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Illycaffè lança cápsulas Arabica Selection Cerrado Mineiro com café 100% de agricultura regenerativa
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Café sustentável agora em cápsulas compatíveis
A illycaffè, reconhecida mundialmente por sua atuação em café sustentável de alta qualidade, anuncia o lançamento das cápsulas compatíveis Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro, primeiro café da marca produzido 100% a partir da agricultura regenerativa e certificado pela regenagri®.
Com a novidade, a empresa italiana amplia seu portfólio e oferece aos consumidores um café com origem rastreável, produzido em parceria com a Federação dos Produtores do Cerrado Mineiro.
Agricultura regenerativa: um novo olhar sobre o solo
Há anos, a illycaffè adota práticas voltadas à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, promovendo uma transição para sistemas agrícolas regenerativos. Essa abordagem foca na recuperação da saúde do solo, na proteção da biodiversidade e na redução do impacto ambiental, sem comprometer a produtividade das lavouras.
Segundo a empresa, o modelo propõe uma mudança de foco — das plantas para o solo —, priorizando soluções naturais que nutrem, fortalecem e tornam o solo mais fértil e resiliente diante das variações climáticas. Essas práticas agronômicas regenerativas são aplicadas de forma estratégica em parceria com produtores certificados, garantindo qualidade e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.
Aroma brasileiro e sabor equilibrado
As cápsulas Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro oferecem, pela primeira vez no formato dose individual, um café que combina acidez equilibrada, amargor suave e notas marcantes de caramelo e frutas secas — características típicas das regiões produtoras do Cerrado Mineiro.
O lançamento reafirma o compromisso da illycaffè em valorizar as origens brasileiras, reconhecidas internacionalmente pela produção de cafés de excelência e pela adoção crescente de práticas agrícolas sustentáveis.
Expansão do portfólio e novas formas de consumo
Tradicionalmente disponível em grãos e em pó, nas clássicas latas de 250 g, o café Arabica Selection Cerrado Mineiro passa agora a ser comercializado também em cápsulas compatíveis com máquinas Nespresso®*.
A empresa destaca que a nova linha atende à demanda por formatos práticos e sustentáveis, sem abrir mão da qualidade e do prazer sensorial que caracterizam a marca. As cápsulas foram desenvolvidas para um público que valoriza certificações, rastreabilidade e responsabilidade ambiental, reforçando a presença da illycaffè no segmento de cápsulas compatíveis.
Disponibilidade internacional
As novas cápsulas Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro estarão à venda a partir de dezembro de 2025 na Itália, Espanha e Reino Unido, e chegarão ao Brasil em fevereiro de 2026.
Os produtos poderão ser adquiridos na loja virtual da illy, nas lojas exclusivas illy Caffè e illy Shop, e, a partir de 2026, também em varejistas especializados, plataformas de e-commerce e principais redes de varejo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.
A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.
A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.
Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.
O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.
A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.
O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.
Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.
Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.
A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.
Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.
O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.
A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.
Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.
Fonte: Pensar Agro



