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Inflação projetada para 2025 segue em 4,85%; expectativa cai a 4,30% em 2026
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As projeções do mercado financeiro para a inflação no Brasil foram mantidas praticamente estáveis, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (9). O levantamento semanal reúne as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.
Inflação em 2025 permanece acima da meta
De acordo com o relatório, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 ficou em 4,85%, bem acima da meta de 3,00% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Nos preços administrados – aqueles controlados por contrato ou pelo poder público – a estimativa seguiu em 4,68%. Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu levemente, de 1,14% para 1,15%.
Queda prevista para 2026
Para 2026, as expectativas do mercado financeiro indicam uma inflação de 4,30%, ligeiramente abaixo da estimativa anterior de 4,31%. A meta oficial para o período também é de 3,00%.
PIB deve crescer menos
As instituições consultadas reduziram de 2,19% para 2,16% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Para 2026, a projeção caiu de 1,87% para 1,85%.
O próprio Banco Central, no Relatório de Política Monetária publicado em junho, estima um avanço de 2,1% da economia brasileira em 2025.
Juros permanecem elevados
O mercado manteve a previsão de que a taxa Selic encerrará 2025 em 15,00% ao ano, mesmo patamar atual. Isso significa que os analistas não esperam cortes na taxa básica de juros até o fim do próximo ano.
Para 2026, a estimativa segue em 12,50%.
Expectativas para o câmbio
No câmbio, a projeção do dólar para 2025 recuou de R$ 5,56 para R$ 5,55. Para 2026, a estimativa passou de R$ 5,62 para R$ 5,60.
Há quatro semanas, as previsões eram de R$ 5,60 por dólar em 2025 e R$ 5,70 em 2026, mostrando um leve alívio nas expectativas de desvalorização da moeda brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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