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Hereford e Braford ganham valorização no mercado com avanço genético e forte demanda em exposição nacional

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A 20ª Exposição Nacional Hereford e Braford consolidou o momento positivo da pecuária de corte voltada à genética no Brasil, destacando a valorização dos animais e o fortalecimento da ligação entre produção e mercado consumidor. Realizado entre os dias 19 e 25 de abril, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), o evento reuniu criadores, técnicos e empresas em uma programação intensa e estratégica para o setor.

Ao longo da semana, cerca de 1,2 mil animais passaram pelo parque, sendo aproximadamente 500 exemplares avaliados em julgamentos de argola e rústicos. Os remates oficiais ofertaram cerca de 400 animais, enquanto outros 350 participaram do Bocal de Ouro, iniciativa realizada em parceria com o Cavalo Crioulo.

Genética em destaque impulsiona mercado

Com forte presença de associados da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), a exposição teve como foco principal evidenciar a evolução genética dos rebanhos e o atual dinamismo do setor pecuário. A programação integrou avaliações técnicas, julgamentos e atividades voltadas à cadeia da carne, promovendo uma visão mais completa do negócio.

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Mesmo com momentos de oferta mais restrita, os remates registraram valorização dos animais e disputa entre compradores — sinal claro de um ambiente mais aquecido para a genética das raças Hereford e Braford.

Segundo o presidente da ABHB, Eduardo Soares, o desempenho observado durante a feira reflete um processo contínuo de qualificação dos plantéis no país.

“O mercado está atrativo e com demanda crescente. Isso é resultado direto da melhoria genética e do trabalho consistente dos criadores ao longo do tempo, algo que começa a ser reconhecido com mais força”, destacou.

Integração entre produção e consumo

Além das atividades em pista, a exposição também abriu espaço para discussões estratégicas sobre o mercado de carne bovina. Um dos destaques foi o Fórum da Carne, que reuniu especialistas para debater tendências de consumo, valorização de produtos premium e estratégias de posicionamento junto ao consumidor.

Entre os temas abordados estiveram o comportamento do consumidor, a importância da diferenciação pela qualidade e os caminhos para ampliar a presença da carne Hereford e Braford no mercado nacional e internacional.

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Perspectivas positivas para o setor

O conjunto de resultados da exposição indica um cenário promissor para os próximos ciclos da pecuária. A combinação entre evolução genética, maior profissionalização dos criadores e foco em atender às exigências do consumidor tende a sustentar a valorização dos animais e da carne produzida.

Com isso, eventos como a Nacional Hereford e Braford reforçam seu papel como vitrine tecnológica e comercial, contribuindo para o avanço da pecuária brasileira em direção a um modelo mais competitivo e orientado ao mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços da maçã caem quase 9% nas Ceasas e ampliam movimento de baixa nas frutas, aponta Conab

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O mais recente boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta queda nos preços da maçã nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. No último mês, a retração média ponderada foi de 8,89%, refletindo principalmente o aumento da oferta no mercado.

A intensificação da colheita das variedades gala e fuji tem ampliado a disponibilidade da fruta, pressionando as cotações no atacado. Além disso, a expectativa para a atual safra é de crescimento na produção em relação ao ciclo anterior. O desempenho positivo é atribuído às condições climáticas favoráveis no último inverno, que garantiram o acúmulo adequado de horas-frio — fator essencial para a qualidade e coloração das maçãs.

Outras frutas também registram queda

Além da maçã, outras frutas importantes apresentaram recuo nos preços. A laranja teve redução média de 2%, mesmo com a proximidade do fim da safra no cinturão citrícola registrada em março. Já o mamão apresentou queda nas cotações em diversas regiões, influenciado pelo aumento da oferta da variedade papaya, especialmente proveniente do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia. A variedade formosa, por sua vez, manteve estabilidade.

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Banana e melancia sobem com ajustes de oferta

Na contramão das demais frutas, banana e melancia registraram alta nos preços. A banana teve elevação média de 10,56%, impulsionada pela menor oferta da variedade nanica em importantes regiões produtoras, como Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, além da microrregião de Registro (SP) e do norte de Santa Catarina.

Já a melancia apresentou alta de 10,81% na média ponderada. Mesmo com maior volume comercializado, a demanda aquecida em entrepostos como Belo Horizonte e Campinas sustentou o avanço das cotações.

Hortaliças: clima e oferta pressionam preços

No segmento de hortaliças, o cenário foi predominantemente de alta nos preços, influenciado pela redução da oferta e fatores climáticos.

A alface manteve trajetória de valorização iniciada em novembro, com alta de 4,93% em março. A queda de 9,4% no volume ofertado em relação a fevereiro, somada à demanda elevada em função do calor, contribuiu para o movimento.

A batata registrou aumento expressivo de 18,99%, impactada pela redução nos envios provenientes do Paraná e da Bahia. O tomate teve uma das maiores altas do período, com avanço de 38,83%, reflexo das temperaturas elevadas no final de 2025, que aceleraram a maturação e reduziram a oferta disponível atualmente.

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A cebola também apresentou forte valorização, com alta de 52,16%, influenciada pela queda nos envios de Santa Catarina, indicando o fim da safra 2025/26 e maior espaço para o produto importado.

Já a cenoura liderou as altas entre as hortaliças, com avanço de 59,15%. A menor oferta e o aumento dos custos logísticos, especialmente com combustíveis, foram determinantes para a elevação das cotações.

Exportações crescem no primeiro trimestre

Os embarques brasileiros de hortigranjeiros também apresentaram desempenho positivo no início de 2026. De janeiro a março, o volume exportado alcançou 337 mil toneladas, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025.

Em termos de receita, o faturamento chegou a US$ 378,5 milhões, crescimento de 18% na mesma base de comparação, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ceasas ganham destaque na capacitação de produtores

O boletim também destaca o papel estratégico da Conab e das Ceasas como plataformas de capacitação para agricultores familiares. As centrais vêm ampliando o acesso desses produtores ao mercado, fortalecendo a comercialização e gerando novas oportunidades de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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