CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Indústria de máquinas agrícolas projeta nova queda em 2026 e enfrenta cenário desafiador

Publicados

AGRONEGOCIOS

Setor acumula retração e preocupa indústria

O mercado de máquinas agrícolas no Brasil segue em trajetória de retração e apresenta sinais de alerta para os próximos anos. A combinação de queda nas vendas, dificuldade de acesso ao crédito e aumento da concorrência internacional tem criado um ambiente cada vez mais desafiador para a indústria.

Vendas caem e setor soma quatro anos consecutivos de baixa

De acordo com dados da Anfavea, as vendas no varejo totalizaram 49,8 mil unidades em 2025, representando uma queda de 3,6% em relação a 2024.

Com isso, o setor acumula quatro anos seguidos de retração. Na comparação com 2021, a redução chega a aproximadamente 10 mil unidades, evidenciando a perda de ritmo da atividade.

Entre os segmentos, as colheitadeiras registram as maiores quedas, com volumes próximos de um terço do observado em anos anteriores, refletindo a menor capacidade de investimento dos produtores rurais.

Juros altos limitam crédito e travam demanda

O ambiente de juros elevados tem sido um dos principais fatores de pressão sobre o setor. O encarecimento do crédito dificulta o financiamento de máquinas, reduzindo a intenção de compra por parte dos produtores.

Leia Também:  Zoetis submete linha de produtos para equinos à certificação internacional de bem-estar animal Fair4Them

Diante desse cenário, a Anfavea destaca a importância de fortalecer instrumentos de apoio, como o Plano Safra e linhas de financiamento do BNDES, considerados essenciais para sustentar a demanda.

Tratores de menor potência mostram reação

Apesar do cenário adverso, o segmento de tratores de baixa potência apresenta sinais de recuperação. O desempenho é impulsionado por políticas públicas voltadas à agricultura familiar, com destaque para o programa Pronaf Mais Alimentos, que oferece taxas de financiamento próximas de 5%.

Projeção para 2026 indica nova queda nas vendas

As perspectivas para 2026 seguem negativas. A estimativa é de uma retração adicional de 6,2% nas vendas internas, mantendo a tendência de enfraquecimento do mercado.

No comércio exterior, as exportações devem cair 12,8%, após uma leve alta de 2,4% registrada em 2025, ampliando os desafios para a indústria nacional.

Importações crescem e ampliam pressão competitiva

Enquanto as vendas internas e externas recuam, as importações avançam e aumentam a concorrência. Em 2025, o Brasil importou cerca de 11 mil máquinas agrícolas, um crescimento de 17%, resultando em déficit na balança comercial pelo segundo ano consecutivo.

Leia Também:  Abertura de mercado agropecuário no Marrocos, no Iraque, em Singapura e na Argentina

A Índia lidera entre os principais fornecedores, com cerca de 6 mil unidades, seguida pela China, que registrou 3,9 mil máquinas e crescimento expressivo de 85,7%.

Fabricantes estrangeiros ganham vantagem de custo

Estudos de competitividade apontam que fabricantes internacionais possuem vantagem de custo de até 27% em relação à indústria brasileira. Entre os fatores que explicam essa diferença estão a maior escala de produção, preços mais baixos do aço e custos reduzidos de mão de obra.

Cenário exige atenção e medidas de estímulo

Com a combinação de crédito caro, queda nas vendas e avanço das importações, o setor de máquinas agrícolas enfrenta um período de incerteza. A manutenção da competitividade dependerá de políticas de incentivo, melhoria nas condições de financiamento e estratégias para fortalecer a indústria nacional frente ao mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Expogrande movimentou R$ 400 milhões, reforçando avanço e diversificação do agro

Publicados

em

A 86ª Expogrande, realizada semana passada em Campo Grande, movimentou cerca de R$ 400 milhões em negócios e reafirmou o papel do evento como uma das principais plataformas do agronegócio no Centro-Oeste, em um cenário de maior seletividade no crédito.

Mesmo abaixo do recorde da edição anterior, o volume consolidado mostra a capacidade de reação do setor diante de um ambiente financeiro mais exigente. Ao longo da feira, produtores mantiveram investimentos em tecnologia, genética e melhoria de produtividade, com destaque para a presença de instituições financeiras e linhas de financiamento voltadas ao campo.

A Expogrande também evidenciou a transformação do agronegócio de Mato Grosso do Sul, que vem ampliando sua base produtiva para além da tradicional soja e pecuária de corte. Cadeias como suinocultura, avicultura, piscicultura e florestas plantadas ganharam espaço, refletindo um processo de diversificação que fortalece a economia estadual.

Dados apresentados durante o evento mostram a dimensão desse avanço. A suinocultura já supera 3,6 milhões de abates, enquanto a avicultura movimenta mais de 177 milhões de frangos por ano. A piscicultura, por sua vez, alcança cerca de 53 mil toneladas, consolidando-se como uma das apostas de crescimento.

Leia Também:  Custo de produção da soja, milho e algodão em MT apresenta variações em setembro, aponta Imea

No campo agrícola, a soja segue como base, com produção em torno de 4,5 milhões de toneladas na safra atual, mantendo o peso do grão na geração de renda e na dinâmica econômica do estado.

Além dos números, a feira reforçou a integração entre produção, tecnologia e indústria. O ambiente de negócios reuniu produtores, empresas e investidores, consolidando a Expogrande como espaço estratégico para decisões de investimento e troca de conhecimento.

A agenda institucional também teve destaque. Após o encerramento da feira, o governador Eduardo Riedel manteve reuniões com lideranças do setor para discutir novas iniciativas e alinhar demandas voltadas à competitividade.

Entre os pontos tratados estiveram melhorias em infraestrutura, qualificação profissional e programas de incentivo à produção, com foco na ampliação da eficiência e na agregação de valor dentro do estado.

A leitura do setor é de que o agro sul-mato-grossense entrou em uma nova fase, marcada pela industrialização, diversificação e maior uso de tecnologia. Mesmo em um cenário de crédito mais restrito, o volume de negócios e o nível de investimentos observados durante a Expogrande indicam continuidade do crescimento.

Leia Também:  PIB do Paraná cresce 3,8% no primeiro semestre e supera média nacional

Ao final, a feira reforça a capacidade do produtor de se adaptar ao ambiente econômico e seguir investindo. Mais do que o volume financeiro, o evento consolida tendências que devem sustentar o avanço do agronegócio no estado nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA