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Guias reforçam parceria entre agricultores e apicultores para fortalecer o agronegócio brasileiro
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Agricultura e apicultura são atividades distintas, mas que se complementam quando há convivência harmoniosa no campo. As abelhas desempenham papel fundamental na polinização de diversas culturas agrícolas, contribuindo para o aumento da produtividade. No entanto, essa interação exige cuidado especial, sobretudo no uso responsável de defensivos agrícolas, para proteger as colmeias.
Sindiveg lança materiais gratuitos para promover boas práticas
Reconhecendo essa relação de interdependência, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), por meio do Programa Colmeia Viva, desenvolveu quatro materiais essenciais: dois manuais de boas práticas — um para agricultores e outro para apicultores — e dois guias de bolso, versões resumidas e práticas destinadas a facilitar o dia a dia dos produtores.
Conteúdo técnico e prático orienta para convivência sustentável
Segundo a bióloga e analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, Isabela Rivato, os materiais foram elaborados com contribuições de acadêmicos, produtores e especialistas, trazendo orientações atualizadas e integradas para promover uma agricultura sustentável e a preservação das abelhas.
O Plano Nacional de Boas Práticas Agricultura-Apicultura, do Programa Colmeia Viva, tem como foco prevenir a mortalidade de abelhas e reduzir incidentes, promovendo o uso consciente de defensivos e a formalização do pasto apícola entre agricultores e apicultores.
Principais recomendações para agricultores e apicultores
O Manual de Boas Práticas Agrícolas orienta sobre manejo eficiente das culturas, uso correto de defensivos, respeito às faixas de segurança, escolha dos horários de aplicação e atenção às condições climáticas.
O Manual de Boas Práticas Apícolas oferece recomendações para manter colônias saudáveis, incluindo monitoramento sanitário, suplementação alimentar em períodos críticos e o distanciamento mínimo das áreas tratadas.
Guias de bolso facilitam o uso cotidiano no campo
Os guias de bolso complementam os manuais técnicos com versões mais acessíveis, de linguagem direta, trazendo orientações operacionais, tabelas comparativas e instruções resumidas. Eles ressaltam a importância do diálogo e do planejamento conjunto para proteger as abelhas e garantir a eficiência produtiva.
Compromisso com o uso correto e seguro de defensivos
Todos os materiais reforçam o compromisso com a aplicação responsável de defensivos agrícolas, em conformidade com as recomendações técnicas, legais e agronômicas. A ideia é consolidar uma cultura de corresponsabilidade, onde agricultores, apicultores e aplicadores atuem de forma coordenada para proteger as lavouras e evitar danos durante o manejo.
Setor de defensivos e a proteção das abelhas
“O setor de defensivos agrícolas reconhece seu papel na proteção das abelhas e na construção de uma agricultura equilibrada”, destaca Isabela Rivato. Ela enfatiza que essa convivência deve ser planejada e baseada no diálogo para evitar conflitos e garantir a segurança de todos.
Materiais disponíveis para download
Os Guias de Boas Práticas Entre a Agricultura e a Apicultura podem ser baixados gratuitamente no site do Sindiveg
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesca e aquicultura entram no centro do debate sobre clima, gestão e políticas públicas no CONAPE
Nesta quarta-feira (16), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, em Brasília, mais um dia da 49ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). O encontro, que reuniu conselheiros e representantes do Governo Federal, discutiu temas estratégicos para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura e o aprimoramento das políticas públicas para o setor.
Foram apresentadas ações do MPA para o enfrentamento dos impactos das estiagens, secas, cheias e demais eventos climáticos sobre a atividade pesqueira e aquícola. Houve também diálogos regionais sobre a ação do El Niño, com a presença da Secretaria-Geral da Presidência da República, representada por Denise Forini. “É muito importante escutar a fala de todos vocês, receber essa demanda para poder distribuir internamente. Acho essencial este diálogo para podermos minimizar os impactos destes eventos climáticos”, salientou.
Os conselheiros trataram de projetos de lei de relevância para a pesca e aquicultura, da Rede Pesca Brasil e das atualizações dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Também foi apresentado o Núcleo de Gestão Compartilhada (NGC) e tratado sobre o fortalecimento da governança do CONAPE, incluindo a atualização do regimento interno.
Além das ações dos comitês de conformidade da pesca nacional, competitividade da tilapicultura, competitividade da carcinicultura, pesca amadora e esportiva, uso compartilhado do mar e pesca artesanal. A programação incluiu ainda informações sobre a 4.ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, que acontecerá em novembro, em Brasília, e o acompanhamento dos encaminhamentos das reuniões anteriores, com definição das próximas ações.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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