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IFPA lança campanha de melão e melancia para o verão com foco na qualidade da safra
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A International Fresh Produce Association (IFPA) Brasil concluiu sua Campanha de Sazonalidade 2025, desta vez voltada ao melão e à melancia. O objetivo é fornecer ao varejo nacional informações estratégicas e materiais de marketing gratuitos, fortalecendo a comunicação entre produtores, supermercadistas e consumidores durante a alta temporada de verão.
Safra de alta qualidade impulsiona oportunidades para o varejo
Segundo Leonardo Herzog, diretor da Soet Melancia, a safra atual apresenta frutas de excelente qualidade, o que pode gerar vantagem competitiva para os varejistas:
Melão: safra com alta qualidade e crescimento nas exportações;
- Melancia: finalização da safra em Goiás e início em São Paulo com frutas de altíssimo nível;
- Teixeira de Freitas (BA): apesar de chuvas pontuais que podem reduzir a durabilidade, a qualidade geral se mantém elevada.
“A expectativa é que o verão traga melão e melancia de qualidade superior, representando uma oportunidade de mercado robusta para o varejo”, destaca Herzog.
Demanda sólida e foco na excelência como diferencial
Valeska Ciré, gestora da IFPA Brasil, reforça que a qualidade da safra é um diferencial estratégico:
“A demanda interna deve se manter sólida nesta temporada de verão. A alta qualidade da safra reforça a importância de investir na excelência como diferencial competitivo, tanto para o mercado nacional quanto internacional. Os materiais fornecidos pela IFPA são ferramentas essenciais para campanhas promocionais, e os workshops ajudam a capacitar os colaboradores do setor de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) dos associados.”
Ferramentas de marketing e capacitação
A campanha disponibiliza materiais digitais gratuitos, elaborados para auxiliar supermercados e varejistas na promoção das frutas durante o verão. Além disso, os workshops da IFPA oferecem treinamentos práticos para os departamentos de marketing e equipes de vendas, garantindo que o consumidor final perceba a qualidade e o valor agregado das frutas brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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