CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

GT Tainha do MPA realiza agenda de reuniões e visitas técnicas em Santa Catarina

Publicados

AGRONEGOCIOS

A Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Santa Catarina, convida pescadores, lideranças, entidades do setor e órgãos públicos a participarem da agenda oficial do Grupo de Trabalho da Tainha (GT Tainha) no estado, entre os dias 28 de julho a 1º de agosto.

A iniciativa tem como objetivo promover o diálogo direto com os diferentes segmentos envolvidos na pesca da tainha, a fim de ouvir contribuições, avaliar desafios e construir de forma participativa os encaminhamentos para as próximas safras.

A comitiva do GT é formada por representantes do Governo Federal, órgãos técnicos, entidades da pesca artesanal e industrial, além de especialistas da área. As reuniões e visitas técnicas serão realizadas em localidades estratégicas do litoral catarinense onde a pesca da tainha tem forte importância socioeconômica e cultural.

Agenda das atividades:

28/07 (segunda-feira) – Encontro com representantes da pesca no extremo sul catarinense, em Balneário Rincão.

29/07 (terça-feira) – Reuniões com pescadores e entidades no Farol de Santa Marta (Laguna e Imaruí) pela manhã e, em Garopaba, no período da tarde.

Leia Também:  FRANGO/CEPEA: Preço da carne sobe em regiões exportadoras

30/07 (quarta-feira) – Encontros em Florianópolis com pescadores artesanais e representantes da pesca de arrasto de praia, além de reunião institucional em São José com a Comissão de Pesca da ALESC e órgãos estaduais.

31/07 (quinta-feira) – Reuniões com entidades e sindicatos em Itajaí durante a manhã, e com pescadores de Penha no período da tarde.

01/08 (sexta-feira) – Encerramento da agenda com encontro com pescadores e lideranças de São Francisco do Sul e região.

Durante os encontros, serão ouvidos pescadores, colônias, sindicatos, associações e representantes públicos, cujas contribuições subsidiarão a definição das próximas safras da espécie.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Plano Safra 2026/2027: crédito rural enfrenta barreiras e exclui até 40% da agricultura familiar

Publicados

em

O acesso ao crédito rural no Brasil segue marcado por desigualdades estruturais que devem ganhar protagonismo nas discussões do Plano Safra 2026/2027. Levantamentos recentes indicam que até 40% dos agricultores familiares, especialmente povos indígenas e comunidades tradicionais, enfrentam dificuldades para acessar financiamento por falta de documentação e entraves burocráticos.

Crédito rural não alcança todos os produtores

Embora seja a principal política pública de financiamento do setor, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ainda apresenta forte concentração regional e produtiva.

Na prática, produtores ligados à sociobioeconomia — como extrativistas, pescadores artesanais e sistemas agroflorestais — encontram mais obstáculos para acessar crédito, sobretudo em regiões remotas do Norte e Nordeste.

Entre os principais entraves estão:

  • Exigência de documentação, como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF)
  • Dificuldade de atualização cadastral
  • Baixa oferta de assistência técnica qualificada
  • Limitações logísticas e acesso restrito a serviços financeiros

Esse cenário acaba excluindo uma parcela significativa de produtores que atuam em sistemas sustentáveis e de baixo impacto ambiental.

Falta de documentação é um dos principais gargalos

O Cadastro da Agricultura Familiar é requisito essencial para acessar linhas como o Pronaf e programas públicos de comercialização.

No entanto, estimativas apontam que cerca de 40% das famílias da sociobioeconomia não possuem o cadastro ativo, o que limita o acesso não apenas ao crédito, mas também a políticas como:

  • Programa Nacional de Alimentação Escolar
  • Programa de Aquisição de Alimentos
Leia Também:  Mapa participa da Agrishow e destaca estratégias de internacionalização do agro brasileiro

Em regiões mais isoladas, o problema se agrava com a dificuldade de emissão de documentos, falta de internet e distância de agências bancárias.

Recursos seguem concentrados na pecuária

Outro ponto crítico é a concentração dos recursos do crédito rural. Atualmente:

  • Cerca de 70% do crédito do Pronaf está nas regiões Sul e Sudeste
  • Mais de 85% das operações estão ligadas à pecuária

Na região Norte, por exemplo, 85,4% dos recursos foram destinados à atividade pecuária em 2025, enquanto menos de 8% chegaram às cadeias da sociobioeconomia.

Entre as atividades menos financiadas estão:

  • Produção de açaí, cacau e castanha-do-Brasil
  • Óleos vegetais
  • Pesca artesanal
  • Sistemas agroflorestais

Apesar de algum avanço recente, as operações ainda se concentram fortemente em poucas cadeias — como o cacau — impulsionadas por fatores de mercado, como valorização de preços.

Plano Safra será decisivo para reequilibrar o crédito

Especialistas apontam que o Plano Safra 2026/2027 será estratégico para corrigir distorções e ampliar o acesso ao financiamento rural.

Entre as principais medidas esperadas estão:

  • Ampliação do crédito para cadeias da sociobioeconomia
  • Descentralização da emissão do CAF
  • Fortalecimento da assistência técnica no campo
  • Criação de mecanismos de garantia para cooperativas
  • Incentivos para instituições financeiras ampliarem a oferta de crédito

O objetivo é tornar o crédito mais alinhado à diversidade produtiva do país, promovendo inclusão e desenvolvimento sustentável.

Leia Também:  Ministro Carlos Fávaro encerra Projeto ConSIM 3 em Santa Catarina
Sociobioeconomia ganha espaço como estratégia de desenvolvimento

A sociobioeconomia tem ganhado destaque como alternativa estratégica para o agronegócio brasileiro, ao combinar geração de renda com conservação ambiental.

Essas cadeias produtivas apresentam alto valor agregado e potencial de expansão, especialmente em regiões com forte presença de biodiversidade.

No entanto, a falta de acesso ao crédito ainda limita o crescimento dessas atividades, reduzindo oportunidades de desenvolvimento local e manutenção dos ecossistemas.

Tecnologia surge como aliada no acesso ao crédito

Iniciativas digitais começam a surgir como solução para reduzir barreiras. Um exemplo é o desenvolvimento de plataformas que auxiliam cooperativas e produtores na organização documental e na elaboração de projetos de financiamento.

Essas ferramentas permitem:

  • Facilitar o cadastro para acesso ao crédito
  • Organizar documentação exigida
  • Conectar produtores a instituições financeiras

A digitalização pode acelerar a inclusão financeira no campo, especialmente em regiões mais isoladas.

Desafio vai além do volume de recursos

Mais do que ampliar o volume de crédito, o principal desafio do Plano Safra está em reestruturar o modelo atual, tornando-o mais acessível, inclusivo e eficiente.

A reorientação do crédito rural é vista como essencial para:

  • Fortalecer a agricultura familiar
  • Valorizar comunidades tradicionais
  • Impulsionar cadeias sustentáveis
  • Promover desenvolvimento regional equilibrado

O sucesso dessa agenda pode redefinir o papel do crédito rural como instrumento de transformação econômica e ambiental no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA