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Mercado de milho avança com demanda interna aquecida, mas negociações seguem lentas nas principais regiões produtoras

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O mercado de milho no Brasil mantém ritmo lento de comercialização, mesmo com a demanda interna em alta. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul registram movimentação restrita, reflexo da falta de consenso entre compradores e vendedores e da ausência de estímulos para novos negócios.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa e o ambiente travado. O contrato de fevereiro de 2026 no porto segue estável, cotado em R$ 69,00 por saca, sem alterações recentes. A consultoria destaca que a escassez de novos negócios mantém o ritmo lento nas praças gaúchas.

Em Santa Catarina, a situação é semelhante. O estado apresenta poucos negócios e leve avanço no final da semeadura. As pedidas permanecem próximas de R$ 80,00 por saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00, o que impede avanços significativos. No Planalto Norte, negócios pontuais ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, reforçando a estagnação do mercado catarinense.

Já no Paraná, as negociações também seguem escassas, com compradores oferecendo cerca de R$ 70,00 por saca CIF, enquanto vendedores pedem em torno de R$ 75,00. Essa diferença de preços, segundo a TF Agroeconômica, impede qualquer avanço consistente nas transações.

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No Mato Grosso do Sul, a ampla oferta e a postura cautelosa dos agentes de mercado mantêm a movimentação reduzida. As referências estaduais variam entre R$ 51,00 e R$ 55,00 por saca, com destaque para Dourados, que apresenta as cotações mais elevadas, e Sidrolândia, que lidera as valorizações recentes.

Demanda interna sustenta preços no mercado físico

Apesar do ritmo travado nas praças regionais, o mercado brasileiro de milho iniciou a semana com avanço nas negociações, sustentado pela forte demanda interna. A TF Agroeconômica, com base em dados do Cepea, aponta que o aumento na procura doméstica foi o principal fator de sustentação dos preços, especialmente em um cenário de atrasos no plantio da soja que pode reduzir a janela ideal da segunda safra.

Consumidores que estavam operando com estoques reduzidos ou aguardando desvalorizações voltaram às compras para recompor volumes e se preparar para o final de 2025, período que tradicionalmente apresenta menor liquidez por causa da paralisação de transportadoras.

Do lado da oferta, produtores concentrados na semeadura da safra de verão diminuíram a disponibilidade de milho para entrega imediata, o que também contribuiu para a valorização. Além disso, a paridade de exportação favorável e o bom ritmo dos embarques dão suporte adicional aos preços internos.

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B3 fecha em alta e Chicago recua com realização de lucros

Na Bolsa Brasileira (B3), os principais contratos de milho encerraram o dia em alta. O vencimento janeiro/2026 foi cotado a R$ 74,20, março ficou em R$ 75,97 e maio encerrou a R$ 75,18 por saca, todos registrando ganhos.

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) apresentou queda, pressionada pela realização de lucros, pelo desempenho do farelo de soja e pelo avanço do plantio brasileiro, além de movimentos técnicos nos Estados Unidos.

Para os próximos meses, analistas alertam que a entrada da nova safra norte-americana, a necessidade de liberação de armazéns e o estoque de passagem elevado podem limitar novos avanços nas cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná identifica 69 municípios aptos ao cultivo de oliveiras e fortalece potencial da olivicultura

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O Paraná deu mais um passo para consolidar a olivicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor no agronegócio estadual. Um novo boletim técnico divulgado pelo IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições climáticas favoráveis para o cultivo comercial de oliveiras no Estado.

A publicação “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” traz um amplo mapeamento das áreas mais adequadas para a produção de azeitonas e azeites, oferecendo informações técnicas que auxiliam produtores na redução de riscos, no planejamento de investimentos e na implantação de novos pomares.

Regiões mais frias concentram potencial produtivo

Segundo o levantamento do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater), os municípios mais indicados para a olivicultura estão localizados nas regiões mais altas dos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul paranaense.

Entre os municípios considerados aptos ao cultivo estão:

  • Guarapuava;
  • Palmas;
  • Pato Branco;
  • São Mateus do Sul;
  • Campo Largo;
  • Piraquara;
  • Prudentópolis;
  • União da Vitória;
  • General Carneiro;
  • Rio Negro.

O principal diferencial dessas regiões é a combinação entre altitude elevada e maior acúmulo de horas de frio durante o outono e inverno, condição essencial para o desenvolvimento adequado das oliveiras.

Frio é determinante para produtividade das oliveiras

O estudo destaca que a oliveira necessita de um período de dormência provocado pelo frio para estimular a brotação e a formação das flores. Sem essa etapa, a produtividade e o desempenho dos pomares podem ser comprometidos.

“O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir”, explica a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná, Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, uma das autoras do boletim.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram mais de 30 anos de dados meteorológicos do IDR-Paraná, Simepar e Inmet, avaliando fatores como:

  • acúmulo de horas de frio;
  • risco de geadas;
  • excesso de chuva durante a floração;
  • estiagem na maturação dos frutos;
  • umidade relativa do ar.
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Com base nessas variáveis, foram elaborados mapas de zoneamento climático e classificação de risco para diferentes grupos de cultivares.

Cultivares adaptadas ganham destaque

O boletim aponta que algumas variedades de oliveiras têm apresentado melhor adaptação às condições climáticas do Paraná, principalmente aquelas com menor exigência em frio.

Entre as cultivares com melhores resultados comerciais no Estado estão:

  • Arbequina;
  • Arbosana;
  • Koroneiki;
  • Grappolo.

Além da escolha correta da cultivar, o estudo alerta para cuidados importantes dentro das propriedades, como evitar áreas baixas sujeitas ao acúmulo de ar frio e excesso de umidade, fatores que aumentam os riscos de geadas e doenças.

O documento também recomenda a intercalação de diferentes cultivares para favorecer a polinização cruzada e elevar a produtividade dos pomares.

Olivicultura cresce no Brasil e amplia oportunidades no agro

Apesar dos desafios impostos pelo clima subtropical brasileiro, especialmente o excesso de chuvas durante o florescimento, a olivicultura vem avançando nas regiões Sul e Sudeste do país.

A produção nacional de azeites de oliva tem conquistado reconhecimento internacional pela qualidade, abrindo novas oportunidades de mercado e agregação de valor à agricultura brasileira.

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Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o novo estudo representa um avanço estratégico para o setor.

“Estamos entregando ao setor produtivo uma ferramenta capaz de reduzir incertezas e qualificar a tomada de decisão. Esse tipo de conhecimento é fundamental para estimular uma atividade com grande potencial de agregação de valor à agricultura paranaense”, destaca.

Setor ainda enfrenta desafios

Embora o potencial produtivo seja considerado promissor, o boletim aponta gargalos que ainda precisam ser superados para fortalecer a cadeia da olivicultura no Paraná.

Entre os principais desafios estão:

  • desenvolvimento de cultivares mais adaptadas;
  • ampliação de programas de melhoramento genético;
  • produção de mudas certificadas;
  • avanço das técnicas de manejo;
  • maior assistência técnica aos produtores.

O estudo foi elaborado por pesquisadores do IDR-Paraná e da Embrapa, consolidando uma base técnica inédita para expansão sustentável da cultura no Estado.

O boletim técnico “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” está disponível gratuitamente no portal do IDR-Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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