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Guerra no Oriente Médio pressiona mercados globais e derruba bolsas internacionais
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Os mercados financeiros globais operam com cautela nesta quinta-feira, refletindo o aumento das tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A escalada do conflito elevou o preço do petróleo, aumentou a aversão ao risco entre investidores e provocou quedas em bolsas da Ásia e nos contratos futuros de Wall Street, além de maior volatilidade em mercados emergentes como o Brasil.
O cenário também reacende preocupações com inflação global e pode atrasar eventuais cortes de juros pelas principais economias, especialmente nos Estados Unidos.
Petróleo acima de US$ 100 aumenta tensão nos mercados
O principal fator de instabilidade nos mercados internacionais tem sido a disparada do petróleo. O barril do tipo Brent voltou a superar a marca de US$ 100 em meio ao temor de interrupções no transporte de energia no Oriente Médio, região estratégica para o abastecimento global.
Ataques recentes a navios petroleiros e instalações energéticas ampliaram as preocupações com o fluxo da commodity, principalmente em rotas estratégicas utilizadas para o transporte internacional de petróleo.
Diante desse cenário, investidores reduziram exposição a ativos considerados mais arriscados, como ações, e passaram a buscar proteção em ativos mais seguros, como o dólar e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
A alta do petróleo também reforça preocupações com a inflação global, o que pode dificultar o processo de redução das taxas de juros pelas principais autoridades monetárias.
Wall Street aponta queda com temor de juros elevados por mais tempo
Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street indicavam queda antes da abertura do mercado.
As projeções apontavam recuo de:
- 0,62% para o Dow Jones
- 0,47% para o S&P 500
- 0,44% para o Nasdaq
A valorização do petróleo aumenta o risco de inflação e reduz as apostas de cortes de juros no curto prazo pelo Federal Reserve (Fed). Com isso, parte do mercado já projeta que eventuais reduções nas taxas podem ocorrer apenas no segundo semestre, possivelmente a partir de setembro.
Bolsas asiáticas fecham em queda com aumento da aversão ao risco
Na Ásia, os principais mercados acionários encerraram o pregão em queda, refletindo o clima de cautela global.
Entre os principais índices da região:
- Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 1,04%, aos 54.452 pontos.
- Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,70%, aos 25.716 pontos.
- Em Xangai, o índice SSEC perdeu 0,10%, aos 4.129 pontos.
O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,36%, aos 4.687 pontos.
- Em Seul, o índice Kospi recuou 0,48%, aos 5.583 pontos.
- Em Taiwan, o Taiex registrou a maior queda do dia, de 1,56%, aos 33.581 pontos.
- Em Sydney, o S&P/ASX 200 caiu 1,31%, aos 8.629 pontos.
- Em Cingapura, o índice Straits Times recuou 0,17%, aos 4.855 pontos.
O movimento reflete a redução do apetite por risco diante das incertezas geopolíticas e dos impactos potenciais sobre a economia global.
Setor de energia se destaca com valorização do petróleo
Apesar da queda generalizada nas bolsas asiáticas, empresas ligadas ao setor energético registraram ganhos.
Na China e em Hong Kong, ações de energia tiveram desempenho positivo impulsionadas pela alta do petróleo. Os índices de energia onshore e offshore avançaram cerca de 2,5% e 2,3%, respectivamente, enquanto o índice do setor de carvão registrou alta de 4,7%.
Por outro lado, ações de metais não ferrosos recuaram cerca de 0,6%, enquanto papéis ligados ao setor de inteligência artificial registraram queda próxima de 0,9%.
Mercado monitora risco de choque nos preços do petróleo
A escalada do conflito no Oriente Médio também elevou o temor de um choque no mercado global de petróleo. Autoridades iranianas chegaram a alertar que o preço do barril poderia atingir US$ 200 caso haja interrupções mais graves nas rotas de transporte da commodity.
Analistas do mercado financeiro, no entanto, avaliam que uma alta dessa magnitude dependeria de uma interrupção significativa e prolongada do fluxo marítimo internacional, cenário considerado pouco provável no curto prazo.
Bolsa brasileira acompanha volatilidade global
No Brasil, o ambiente externo também influencia o comportamento do mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem operado com maior volatilidade diante do cenário internacional mais incerto.
A valorização do petróleo tende a favorecer empresas ligadas ao setor de energia e petróleo, enquanto setores mais sensíveis ao crescimento econômico global podem sofrer maior pressão.
O dólar também apresenta movimentos de alta frente ao real em momentos de maior aversão ao risco, refletindo o fluxo de capital em direção a ativos considerados mais seguros no mercado internacional.
Investidores seguem atentos ao cenário geopolítico
A evolução do conflito no Oriente Médio continua sendo o principal fator de atenção dos investidores globais.
O mercado monitora especialmente os possíveis impactos sobre:
- os preços da energia
- a inflação global
- a política monetária das principais economias
- o crescimento da economia mundial
Enquanto não houver sinais claros de redução das tensões geopolíticas, a tendência é de manutenção da volatilidade nos mercados financeiros internacionais nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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dsm-firmenich recebe certificação FairFood RPC para tecnologias que reduzem pegada de carbono na pecuária
A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell® de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, conquistou a certificação FairFood Redutor de Pegada de Carbono (RPC) para as tecnologias Bovaer® e CRINA® Ruminants.
O reconhecimento reforça a estratégia da companhia em desenvolver soluções voltadas à eficiência produtiva e à redução do impacto ambiental na cadeia de proteína animal, em um cenário de crescente demanda global por sistemas agropecuários mais sustentáveis.
Certificação reconhece insumos com menor impacto ambiental na pecuária
A certificação RPC é concedida a insumos classificados dentro do escopo de “produtos redutores de pegada de carbono”, com base em critérios técnicos e científicos relacionados à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária.
O processo de avaliação inclui auditorias independentes e periódicas realizadas por organismos internacionalmente acreditados, garantindo rastreabilidade, transparência e confiabilidade aos resultados.
A iniciativa busca incentivar soluções tecnológicas capazes de contribuir para a descarbonização da produção animal sem comprometer eficiência ou produtividade.
Bovaer® pode reduzir emissões de metano na pecuária de corte e leite
Entre as tecnologias certificadas, o Bovaer® se destaca por atuar diretamente na redução das emissões entéricas de metano geradas durante o processo digestivo dos ruminantes.
A solução age sobre uma enzima específica presente no rúmen, responsável pela formação do metano, contribuindo para a redução das emissões sem impacto negativo sobre desempenho produtivo, qualidade do leite ou da carne.
De acordo com a empresa, a suplementação com doses entre 8 e 15 gramas por animal ao dia pode reduzir, em média, até 30% das emissões em bovinos de leite e até 45% em bovinos de corte, dependendo da estratégia nutricional adotada.
CRINA® Ruminants melhora eficiência digestiva e aproveitamento de nutrientes
Outra tecnologia certificada é o CRINA® Ruminants, formulado com compostos funcionais que atuam no equilíbrio da microbiota ruminal e na otimização dos processos digestivos dos animais.
A solução contribui para melhorar a eficiência alimentar e o aproveitamento de nutrientes, favorecendo sistemas produtivos mais eficientes e com melhor desempenho zootécnico.
Segundo a dsm-firmenich, o avanço de soluções com esse perfil reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta estratégica para elevar produtividade e reduzir impactos ambientais na pecuária moderna.
Sustentabilidade e produtividade caminham juntas na pecuária moderna
Para a companhia, o conceito de sustentabilidade no setor não se limita à redução de emissões, mas envolve também o aumento da eficiência no uso de recursos e a melhoria da produtividade dos sistemas de produção.
“A sustentabilidade precisa caminhar junto à produtividade e à viabilidade econômica para o produtor. O reconhecimento da FairFood reforça nossa visão de que inovação e ciência são fundamentais para a evolução dos sistemas produtivos”, afirma Luiz Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal da dsm-firmenich para a América Latina.
Certificação fortalece agenda ESG e acesso a mercados
A certificação RPC abrange insumos e fábricas de ração que utilizam soluções capazes de contribuir para a redução da pegada de carbono de alimentos de origem animal.
Além de apoiar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis, o programa também contribui para ampliar o acesso a mercados, aumentar a transparência e fortalecer compromissos ESG ao longo da cadeia de proteína animal.
Com a certificação, a dsm-firmenich passa a integrar um grupo de empresas que investem em inovação e tecnologia como pilares para transformar a pecuária, alinhando produtividade, eficiência e responsabilidade ambiental no agronegócio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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