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Importações de fertilizantes crescem 9,29% no 1º semestre e refletem otimismo com a safra 2025/26

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As importações brasileiras de fertilizantes somaram 19,41 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2025. O volume representa um crescimento de 9,29% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com o Boletim Logístico de julho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base em dados da plataforma Comex Stat.

Demanda do agronegócio impulsiona importações

Segundo a Conab, o aumento das importações ocorre mesmo diante da volatilidade nos preços e de restrições na oferta global. O principal fator por trás desse crescimento é a demanda constante do agronegócio, que já se movimenta para a próxima temporada.

“A procura por insumos agrícolas segue em expansão, especialmente em países como o Brasil, onde o setor produtivo se antecipa à safra 2025/26 com projeções positivas de produção”, destacou a Companhia.

Portos acompanham crescimento na movimentação

O avanço nas importações também se refletiu na movimentação dos principais portos brasileiros, com destaque para:

  • Porto de Paranaguá (PR): Registrou o maior volume de entrada de fertilizantes, com 5,14 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, contra 4,32 milhões no mesmo período de 2024.
  • Arco Norte: As movimentações somaram 3,75 milhões de toneladas, levemente acima das 3,65 milhões registradas no ano anterior.
  • Porto de Santos (SP): Teve redução nas importações, com 2,82 milhões de toneladas, ante 3,38 milhões no primeiro semestre de 2024.
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Setor agrícola segue otimista com nova safra

Para a Conab, o desempenho das importações revela o otimismo do setor agrícola brasileiro, que se prepara para mais uma safra recorde, mesmo diante de incertezas geopolíticas no cenário internacional.

Esse movimento reforça a importância dos fertilizantes como insumo estratégico, principalmente diante da antecipação das compras para garantir o abastecimento e a produtividade da safra 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura regenerativa impulsiona produtividade e coloca o solo no centro da estratégia no campo

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A agricultura regenerativa vem ganhando espaço como uma das principais estratégias para elevar a produtividade com maior eficiência no campo. Mais do que uma técnica de manejo, o modelo reposiciona o solo como ativo central da produção agrícola, influenciando diretamente a estabilidade das safras e o uso racional de insumos.

Nesse conceito, o solo deixa de ser apenas suporte físico para as plantas e passa a ser tratado como um sistema vivo, cuja atividade biológica impacta diretamente o desempenho das lavouras.

Biologia do solo ganha protagonismo na eficiência produtiva

Na base da agricultura regenerativa está o equilíbrio da microbiota do solo, responsável por processos essenciais como decomposição da matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e melhoria da estrutura física do ambiente radicular.

Quando esse sistema biológico está ativo e equilibrado, há maior disponibilidade de nutrientes, melhor retenção de matéria orgânica e aumento da capacidade do solo de suportar estresses climáticos e produtivos.

Entre os principais indicadores desse equilíbrio estão o aumento da matéria orgânica, a melhoria da porosidade e a maior resiliência das culturas diante de variações ambientais.

Eficiência no uso de insumos é um dos principais ganhos

A maior atividade biológica também impacta diretamente a eficiência no uso de fertilizantes. Solos com microbiota ativa conseguem manter nutrientes disponíveis por mais tempo, reduzindo perdas e otimizando a absorção pelas plantas.

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Na prática, isso se traduz em menor necessidade de reaplicações e maior aproveitamento dos insumos já utilizados, o que contribui para a redução de custos e aumento da eficiência operacional.

Manejo integrado é chave para manter equilíbrio do sistema

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que a agricultura regenerativa exige integração entre diferentes práticas de manejo. O equilíbrio do solo depende de decisões técnicas coordenadas, que envolvem correção de acidez, nutrição equilibrada e incremento de matéria orgânica.

Segundo especialistas, o diferencial não está apenas na adoção de práticas isoladas, mas na forma como essas ações se conectam dentro da estratégia produtiva da propriedade.

Por outro lado, o uso excessivo de fertilizantes acidificantes e o desequilíbrio nutricional podem comprometer a atividade microbiana e reduzir o potencial produtivo do solo ao longo do tempo.

Produtividade mais estável e previsível no longo prazo

Os impactos da agricultura regenerativa são percebidos diretamente no desempenho das lavouras. Solos biologicamente ativos favorecem o desenvolvimento radicular, aumentam a eficiência do uso de nutrientes e reduzem a necessidade de intervenções corretivas frequentes.

O resultado é um sistema produtivo mais estável, com maior previsibilidade de resultados entre safras e ganhos operacionais ao longo do tempo.

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Além disso, os benefícios podem ser mensurados economicamente, tanto pelo aumento de produtividade quanto pela redução de custos com insumos agrícolas.

Integração entre biologia e nutrição fortalece o sistema produtivo

A evolução do modelo regenerativo passa pela integração entre biologia do solo e nutrição mineral. O manejo equilibrado dos nutrientes, aliado ao fortalecimento da microbiota, contribui para sistemas agrícolas mais resilientes e eficientes.

Nesse contexto, novas soluções têm sido desenvolvidas para apoiar o produtor rural na tomada de decisão. Um exemplo é a Allterra, plataforma de biociência do solo que integra diagnóstico, reposição do microbioma e estratégias de fertilidade e nutrição.

A proposta acompanha a crescente demanda do setor por abordagens mais integradas, que considerem o solo como base da eficiência produtiva e da sustentabilidade agrícola.

Decisão técnica e visão sistêmica definem o futuro do manejo

Especialistas destacam que a agricultura regenerativa não substitui práticas tradicionais, mas reorganiza sua aplicação dentro de um sistema mais integrado.

Quando biologia do solo e nutrição mineral são trabalhadas de forma conjunta, o produtor passa a tomar decisões mais consistentes, com impactos diretos na produtividade, na eficiência de insumos e na estabilidade das lavouras ao longo do tempo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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