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Indústria de nutrição animal avança em sustentabilidade com tecnologias verdes e metas de redução de carbono
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Sustentabilidade ganha espaço na indústria de nutrição animal
A crescente preocupação com o meio ambiente tem impulsionado a indústria de nutrição animal a adotar tecnologias verdes e implementar ações para reduzir impactos ambientais. Empresas do setor investem em inovação para otimizar recursos e contribuir com metas globais de descarbonização.
Kemin: exemplo de compromisso sustentável global
A Kemin, multinacional presente em mais de 90 países, destaca-se por seu programa robusto de sustentabilidade. A empresa foca na transição para energia limpa, redução de resíduos e emissões, além do desenvolvimento de produtos ambientalmente mais eficientes. Fernando Sá, gerente de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Kemin, destaca que “sustentabilidade deve ser prática diária e não apenas uma diretriz, com responsabilidade para as gerações presentes e futuras”.
Energia renovável e redução de emissões
Em 2024, 62% da eletricidade consumida pelas fábricas da Kemin foi proveniente de fontes renováveis, incluindo energia solar, eólica e hidrelétrica. A empresa pretende ampliar essa conversão, com a meta de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2030 (Escopos 1 e 2), avançando rumo à neutralidade de carbono até 2050.
Ações para maior eficiência e menor impacto
Além da energia, a Kemin monitora as emissões da frota própria, incentivando o uso de combustíveis menos poluentes. A companhia também trabalha na eficiência dos processos produtivos, com redução do consumo de água, da geração de resíduos e das emissões ambientais.
Certificações e parcerias internacionais
O compromisso ambiental da Kemin é acompanhado por auditorias externas e certificações em plataformas como CDP, EcoVadis e Sedex, que avaliam critérios ambientais, sociais e de governança (ESG). A empresa mantém parceria com o World Food Programme (WFP), a maior agência humanitária global no combate à fome.
Cultura corporativa sustentável
A Kemin investe na formação de uma cultura interna sustentável, com treinamentos para colaboradores de diversas áreas. Incentiva projetos que promovem redução de consumo, reaproveitamento de materiais e gestão eficiente dos recursos naturais.
Desempenho produtivo aliado à responsabilidade ambiental
Segundo Fernando Sá, alinhar eficiência produtiva à sustentabilidade não é mais tendência, mas uma necessidade urgente. “Esse é um compromisso global que exige cooperação entre indústria, campo e sociedade, com foco em reduzir emissões, preservar recursos naturais e garantir um futuro sustentável”, conclui o gerente da Kemin.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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