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Inmet e Mapa instalam nova estação automática no Rio Grande do Sul
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A primeira de 98 estações meteorológicas automáticas já está instalada e começou a funcionar na manhã desta sexta-feira (11), na sede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Porto Alegre (RS). Uma demonstração técnica marcou o início de um projeto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que prevê a modernização e a ampliação das estações no Rio Grande do Sul. Atualmente, o estado tem 55 estações convencionais e automáticas e, até o fim de 2025, serão 98, todas automáticas.
O superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Souza, afirmou que é uma evolução tecnológica que permitirá ampliar os dados coletados pela rede de estações e viabilizará uma maior cobertura dos fenômenos meteorológicos no estado do Rio Grande do Sul.
Os sensores das novas estações vão captar instantaneamente as variações atmosféricas, como temperatura e umidade do ar, radiação atmosférica, precipitação, direção e velocidade do vento, e pressão atmosférica. Pela primeira vez, passarão a ser registradas também a temperatura e a umidade do solo. “O Rio Grande do Sul está sendo o primeiro estado a contar com todas as estações com este perfil”, ressaltou José Cleber Souza.
As estações transmitem os dados por sinal de internet e, em caso de indisponibilidade, por satélite. Em operação de rotina, os dados serão captados e transmitidos com intervalo de uma hora. No entanto, as estações são capazes de transmitir em intervalos de 15 minutos, o que auxiliará no monitoramento e na prevenção de eventos extremos.
O superintendente do Mapa no estado gaúcho salienta a mudança estrutural e de concepção na gestão do Inmet. “Estamos passando de uma estrutura baseada em equipamentos analógicos, com dados coletados por observadores, transmitidos, sistematizados e totalizados com base na intervenção humana, para uma estrutura capaz de captar e registrar de forma automática uma maior gama de dados, inclusive de solo”, explica Souza.
As novas estações automáticas estão alinhadas com as recomendações da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e com as organizações meteorológicas de países que são referência internacional. “Teremos uma espécie de revolução nos próximos meses”, projeta Marcelo Schneider, coordenador da Divisão de Meteorologia do instituto no Rio Grande do Sul.
A atualização e ampliação dos equipamentos, assim como as alterações na gestão do Inmet, fazem parte do planejamento estratégico da instituição, elaborado pelo Mapa, e foram viabilizadas por meio de crédito extraordinário de R$ 25 milhões do Governo Federal, disponibilizados por Medida Provisória editada pela Presidência da República em 2024.
⚠️ Fique atento às nossas previsões e avisos meteorológicos, publicados diariamente no portal: alertas2.inmet.gov.br.
O INMET é um órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.
Informação à imprensa
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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.
A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.
A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.
O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.
Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.
O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.
A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.
Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.
A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.
Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.
Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.
A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.
Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.
A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.
É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.
Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.
A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.
Fonte: Pensar Agro



