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Governo regulamenta Lei da Reciprocidade e poderá adotar contramedidas contra países que prejudiquem o Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva regulamentou, nesta terça-feira (15), a Lei da Reciprocidade Econômica, por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União. A medida permite que o Brasil adote contramedidas comerciais, de investimento e de propriedade intelectual contra países ou blocos econômicos cujas ações comprometam a competitividade do país no mercado internacional.

A regulamentação foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e visa fortalecer a defesa dos interesses econômicos nacionais.

Comitê interministerial coordenará ações e negociações

O decreto institui o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, responsável por coordenar e deliberar sobre as medidas provisórias adotadas pelo Brasil. O colegiado será presidido pelo ministro do MDIC e contará com representantes da Casa Civil, Ministério da Fazenda e Ministério das Relações Exteriores.

A Secretaria-Executiva do MDIC exercerá a função de secretaria do Comitê, que também atuará na condução de tratativas diplomáticas para reverter ações unilaterais de parceiros comerciais.

Contramedidas excepcionais terão tramitação acelerada

O decreto permite a aplicação de contramedidas excepcionais e provisórias com trâmite mais ágil. Os pedidos devem ser submetidos à Secretaria-Executiva do Comitê, que avaliará a solicitação com os demais membros e poderá ouvir o setor privado e outros órgãos públicos antes da deliberação.

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Essas medidas poderão ser acionadas nos seguintes casos:

  • Quando ações externas interferirem em decisões soberanas do Brasil ou buscarem coagir o país por meio de ameaças econômicas ou comerciais;
  • Quando houver violação ou descumprimento de acordos comerciais internacionais que prejudiquem benefícios concedidos ao Brasil;
  • Quando forem adotadas exigências ambientais unilaterais mais rígidas do que aquelas já praticadas pelo Brasil, criando barreiras comerciais disfarçadas.
Contramedidas ordinárias seguirão trâmite mais detalhado

Além das medidas excepcionais, o decreto regulamenta também as contramedidas ordinárias, previstas originalmente na Lei da Reciprocidade. Nesses casos, o processo será mais longo e envolverá:

  • Análise pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex);
  • Realização de consulta pública;
  • Aprovação final pelo Conselho Estratégico da Camex.

Essas medidas terão como base os artigos 3º, 9º, 10º e 11º da lei já sancionada.

Itamaraty coordenará notificação e diálogo com países afetados

Caberá ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) notificar formalmente os países afetados pelas contramedidas, em todas as etapas do processo. As consultas diplomáticas serão feitas em conjunto com o MDIC e os demais órgãos da Camex.

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O Itamaraty também deverá apresentar relatórios periódicos ao Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), com atualizações sobre o andamento das negociações com os parceiros comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CerradinhoBio supera R$ 1,5 bilhão de EBITDA e amplia lucro em 90% na Safra 2025/2026

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Resultados reforçam eficiência operacional e estratégia de diversificação

A CerradinhoBio, empresa do setor de bioenergia que atua na produção de etanol, açúcar, energia e nutrição animal a partir de matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho, divulgou os resultados consolidados da Safra 2025/2026 com desempenho recorde.

O EBITDA da companhia atingiu R$ 1,536 bilhão, crescimento de 35% em relação ao ciclo anterior. O EBIT ajustado somou R$ 1,026 bilhão, alta de 42%. Já o lucro líquido chegou a R$ 372,7 milhões, avanço expressivo de 90% na comparação anual.

A receita líquida consolidada foi de R$ 4,288 bilhões, enquanto a alavancagem financeira recuou de 2,00x para 1,40x (dívida líquida/EBITDA), uma redução de 30% em relação a março de 2025.

Mix produtivo mais diversificado sustenta crescimento

O desempenho da companhia reflete a consolidação da estratégia de diversificação do portfólio, com maior participação do açúcar e do etanol de milho na composição das receitas.

Segundo a empresa, a safra foi marcada por resultados operacionais consistentes e recordes históricos em diferentes frentes de produção, reforçando a eficiência do modelo integrado de negócios.

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Moagem de cana e milho cresce e impulsiona produção

A moagem de cana-de-açúcar totalizou 5,181 milhões de toneladas, alta de 8% em relação à safra anterior. No segmento de milho, a moagem alcançou 1,514 milhão de toneladas, crescimento de 4%.

A produção de açúcar VHP somou 415 mil toneladas, salto de 195% na comparação anual. O resultado reflete a conclusão da segunda fase da fábrica de açúcar dentro do prazo previsto, permitindo que 62% do mix da cana fosse direcionado à produção do adoçante.

Etanol de milho ganha protagonismo no portfólio

A produção total de etanol atingiu 865 mil metros cúbicos na safra. Desse volume, 687 mil m³ foram provenientes das unidades de etanol de milho.

O segmento também registrou crescimento na coprodução de derivados, com 362 mil toneladas de DDGs (+3%) e 28,6 mil toneladas de óleo (+9%), reforçando o aproveitamento industrial da cadeia do milho.

Gestão financeira e execução de projetos são destaques

Para o CEO da CerradinhoBio, Renato Pretti, a safra marcou um avanço relevante na qualidade operacional e na execução de projetos estratégicos.

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Segundo ele, a companhia fortaleceu sua estrutura de capital ao reduzir a alavancagem e, ao mesmo tempo, direcionou investimentos para iniciativas com retorno mais rápido e sinergias operacionais.

“Os resultados demonstram a capacidade da companhia de gerar valor, mesmo em um ambiente setorial desafiador”, destacou o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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