade dos 82 milhões de hectares em más condições hoje existentes no Brasil, dentro de um total de 165 milhões de hectares utilizados como pasto. Ao todo, o país ocupa cerca de 280 milhões de hectares com atividades agropecuárias.
A proposta faz parte do Programa Caminho Verde Brasil, lançado nesta segunda-feira (28.04) em São Paulo, com coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O foco será a recuperação dessas áreas exclusivamente com práticas de agricultura sustentável, aliando produtividade e conservação ambiental. Para viabilizar a execução, o governo contará com parcerias com outros ministérios, instituições financeiras e representantes do setor.
O Eco Invest, fundo criado para financiar essas ações, prevê a recuperação de 1 milhão de hectares nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. A expectativa é realizar novos leilões nos próximos anos, inclusive voltados à Amazônia Legal, e atrair investimentos internacionais.
Segundo o governo, o Caminho Verde Brasil não pretende apenas restaurar áreas improdutivas, mas também melhorar a imagem da agropecuária brasileira no cenário internacional, aumentar a eficiência produtiva e garantir o uso racional da terra, sem necessidade de avançar sobre novas áreas de vegetação nativa.
Durante o lançamento, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Caminho Verde Brasil vai além de uma ação ambiental. Para ele, trata-se de uma estratégia de desenvolvimento que alia produtividade, sustentabilidade e competitividade no setor. “No início, tratávamos essa iniciativa como um simples plano de recuperação de áreas degradadas. Hoje, sabemos que ela tem um papel ainda maior: induzir o desenvolvimento de forma correta e sustentável”, declarou.
O primeiro passo prático do programa foi dado com a realização do primeiro leilão do Eco Invest, que vai direcionar recursos para restaurar ao menos 1 milhão de hectares em regiões da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. A ideia é que esse modelo de leilão seja replicado em outras áreas, incluindo a Amazônia Legal, onde também há grande presença de terras degradadas.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o Caminho Verde Brasil está alinhado às metas climáticas do país, como a redução das emissões de gases do efeito estufa e o compromisso de alcançar o desmatamento zero até 2030. Segundo ela, o programa se apoia em instrumentos financeiros que permitem recuperar áreas degradadas de forma duradoura, restaurando o solo e os sistemas hídricos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o programa está sendo integrado às políticas econômicas do governo, inclusive nos Planos Safra. Para ele, a sustentabilidade já não é mais uma agenda paralela, mas parte da estratégia central de desenvolvimento do país. “O primeiro Plano Safra já trouxe ingredientes de transformação ecológica, o segundo avançou ainda mais, e quero crer que o terceiro dará passos ainda mais firmes e generosos na direção certa da sustentabilidade”, disse Haddad.
Embora o programa seja coordenado pelo Mapa, sua execução depende da participação de outros ministérios, como o do Meio Ambiente, da Fazenda e das Relações Exteriores, além de parcerias com bancos multilaterais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e representantes de países interessados em investir em ações de restauração ambiental no Brasil.
Fonte: Pensar Agro
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Feicorte 2026 terá painel feminino sobre evolução e benefícios da carne na cadeia produtiva
Mulheres lideram debate técnico sobre o futuro da carne na Feicorte 2026
A evolução da cadeia produtiva da carne bovina, do campo ao consumidor final, será tema de um painel formado exclusivamente por mulheres na Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne 2026. O evento será realizado entre os dias 23 e 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP).
O painel, intitulado “O DNA Feminino da Carne”, abrirá a programação técnica da feira no dia 23 e reunirá especialistas de diferentes áreas, incluindo pecuária, genética, gastronomia e nutrição. A proposta é conectar tecnologia, produção e consumo, destacando o papel estratégico da mulher no agronegócio moderno.
Segundo a CEO da Verum e organizadora da feira, Carla Tuccilio, a iniciativa reflete a consolidação feminina em posições de liderança técnica e de mercado no setor. “As mulheres trazem um olhar integrador para o agronegócio”, destaca.
Tecnologia e genética são pilares da evolução da pecuária
A discussão técnica do painel será conduzida pela diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, referência nacional em ultrassonografia de carcaça. A tecnologia, aplicada na seleção de rebanhos, já atende diferentes raças e ultrapassa a marca de um milhão de animais avaliados no Brasil e em outros países da América Latina.
Para a especialista, o avanço tecnológico é decisivo para a valorização da pecuária brasileira. “A ultrassonografia de carcaça vai levar a pecuária brasileira para o último passo, que é a produção de carne de valor agregado”, afirma.
Gestão no campo destaca eficiência e melhoramento genético
A realidade da produção será representada pela pecuarista Clélia Pacheco, da Fazenda Santa Silvéria (Piratininga/SP), referência na seleção da raça Bonsmara no Brasil. A produtora assumiu a gestão da propriedade em 1990, promovendo a transição da cafeicultura para a pecuária de corte de alta performance.
Com foco em melhoramento genético e adaptação ao clima tropical, o trabalho desenvolvido na fazenda busca animais mais rústicos e produtivos, com melhor qualidade de carcaça e desempenho em cruzamentos industriais.
Do campo ao consumo: percepção do mercado e valorização da carne
O elo entre produção e consumo será abordado pela sommelière de carnes Larissa Morales, criadora do canal “Larica na Brasa” e referência na comunicação sobre churrasco e gastronomia.
A especialista destaca a importância de compreender toda a cadeia produtiva para valorizar o produto final. “A carne de qualidade começa muito antes de chegar ao prato”, afirma.
Segundo ela, o entendimento do processo produtivo fortalece a valorização do trabalho no campo e amplia a percepção do consumidor sobre qualidade e origem dos alimentos.
Nutrição e ciência reforçam papel da carne na saúde humana
A abordagem nutricional ficará a cargo da nutricionista Letícia Moreira, coautora do livro “O Poder da Carne” e com ampla atuação na área de nutrição esportiva.
A profissional defende o consumo de carne vermelha com base científica e destaca seu papel na saúde pública. “A carne de qualidade é capaz de reverter quadros de anemia, obesidade e resistência insulínica”, afirma.
Letícia também participará da Feicorte Run Sportime, corrida que integra a programação do evento e reforça a conexão entre esporte, saúde e alimentação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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